quinta-feira, 29 de setembro de 2016

CARLOS LOPES/A VEZ DE ÁFRICA: Da União Africana para Secretário-Geral da ONU?


"Carlos Lopes, inteligentemente, faz uma retirada antecipada e estratégica visto que, brevemente, as Nações Unidas terão um novo Secretário-Geral e certamente vão ocorrer mudanças na maioria dos Comissários, Secretários-Gerais Adjuntos e Representantes permanentes. Carlos Lopes aproveita a oportunidade surgida para a União Africana com a nobre e curricular tarefa da sua reforma, passando desta feita a residir na África do Sul, deixando Addis Abeba, na Etiópia.

Com esta nova função, abre-se-lhe a grande oportunidade: a chegada do momento de África apresentar o seu candidato para dirigir a ONU. Será um caminho aberto ao Sociólogo e Investigador de renome mundial para concorrer por mérito e com o apoio inequívoco da maioria dos países de expressão portuguesa e anglófona.

Guineense, Carlos Lopes foi Representante do PNUD no Zimbabwe, no Brasil e chefiava agora a UNECA. Mas com a residência já confirmada na África do Sul, será a oportunidade de angariar simpatia do país motor da economia da região da SADC, e de África, além da própria Etiópia, pais que alberga a Sede da UA.

Congratulations, caro e ilustre compatriota. Embaixador da Pátria de Cabral no mundo fora. Deus lhe abençoe e lhe proteja. Viva a Guiné-Bissau e que vivam os guineenses.

Justino Lima
"

PAIGC promove reconciliação com “grupo dos 15”


A Direção do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) convoca o “grupo dos 15”, entre os dias três e cinco do próximo mês, para um encontro de reconciliação interna.

Conforme o comunicado de imprensa desta formação política, o Secretariado Nacional do PAIGC promove este encontro no seguimento das instruções do seu Presidente, Domingos Simões Pereira, que pronunciou nesse sentido na celebração dos 60 anos do partido, no passado 19 de Setembro.
“Vimos assim, apelar a todos para o reagrupamento da família do PAIGC a volta deste vibrante apelo do Presidente do Partido feito na data fundação do nosso grande e glorioso partido, o PAIGC”, refere o documento do Secretariado Nacional dos “libertadores”.

Os 15 parlamentares eleitos pelas listas do PAIGC, foram expulsos, este ano do partido, por alegadamente terem desobedecido a “disciplina partidária”, ao optarem pela abstenção que contribuiu para a não aprovação do Programa do governo dirigido por Carlos Correia, no parlamento.

O apelo a reconciliação surge numa altura em que é aguardada a formação de um governo de consenso e inclusivo, ao abrigo de um acordo já firmado, por iniciativa da CEDEAO, pelas principais forcas políticas (PAIGC e PRS), o Presidente da República e o presidente da Assembleia Nacional Popular. ANG

OPINIÃO: Não Porque Sim


Cuba, Fidel Castro e o povo de Cuba merecem certamente a medalha Amilcar Cabral - a mais alta condecoração do Estado da Guiné-Bissau. Cubanos derramaram o seu sangue na luta armada de 11 anos pela conquista da nossa (in)dependência, e nunca levaram nada daqui ao contrários dos oportunistas chineses...

A única nódoa em todo este processo foi o timming escolhido pelo PR José Mário Vaz: com o País parado há mais de um ano, com uma crise que merecia maior engajamento do próprio PR, é triste ver José Mário Vaz armado em Zé das medalhas pavoneando-se pelo mundo a mentir e a deturpar tudo.

Por tudo isto, o JOMAV, o homem, o presidente que meteu o País nesta crise que mais parece um poço sem fundo, não tem sido digno e não merece continuar no cargo de presidente da República da Guiné-Bissau.

Um obrigado e todo o nosso profundo reconhecimento a Cuba.
AAS

ESCÂNDALO: Alegada fundação de apoio à Guiné-Bissau ligada a pessoas investigadas na Alemanha


FONTE: Deutsche Welle


A Westafrika não existe legalmente nem na Alemanha nem na Guiné-Bissau. Teme-se que os seus membros se queiram aproveitar das fragilidades da Guiné-Bissau, para daí tirarem benefícios ou para o branqueamento de capitais. Apesar de não existir legalmente, a Westafrika foi apresentada ao Governo e ao Presidente da Guiné-Bissau a 26 de agosto último, por um grupo de cidadãos alemães.

Fonte do sistema judiciário guineense, contactada pela DW, que pede o anonimato, teme que este grupo se queira aproveitar das fragilidades da Guiné-Bissau, para daí tirar benefícios ou pior, para o branqueamento de capitais.

Um dos cidadãos alemães, de nome Andreas Brandl, que esteve na apresentação da Westafrika na presidência da República em Bissau, é portador dum passaporte diplomático da Guiné-Bissau. Tem escritório na embaixada guineense em Berlim e está a pagar os custos do funcionamento da embaixada, segundo fontes da própria embaixada ouvidas pela DW África. Andreas Brandl também está a ser investigado pela justiça alemã, em vários casos de fraude contra centenas cidadãos alemães.

As investigações foram confirmadas à DW pela procuradoria da cidade alemã de Heilbronn. Brandl é acusado de ter burlado investidores na sua função de diretor da empresa de energia solar Neckermann Neue Energien AG. Oficialmente não tem funções na fundação Westafrika, mas esteve presente na sua apresentação em Bissau. E a própria fundação tem o endereço físico idêntico ao do escritório de Andreas Brandl e da Embaixada da Guiné-Bissau em Berlim: Kronenstrasse 72.

O alegado presidente oficial da fundação Westafrika, Olaf Baumgarten, é um empresário que atua na área da venda de lenhas e madeiras. Contactado pela DW África, admite que o processo de legalização da fundação, que se arrasta há dois anos, ainda não foi concluído. Baumgarten também esteve presente na delegação da fundação Westafrika que se apresentou em Bissau, no passado dia 26 de agosto, juntamente com um funcionário do escritório de representação da Embaixada da Alemanha de Dakar.

Diplomacia alemã apoia ou não a Westafrika?

Os alemães reuniram-se com o primeiro-ministro, Baciro Djá, assim como com o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, prometendo apoiar o país com um contentor de medicamentos e equipamentos hospitalares e na reabilitação de uma escola na vila de Bula, num valor total de 350 mil euros – informação divulgada na rede social Facebook, pela empresa de comunicação que trabalha para a alegada fundação.

Contactado pela DW África, o ministério dos Negócios Estrangeiros alemão diz que a fundação Westafrika não conta com o apoio da Embaixada da Alemanha. O funcionário do escritório da embaixada de Dakar terá apenas estado "presente aquando a entrega de uma dádiva", em Bissau. No entanto, em conversa com a DW, o presidente da fundação Westafrika, Olaf Baumgarten, salientou o "valioso apoio" prestado pela embaixada alemã.

Justiça inoperante perante casos cabeludos

Para o magistrado do Ministério Público da Guiné-Bissau, casos como estes são complicados de investigar. Sobre o uso indevido de documentos de identificação da Guiné-Bissau, por parte de indivíduos que estão a ser investigados pela justiça em outros países, o magistrado Júlio Vieira Nsumbo entende que “as instituições do Estado [guineense] estão em conluio com esses supostos empresários”.

“São concedidos indevidamente documentos da Guiné-Bissau, prejudicando o bom nome do país. Dão-se passaportes diplomáticos a pessoas estrangeiras que não têm esse direito na lei guineense”, lamenta o magistrado guineense.

Além disso, mesmo que se iniciem investigações a este tipo de casos, dificilmente há resultados concretos, segundo Júlio Vieira Nsumbo. “Há poucas denúncias que são levadas aos tribunais e há poucos casos que chegam ao fim. Vendo as estatísticas, podemos ficar com a ideia que o fenómeno de branqueamento de capitais não existe na Guiné-Bissau, porque não há condições para proceder a investigações. Usam dinheiro sujo no circuito comercial ou de caridade para poderem retirar dividendos que aparentam ser lícitos”, afirma o magistrado.

No entender do magistrado Julião Nsumbo, o aparecimento em cena de falsos cooperantes tem prejudicado muito o Estado da Guiné-Bissau. “Há uma sensação de impunidade no sector da justiça, que se tem revelado incapaz de fazer face a esses fenómenos.”

Por um lado, “o investimento estrangeiro cria riqueza, cria emprego, mas não podemos ao desbarato entender que há efeitos benéficos nesses investimentos e pôr em causas interesses fundamentais do país”, avalia Julião Nsumbo, que defende que o Estado guineense deve tomar mais atenção no relacionamento com pessoas que na realidade não conhece. A DW África tentou, sem êxito, abordar o assunto com o Governo guineense, assim como com a presidência da República.

MUDANÇA: Carlos Lopes deixa a ONU e muda-se para a União Africana




CARLOS LOPES, Sociólogo e Investigador guineense, que é sub-secretário geral da ONU e secretário executivo da UNECA, anunciou em entrevista ao Le Monde Afique que decidiu abandonar as funções que actualmente desempenha para dar o seu contributo na reforma da União Africana e assumir um papel mais activo no que diz respeito ao futuro do continente africano.

A convite do presidente do Ruanda, Paul Kagame, Carlos Lopes vai integrar uma equipa restrita de peritos que irão trabalhar numa reforma profunda da organização maior do continente africano - a União Africana.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Até segunda ordem...


Completei todo o processo (questionário, fotografias, tudo por 6.500 fcfa) para receber o meu cartão de 'não' combatente da liberdade da Pátria. Que orgulho!

"Dia 19 venha cá levantar o cartão", disseram-me. E fui, mas nada. E voltei antes de ontem. Fiquei pela porta de arma. Quando anunciei ao que ia, fez um gesto para eu ir ter com ele. Diz-me o militar de serviço: "Está tudo cancelado. Foram as ordens que recebemos". Perante a minha incredulidade, só lhe ouvi dizer "tartaruga misti badja ma rabada ka tem"...AAS

Hoje vomito eu


O que eu e milhares de automobilistas sofremos ontem, na avenida dos combatentes, não dá para acreditar. Das duas, uma: ou rebocam o palácio para Biisalanca, ou o presidente da República faz uma vaquinha com o PRS, os 15 e um ou outro traficante e comprem a porra de um helicóptero!!! Passei mais de 5 horas preso no cruzamento do Ledger com o Bairro Militar, e assisti a porrada entre motoristas, acidentes de viação, choros assustados de crianças com aquela tromba de água que caiu sem dó nem piedade sobre as nossas cabeças.

O culpado não é tanto o presidente da República (várias fontes garantiram que o PR não gosta que se bloqueie as vias), mas o ministério da Administração Interna, o comissariado de polícia e a polícia de trânsito. Ninguém faz nada, e acabam por complicar tudo só naquela mania mesquinha, fastidiosa de querer bajular o JOMAV, como se este fosse um deus a quem devem adoração.

Mais de quatro quilómetros de bicha desorganizadamente organizada, deram cabo dos nervos de muita gente que àquela mesma hora de um dia normal, estava já jantada e preparada para mais outro dia de trabalho. Até o representante de uma organização sub-regional cancelou um jantar no centro da cidade. Não podia lá chegar. Por volta das 22 horas, as coisas lá voltaram ao normal.

É intolerável. O presidente e sua enorme comitiva (mais de 20 viaturas, entre camiões cheios de militares fortemente armados com 120 balas de AK47 cada (30 na arma e mais 3 carregadores de 30 balas presas ao peito), a ECOMIB e sua parafernália, a segurança do Estado pendurada nas viaturas, mete medo a qualquer um! Um europeu praguejou "Tudo isto para quê?") JOMAV saberá responder-lhe - disse para os meus botões.

Hoje, houve nova procissão. JOMAV viajou para Cuba...mas ninguém ousou fechar estrada nenhuma, não houve festa nem tambores... Mas, porra!, o PR tem batedores para quê? Custa irem duas motas a uma distância relativa a abrir caminho? O ministro Botcha Cande excita-se muito com as chegadas e as partidas. Ele lá saberá. AAS

Estudantes guineenses da Beira Aguieira dormiram na rua em protesto



Grupo de raparigas guineense dormiu na rua em protesto

Mais de uma dezena de estudantes da Guiné-Bissau que frequentam a Escola Profissional Beira Aguieira pernoitou, na última noite, no Largo Alberto Leitão, em protesto contra o que dizem ser a falta de condições de alojamento.

O grupo, com as respetivas malas e objetos pessoais, passou a noite junto à igreja matriz porque não quer voltar para Lorvão, para as instalações do antigo hospital psiquiátrico.

As raparigas, ao todo mais de uma dezena, argumentam que o espaço não tem as condições mínimas para ali ficarem. À Livraria Mondego afirmaram que dormem em camaratas sobrelotadas, muitas vezes não há água quente para os banhos, algumas portas e janelas estão danificadas e o espaço é, em geral, muito húmido.


As malas ficaram na rua, em pleno Terreiro

Chegaram a Portugal em fevereiro e, alegam que depois de terem sido alojadas em vários locais, acabaram por ficar em Lorvão, para onde não querem voltar. A noite passada ao frio, no Terreiro, bem no centro de Penacova, foi a forma encontrada para dar visibilidade ao problema.

Estas estudantes guineenses fazem parte de um grupo de quase cinco dezenas que está na Escola Profissional Beira Aguieira. Estão em Penacova há alguns meses e frequentam vários cursos profissionais (restauração, cozinha, pastelaria, gestão do ambiente, auxiliar de saúde, entre outros) ao abrigo de um quadro operacional de cooperação entre a Guiné-Bissau e Portugal. Durante a tarde, a Livraria Mondego tentou contactar o diretor-geral da EBA, João Fonseca, mas este não se mostrou disponível para prestar qualquer esclarecimento. Fonte: Livraria do Mondego

terça-feira, 27 de setembro de 2016

100 comentários


Lembram-se do famoso mas triste caso dos 100 Milhões?: Pois bem, desde que o novo DG do INSS (sobrinho do presidente do PRS, Alberto Nanbeia) tomou posse, nunca mais se levantou a questão dos 100 milhões movimentados pelo antigo DG.

E porquê? Simples. O sindicato dos trabalhadores simplesmente deixou de existir, ou seja, nomearam os cabeças do sindicato para cargos de direcção e assim acabou a oposicao no INSS.

Até parece que o sindicato de trabalhadores do INSS só adormece quando quando a situação lhes é favorável - como o actual contexto. Cabeça de lista, presidente sindical = Director Financeiro. Que tal? AAS