segunda-feira, 21 de agosto de 2017

DSP: Em entrevista à Deutsche Welle, o líder do PAIGC mostrou-se "optimista" com o fim da crise

Guiné-Bissau: Impasse político perto do fim?

Em entrevista exclusiva à DW África, líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, mostra otimismo sobre o fim do impasse político na Guiné-Bissau e reforça importância do Acordo de Conacri.

O impasse político na Guiné-Bissau poderá estar próximo do fim, abrindo portas para a convocação do povo guineense às urnas. É, pelo menos, o que transmite o otimismo de Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das últimas eleições legislativas, mas afastado do poder devido às divergências com o chefe do Estado guineense, José Mário Vaz.

Em entrevista exclusiva à DW África, o primeiro-ministro destituído em 2015 por José Mário Vaz assegura que não parece haver outra alternativa ao Acordo de Conacri, patrocinado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), e que prevê a formação de um Governo consensual integrado por todos os partidos representados no Parlamento. O acordo prevê ainda nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, além de outros pontos.

A proposta de realização de eleições, feita antes pelo PAIGC, continua válida, admite Simões Pereira, que veio a Lisboa de férias, mas também para relançar o seu programa académico, relacionado com uma tese de doutoramento na Universidade Católica sobre a construção de um Estado, com recurso ao caso da Guiné-Bissau.

Em declarações à DW, Domingos Simões Pereira frisou que a crise no país não teve como origem as relações pessoais e incompatibilidade entre ele e o atual Presidente, José Mário Vaz. Simões Pereira falou ainda sobre os indícios de uma solução aceitável perante a crise política e institucional na Guiné-Bissau.


DW África: Há indícios de que poderá haver uma solução aceitável perante a eternidade da crise política e institucional na Guiné-Bissau?

Domingos Simões Pereira: É difícil dizer com segurança, mas temos de acreditar. Penso que em Monróvia a 4 de junho de 2017 (ocasião da cimeira da CEDEAO) foi essa a promessa feita pelo senhor Presidente da República, que solicitou um período de 90 dias para encontrar uma solução. Estamos a menos de 30 dias da conclusão desse prazo e só podemos esperar que até lá aconteça algo.

DW África: O diálogo para uma solução negociada tem sido difícil. Existem iniciativas concretas para lá chegar?

DSP: Há alguns indicadores no sentido positivo. A iniciativa das mulheres no sentido de facilitar esse diálogo. O conjunto de pronunciamentos que têm acontecido. Há dias houve um pronunciamento do P5 (grupo de organismos internacionais constituído pela CEDEAO, União Africana, Nações Unidas, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CPLP, e União Europeia). A clareza do posicionamento do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de outros organismos internacionais que acompanham a Guiné-Bissau fazem acreditar que todos convergem e que não há outra solução senão voltar ao Acordo de Conacri.

DW África: Esta crise demonstrou que a Guiné-Bissau não foi capaz de respeitar a sua própria Constituição e as suas próprias leis?

DSP: Nós não fomos capazes de o fazer. Chegamos a um ponto de bloqueio das instituições e, portanto, a CEDEAO, em nome da comunidade internacional, favoreceu os diálogos de Conacri e é por isso que hoje todas as instituições - e nós próprios - exigimos a sua implementação porque, de facto, é o consenso. É um acordo ainda válido e não me parece haver alternativa a esse acordo.

DW África: Dois anos depois deste impasse, acredita que agora já estão criadas as condições para se virar a página?

DSP: Penso que os argumentos de um e de outrem foram apresentados. Grande parte da população guineense e da sua diáspora está esclarecida em relação à responsabilidade que incumbe a cada um dos atores desse processo. Hoje, é importante encontrarmos uma saída.

DW África: É um problema de cedência ou de flexibilidade das partes?

DSP: É um problema de respeito às leis. O exercício da democracia tem como principal pressuposto respeitar as leis. E, nesse exercício, muitas vezes somos confrontados com situações de menos conforto, e que não correspondem necessariamente à nossa expectativa e aos nossos interesses.

DW África: No entanto, esta crise criou muitos inconformados no seio da sociedade civil…

DSP: O debate que se tem gerado na sociedade civil guineense permitiu, a meu ver, uma tomada de consciência de que a democracia se faz com a participação popular. Uma participação não só consciente mas também comprometida. Se formos capazes – e eu acredito que seremos capazes – de ultrapassar esta crise, teremos uma Guiné-Bissau diferente. Um país em que o titular de cargo político saberá que está sob escrutínio, sob averiguação permanente. Nem se trata de uma opção, pelo contrário, é obrigado a prestar contas.

DW África: Não restam dúvidas de que os guineenses terão de suportar novas eleições, a serem convocadas pelo Presidente da República?

DSP: Em condições normais, nós devemos ter as próximas eleições legislativas em abril de 2018. Estamos em agosto de 2017. Portanto, a ideia da antecipação já não faz sentido, porque a própria Comissão de Eleições diz que se começassem a trabalhar hoje teriam que reforçar a sua equipa para realmente poder cumprir os prazos eleitorais. Não é uma questão de acelerar ou deixar de acelerar. É uma questão de evitar os desgastes de imagem e de recursos que o país está a ter. Temos um Governo que há quase um ano não presta contas à Assembleia Nacional Popular. Faz despesas, engaja o erário público e não consegue uma boa interlocução com a comunidade internacional, sobretudo com os seus parceiros. Portanto, isso é um desgaste bastante grave para o país. Algo que nos leva a manter insistentemente o nosso pedido, a nossa exortação ao senhor Presidente da República para parar este desgaste e esta "razia” que está a acontecer em relação à credibilidade do país.

DW África: As eleições só podem, então, ter lugar com o comprometimento da comunidade internacional?

DSP: Penso que por mais que se queira prolongar, a cada dia que passa, estamos mais próximos da convocação do povo guineense às urnas. E o que nós pedimos à comunidade internacional é que as condições sejam criadas e asseguradas para que esse exercício seja credível, transparente, e que seja a expressão da vontade popular.

domingo, 20 de agosto de 2017

REPORTAGEM: As sondagens eleitorais são uma maka em Angola

FONTE: Jornal de Negócios
AUTOR: Celso Filipe

Quem vai ganhar as eleições de dia 23 de Agosto? Para responder a esta pergunta há sondagens para todos os gostos, as que dão uma vitória folgada ao MPLA e as que colocam o partido no poder em terceiro lugar.

As eleições gerais em Angola disputam-se a 23 de Agosto e há sondagens para todas as conveniências, as quais partilham da mesma maka: falta de credibilidade.

Maka é um substantivo kimbundu utilizado para referir um problema delicado e retrata na perfeição o complexo mundo dos estudos de opinião em Angola. Há sondagens que dão a vitória ao MPLA, mas existe uma outra que coloca o partido no poder desde 1975 em terceiro lugar, atrás da CASA-CE e da UNITA, que apresentam como candidatos a presidente Abel Chivukuvuku e Isaías Samakuva.

A primeira sondagem feita pelo Instituto Piaget de Benguela e Instituto Sol Nascente do Huambo, com o apoio técnico do Centro de Estudos e Sondagens e Opinião da Universidade Católica portuguesa, dá a vitória ao MPLA, cujo cabeça de lista é João Lourenço, com 36% dos votos. Seguem-se a CASA-CE com 19% e a UNITA com 15%. A sondagem, divulgada pela Voa (Voz da América) portuguesa, não divulga a ficha técnica da mesma, uma falha partilhada por todas as que têm sido tornadas públicas.

Uma delas, noticiada pelo site Club K, é a mais surpreendente de todas, atribui a vitória à CASA-CE com 40,4% dos votos, coloca a UNITA no segundo lugar com 37,4% e o MPLA em terceiro com 19,1%. A paternidade desta sondagem é atribuída à organização Friends of Angola (FoA), com sede nos Estados Unidos, cujo director executivo é Florindo Chivucute, que tem um programa na Rádio Angola. Esta sondagem é de Janeiro, a FoA prometia realizar mais, mas até agora não o fez.

O estudo da Sensus que a Sensus nega ter feito

Já o site Maka Angola revelou, a 10 de Agosto, uma sondagem que diz ter sido feita pela empresa brasileira Sensus, Pesquisa e Consultoria, nas 18 províncias do país a 9155 indivíduos recenseados, a pedido da Presidência da República. Nela é atribuída uma intenção de voto de 38% ao MPLA, 32% à UNITA e 26% à CASA-CE. O Maka Angola adianta que segundo esta sondagem "91% dos inquiridos consideram que os dirigentes, nos seus actos governativos, apenas atribuem prioridade aos seus interesses pessoais, em detrimento dos interesses do Estado e da população".

Cinco dias depois, a 15 de Agosto, o Jornal de Angola avança com uma sondagem que dá a vitória ao MPLA com 68% dos votos, realizada pelo consórcio Marketpoll Consulting e a Sensus Pesquisa e Consultoria, as quais desmentem ter feito a sondagem noticiada pelo Maka Angola.

Um comunicado das duas empresas citado por este jornal adianta que atribuir à Sensus a "paternidade de tais dados demonstra uma clara tentativa de desinformação e manipulação da opinião pública nacional e internacional, com o objectivo de prejudicar o normal desenvolvimento do processo eleitoral em Angola". O Jornal de Angola, no entanto, não divulga os resultados que os outros partidos terão obtido nesta sondagem, cujo resultado foi obtido através de quatro mil entrevistas nas 18 províncias do país.

Nas últimas eleições gerais, a 31 de Agosto de 2012, o MPLA saiu vitorioso com 71,84%% dos votos. A UNITA registou 18,66% e a CASA-CE ficou-se pelos 6%.

Este acto eleitoral fica marcado pela saída de José Eduardo dos Santos das listas do MPLA, o que na prática significa um adeus ao cargo de Presidente da República, cargo que ocupou durante 38 anos . Assim, o futuro líder do país será escolhido no próximo dia 23 pelos 9,3 milhões de angolanos que se encontram recenseados, dado que o cabeça-de-lista do partido mais votado será automaticamente o presidente do país. Os resultados oficiais serão conhecidos entre 6 e 7 de Setembro.

Sem observadores europeus

As eleições de 23 de Agosto em Angola não vão contar com observadores da União Europeia, tal como já havia acontecido em 2012. A explicação oficial para este facto é a de que o convite endereçado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, só chegou a 27 de Junho a Bruxelas, pelo que não houve tempo para preparar o envio de uma equipa de observadores. Já a missão de observadores da União Africana (UA) às eleições será o ex-primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves.

Este acto eleitoral contará com observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Além do MPLA, UNITA e CASA-CE, os três maiores partidos, concorrem a estas eleições a Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), Partido de Renovação Social (PRS), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e Aliança Patriótica Nacional (APN).

A VERDADEIRA Rua Marien N'gouabi. Bissau, século XXI


TGB alinhou no barrete enfiado ao PM do Congo...

O 'primeiro-ministro' Cissoko levou o primeiro-ministro do Congo para visitar a "rua" Marien N'gouabi - que é na verdade a rua general Omar Torrijos. Ou seja o PM congolês FOI simplesmente ENGANADO. A rua Marien N'gouabi, a verdadeira - é esta. E está assim:


Fotografias tiradas hoje, 19 de agosto de 2017

MAUS COMO AS COBRAS: Quando o Povo se arrasta na poeira, colhe comida do lixo — mas sobretudo não reclama e nem luta — merece certamente o País que tem. Um País onde tudo e previsível — e mau. Abaixo a ditadura do presidente José Mário Vaz!!! AAS

MIGUEL DE BARROS: "Sector das Pescas é o mais desorganizado e o mais corrupto"

O sociólogo e investigador guineense, Miguel de Barros, considera o sector das pescas de ser o mais desorganizado e associado à corrupção. Miguel defendeu o facto durante o seminário nacional destinado aos armadores das pescas artesanais, para celebração de dez anos da existência da organização.

Guiné-Bissau não dispõe de corpo de armadores profissionais que conhecem os sistemas de radar. Porque não tem geólogos, biólogos, engenheiros de pesca.

O investigador disse desde 1974 à data presente, a Guiné-Bissau não é capaz de ter um porto de qualidade e nem uma frota nacional de fiscalização para acabar com agressões nas águas territoriais do país.

Miguel de Barros acusa os intervenientes no sistema de “falta de seriedade” e estarem incutidos na “corrupção”. Alertando sobre as necessidades de profissionalização da classe dos armadores e organização séria do sector, com vista acabar com choques de interesses entre as instituições.

Administrador do Catio concede licenças de pesca. Quantos navios pesqueiros aprisionados foram postos em liberdade sem justiça, Estrangeiros acampados no país a pescarem ilegalmente e cortar mangais (tarraxes) perante guineense. Não há seriedade”, notou.

O sociólogo deixou claro que, acordo de pesca firmado entre Bissau e alguns países bem com, as organizações pesqueiras não trouxe benefícios aos guineense, porque conforme acrescenta, todas as preocupações do sector da pesca deveriam constar nos acordos para alavanca o sector, e não guerra entre políticos e militares como tem sido acontecer.

NOTA: QUASE TODOS OS FUNCIONÁRIOS DAS PESCAS TÊM EMPRESAS...DE PESCA!!! AAS

O maior embuste de sempre

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;

Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do Homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem;

Considerando que é essencial a proteção dos direitos do Homem através de um regime de direito, para que o Homem não seja compelido, em supremo recurso, à revolta contra a tirania e a opressão;

Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações;

Considerando que, na Carta, os povos das Nações Unidas proclamam, de novo, a sua fé nos direitos fundamentais do Homem, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos dos homens e das mulheres e se declaram resolvidos a favorecer o progresso social e a instaurar melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla;

Considerando que os Estados membros se comprometeram a promover, em cooperação com a Organização das Nações Unidas, o respeito universal e efectivo dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais;

Considerando que uma concepção comum destes direitos e liberdades é da mais alta importância para dar plena satisfação a tal compromisso:

A Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os orgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efectivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição.

Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Artigo 2°
Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.

Artigo 3°
Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo 4°
Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.

Artigo 5°
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.

Artigo 6°
Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.

Artigo 7°
Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo 8°
Toda a pessoa tem direito a recurso efectivo para as jurisdições nacionais competentes contra os actos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.

Artigo 9°
Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo 10°
Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.

Artigo 11°
Toda a pessoa acusada de um acto delituoso presume-se inocente até que a sua culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias necessárias de defesa lhe sejam asseguradas.
Ninguém será condenado por acções ou omissões que, no momento da sua prática, não constituíam acto delituoso à face do direito interno ou internacional. Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o acto delituoso foi cometido.

Artigo 12°
Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei.

Artigo 13°
Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.

Artigo 14°
Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países.
Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente por crime de direito comum ou por actividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas.

Artigo 15°
Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.
Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.

Artigo 16°
A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família, sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua dissolução, ambos têm direitos iguais.
O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno consentimento dos futuros esposos.
A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção desta e do Estado.

Artigo 17°
Toda a pessoa, individual ou colectiva, tem direito à propriedade.
Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua propriedade.

Artigo 18°
Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.

Artigo 19°
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

Artigo 20°
Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas.
Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo 21°
Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direcção dos negócios, públicos do seu país, quer directamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos.
Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do seu país.
A vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos: e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.

Artigo 22°
Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.

Artigo 23°
Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego.
Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual.
Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.
Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses.

Artigo 24°
Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas.

Artigo 25°
Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.
A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimónio, gozam da mesma protecção social.

Artigo 26°
Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.
A educação deve visar à plena expansão da personalidade humana e ao reforço dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos, bem como o desenvolvimento das actividades das Nações Unidas para a manutenção da paz.
Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos.

Artigo 27°
Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam.
Todos têm direito à protecção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou artística da sua autoria.

Artigo 28°
Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem capaz de tornar plenamente efectivos os direitos e as liberdades enunciadas na presente Declaração.

Artigo 29°
O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e pleno desenvolvimento da sua personalidade.
No exercício deste direito e no gozo destas liberdades ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática.
Em caso algum estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente e aos fins e aos princípios das Nações Unidas.

Artigo 30°
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma actividade ou de praticar algum acto destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados.

CIPRIANO CASSAMÁ: Cabo Verde tem merecido “admiração da comunidade internacional” pelo seu trabalho

O presidente Parlamento da Guiné-Bissau afirmou hoje que Cabo Verde tem merecido “admiração da comunidade internacional” pelo seu trabalho, não só na consolidação da democracia e dos direitos humanos, mas também na consolidação da paz e estabilidade.

Cipriano Cassamá, que falava à imprensa à margem do encontro com o seu homólogo cabo-verdiano, Jorge Santos, disse que Cabo Verde “deve voltar à União dos Parlamentos Africanos para, efetivamente, estar junto da família africana”.

“Vamos regressar com a esperança de que Cabo Verde participará na grande conferência de chefes dos parlamentos (africanos) em Uagadugu (Burkina Faso)”, manifestou o chefe da casa parlamentar guineense. A referida conferência da UPA vai decorrer de 06 a 10 de novembro na capital do Burkina Faso.

Com Jorge Santos, disse Cassamá, foram também abordadas questões atinentes à cooperação entre os Parlamentos dos dois países que, segundo ele, têm uma “relação de amizade e fraternidade há muitos anos”.

Na sua perspectiva, o Parlamento cabo-verdianos está a encetar, “com coragem” uma reforma que “deve ser seguidas por outros Parlamentos, não só em África, mas também no mundo”.

Instado como que vê uma participação mais activa do arquipélago no sentido de ajudar a encontrar uma solução para os problemas que, neste momento, apoquentam a Guiné-Bissau, Cassamá reconheceu que “Cabo Verde sempre ajudou na solução das crises internas” do seu país.

Convido os dirigentes de Cabo Verde, em particular o senhor presidente da Assembleia Nacional e o senhor Presidente da República que nos ajudem a encontrar uma solução mais rapidamente possível para a paz e estabilidade na Guiné-Bissau de que estamos a necessitar há muitos anos”, lançou Cipriano Cassamá.

Perguntado sobre as eleições em Angola, previstas para o próximo dia 23, o chefe da casa parlamentar guineense disse ter “confiança nos observadores e nos dirigentes de Angola”, pelo que espera que sejam “justas e transparentes”.

Depois de se encontrar com Jorge Santos, o presidente do Parlamento guineense foi recebido, em audiência, pelo Chefe de Estado Jorge Carlos Fonseca. Sapo

GERAÇÃO PERDIDA

INTELIGÊNCIA NA CMB vs TURISMO DE RARIDADES: Fogo na gasolina


Fugu di muntudu. Avenida Amílcar Cabral. Bissau, 19 de agosto de 20017 - século XXI

PESCAS: Orlando apanhado na rede...

Ontem, outro 'ministro' deu à costa para tentar baralhar a opinião pública: Orlando Viegas, o das Pescas e outro dono disto tudo. Os 'jornalistas' voltaram a facilitar. Não houve trabalho de casa - as usual - mas eu estive atento e dou agora uma ajudinha.

Segundo o 'ministro' "nunca se discutiram números" nas reuniões com a União Europeia. Mentira e das grandes. E arrogância: "A própria UE (a UE faz parte do Grupo P5 que exige do PR JOMAV o cumprimento do Acordo de Conacry)) dizem que nós somos ilegais, então por que razão está a UE está a negociar connosco?"

Orlando Viegas, faltou à verdade. Por outras palavras: mentiu. Estava desconfortável, deu para reparar. Mas com a lábia do costume: que era tudo mentira, que leu "por aí" a dizerem que a UE tinha até "sacos de dinheiro" nos corredores "para distribuir" à comitiva negocial guineense. Isso talvez caiba na cabeça do 'ministro' e de analfabetos. Eu não engulo a coisa. Interessam-me os factos.

Vamos a eles.

Os nossos 'negociadores' foram arrogantes nas reuniões quer em Bissau quer em Bruxelas. "Pediram tanto dinheiro como a Mauritânia, um país com 700 km de costa (contra os 300 nossos) e onde a União Europeia pesca 6 vezes mais", disse uma fonte da UE ao DC. "Queriam 50 milhões de Euros contra os 9.5 milhões de Euros oferecidos por nós", continuou a mesma fonte.

A UE é que não foi na cantiga. Centenas de barcos ilegais pescam nas águas da Guiné-Bissau e não são controlados (são até protegidos...) e esse dinheiro não vai para o Estado, não. É repartido entre dirigentes partidários e a própria presidência. Não é normal, como DC constatou na ilha de Caravela, que o radar não esteja a funcionar - isso é suspeito, e o Orlando Viegas e o próprio PRS devem explicações...

Talvez os 100 carros que o PRS vai receber (50 já cá estão, parados na antiga granja de Pessubé) expliquem a orgia que vai no ministério das Pescas, com ajuda do FISCAP e, até certo, ponto da marinha nacional...

O presente acordo para a UE são 6 milhões de Euros de apoio orçamental e mais 3.5 milhões de sectorial. O 'ministro' voltou a mentir quando fez referência ao suposto cancelamento da ajuda ao desenvolvimento por parte da UE. Isso é mentira! E o Orlando Viegas deve pedir desculpas. AAS

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

PARÓDIA NA TERRA DI D. MARIA: Helder Vaz, kudi. Abo ku kunsa...

AEROPORTO: Aperta-se o cerco aos fura-vidas

O presidente do conselho de administração da Agência de Aviação Civil (AAC) da Guiné-Bissau, Marcos Galina, afirmou hoje que doravante todas as entidades que passarem pelo aeroporto de Bissau terão se submeter a revista corporal e da bagagem.

A revista, que é feita através do pórtico com detetores de metal e aparelhos de raio X, só será dispensada a uma ou duas entidades do país, precisou Galina.

O presidente da AAC guineense deu estas indicações no encerramento da primeira jornada de sensibilização sobre riscos e ameaças na aviação civil na Guiné-Bissau, na qual foram debatidas questões de segurança no aeroporto bem como direitos e deveres dos passageiros. Lusa

APAGÃO: Grande parte da cidade de Bissau está sem energia eléctrica há quase 1 hora. É assim que a AGREKKO (que perdeu o concurso internacional mas continua a infernizar a vida dos cidadãos) trata os clientes que pagam antecipadamente! O 'Ministro' da Energia está nem aí; o 'director-geral' da EAGB idem aspas. Ai, comissãozinha, a quanto obrigas...Luz bai. Vivaaaaaaa mon na ki kau. AAS

Incúria


Prédio abandonado: propriedade de José Mário Vaz, presidente da República. Av. Domingos Ramos, junto ao BDU. Reparem na 'estrada'


´Parque' de lavagem de viaturas (até de ministros) e de queima de lixo. Terreno ao lados dos correios...Bissau, século XXI

Sem comentários.

DSP: Em entrevista à Deutsche Welle, o líder do PAIGC mostrou-se "optimista" com o fim da crise

Guiné-Bissau: Impasse político perto do fim? Em entrevista exclusiva à DW África, líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, mostra otimismo...