sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

COMUNIDADE INTERNACIONAL: JOMAV não quer CUMPRIR acordo nenhum. Tem a tropa a protegê-lo e o PRS e os sancionados a ameaçá-lo



A COMUNIDADE INTERNACIONAL NÃO PODE E NEM DEVE VACILAR - NEM COM COM AS AMEAÇAS DO PRESIDENTE JOSÉ MÁRIO VAZ E MENOS AINDA COM O DESESPERO DOS OBSTRUCIONISTAS. Há que avançar com mais medidas...O povo está atento e desta vez ninguém escapará impune! AAS

Opinião: Rubem Semedo, meu Filho

Por:
Catio Balde, Agente do Rubem Semedo

Há momentos na vida que não desejamos aos nossos piores inimigos. Estou destroçado e muito triste.

Rubem Semedo, filho de pais cabo-verdianos nascido em Portugal, produto concebido nos bairros de lata de Lisboa, casal de Mira, Damaia e Amadora. Faço esta identificação porque, muitos na comunidade guineense (amantes de futebol), associam o Rubem Semedo como guineense por ser representado pelo Catio Balde.

Entre 2007 e 2008, a Academia do Sporting, em Alcochete, era o viveiro dos maiores talentos de jovens futebolistas aspirantes a serem jogadores profissionais de futebol. Como colaborador externo da Academia, tinha acesso privilegiado e era visto como um parceiro válido no projeto do Sporting.

Tinha já nesse período, em Alcochete, entre 8 a 12 jogadores no regime de internato, e a maioria tinha vindo directamente da Guiné-Bissau e para escalões diferentes. Os jogadores que tiveram logo um impacto tremendo foram o Antoninho, o Bruno Mendonça, o Bruma, o Amido Baldé, o Agostinho Cá e o Edgar Ié.

Aquando da chegada do Rubem Semedo ao Sporting (fruto da prospecção do clube de Alvalade), vindo do Fofo e do Benfica, eu estava já a colaborar com o Sporting. Assisti e acompanhei de perto os primeiros passos do Rubem Semedo como jogador do Sporting, porque estava inserido no grupo de 1994 - considerado o melhor escalão por albergar os maiores talentos do futuro. Bruma, João Mário, Enric Die e Mané; Esgaio, Tobias Figueiredo, Iuri Medeiros.

Um dia, os directores da Academia, Professor Jean Paul, coordenador técnico e José Trocado, director administrativo, convocaram-me para uma reunião (era hábito ter estas reuniões). Sentados na sala, propuseram-me a possibilidade de passar a fazer um acompanhamento ao Rubem Semedo.

A explicação foi simples. Este miúdo precisa de alguém que o acompanhe e aconselhe e ele não tem ninguém. Nenhum empresário dos que aqui andavam e tinham o domínio sobre jogadores na academia, ninguém pegou no Rubem Semedo.

O professor Jean Paul, o maior e melhor coordenador técnico da Academia, disse-me o seguinte: Pega nesse jogador porque, ele vai ser um jogador de topo. Esse vai chegar lá e vais ganhar dinheiro com ele. Pediu-me que procurasse a família do Rubem Semedo e assim fiz.

Comecei a acompanhar a vida do Rubem Semedo e passei a olhar para ele como se fosse um menino descoberto no nosso estádio Lino Correia em Bissau. Há muitas histórias para contar mas, prefiro guardá-las para minha memória futura.

A nossa caminhada foi longa e dura, o miúdo foi crescendo e tornou-se cada vez mais e melhor jogador. Foi queimando etapas e na realidade os prognósticos do professor Jean Paul tornaram-se realidade.

Do Sporting a Reus, na Espanha, Setúbal e o Sporting, forma-se um defesa de topo. Já não restava dúvidas a ninguém que estávamos perante aquele que podia vir a ser um dos maiores defesas centrais modernos.

Rubem Semedo foi vendido ao Villarreal de Espanha por 14.000.000 de euros pelo Sporting. O sonho de jogar em Espanha e no melhor campeonato do mundo tornou-se realidade. Mas o início da época no novo clube não foi o mais desejado. Problemas físicos e de adaptação estiveram na origem periclitante do atleta no novo clube.

O Rubem Semedo, como muitos jovens jogadores, estão expostos aos novos abutres que proliferam à volta deles. São assediados de todas as formas, por mulheres, frequentam discotecas e possuem carros luxuosos e potentes. vestem as melhores marcas, vivem em sumptuosas vivendas e muito mais.

O Rubem Semedo infelizmente caiu numa dessas armadilhas, burlado por especialistas e experts na matéria. O meu menino e jogador não merecia esta crueldade de estar a contas com a justiça, privando-o de fazer o que mais gosta que é jogar à bola.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

JOMAV DESAFIADOR: presidente desvaloriza sanções

FONTE: RFI

O presidente guineense quebrou hoje o silêncio para comentar as sanções da CEDEAO aplicadas a 19 políticos do país, entre as quais o filho Herson Vaz. José Mário Vaz disse não estar preocupado com as medidas, que agora é preciso encontrar soluções às sanções e que enquanto chefe de Estado está mais preocupado em criar riqueza e emprego no país.

Desde que as sanções da CEDEAO foram conhecidas, é a primeira vez que José Mário Vaz falou do assunto, pelo menos em público. Disse o líder guineense que não está preocupado com as sanções ainda que as medidas atinjam também o seu filho, Herson Vaz.

Expressando-se em crioulo, numa visita às ruinas de uma unidade fabril na localidade de Cumeré, a 40 quilómetros de Bissau, José Mário Vaz disse ter falado com o seu filho sobre as sanções para lhe dizer que como homem que é terá que saber enfrentar o castigo ao lado de outros guineenses sancionados.

Sem indicar como, o Presidente guineense afirmou que o caminho é procurarem juntos as soluções para as sanções impostas pela CEDEAO e já apoiadas pela União Africana.

Disse também não estar preocupado por se encontrar no seu país onde tem como prioridade arranjar soluções de emprego para os jovens e ainda criar riqueza para a população.

José Mário Vaz falou igualmente do impasse na formação do novo governo, salientando que enquanto não receber indicações claras do seu 'primeiro-ministro', Artur Silva, sobre as dificuldades em convencer os partidos a tomarem parte no executivo nada poderá fazer. No entanto garantiu que o poder nunca cairá na rua.

NOTA: Veremos o que dirá agora o presidente acerca do apoio do Conselho de Segurança da ONU às sanções aplicadas pela CEDEAO e já suportadas pela CPLP, pela União Europeia e pela União Africana. AAS

CORRUPÇÃO: GUINÉ-BISSAU (continua) no topo da lista

A Guiné-Bissau é o país mais corrupto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e um dos piores classificados no mundo, revelou esta quarta-feira a organização Transparency International no seu índice 2017 da percepção da corrupção em 180 países e territórios.

A Nova Zelândia, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suíça estão posicionado no ranking da Transparency International como os cinco países menos corruptos do planeta, enquanto o Iémen, Afeganistão, Síria, Sudão do Sul e Somália são os mais corruptos.

Na mesma classificação a Guiné-Bissau, para além de ser o mais corrupto na CPLP, está entre os 10 países mais corruptos do mundo posicionando-se em 171º lugar dos 180 países, disputando a mesma posição com a Guiné Equatorial e a Coreia do Norte.

No quadro da CPLP, Portugal é o país melhor classificado com a 29ª posição em 180 países, seguido de Cabo Verde com a 48ª posição, São Tomé e Príncipe em 64º lugar, Timor-Leste com a posição 91, o Brasil na 96ª posição, Moçambique está em 153º lugar nos 180 países e Angola em 167º lugar. LUSA

MANIFESTAÇÃO DE ALEGRIA: "Os membros do Conselho de Segurança deploraram a falta relatada de respeito pelo direito de reunião pacífica reconhecido pela Constituição da Guiné-Bissau, bem como os instrumentos jurídicos das Nações Unidas, da CEDEAO e da União Africana. Eles pediram às autoridades da Guiné-Bissau que assegurem um estrito respeito pelas obrigações que lhes incumbem por força do direito internacional dos direitos humanos". Conselho de Segurança das Nações Unidas

PONTO FINAL OU...MAIS NOMES VÃO PARAR À LISTA NEGRA: Presidente da República, JOSÉ MÁRIO VAZ, por uma vez: CUMPRA o Acordo de Conacri - que VOCÊ PEDIU!!! AAS

SANÇÕES: CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU APOIA CEDEAO, JUNTANDO-SE À UA, CPLP E UNIÃO EUROPEIA

- E agora, José? Ainda em Cumeré? ;)

--------------------------------------------------------------------------------
DECLARAÇÃO DE IMPRENSA DO CONSELHO DE SEGURANÇA SOBRE A SITUAÇÃO NA GUINÉ-BISSAU

Os membros do Conselho de Segurança foram informados, em 14 de fevereiro de 2018, pelo Representante Especial do Secretário-Geral e Chefe do Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), Modibo Ibrahim Touré e pelo Embaixador Mauro Vieira, Representante Permanente do Brasil às Nações Unidas, na qualidade de presidente da configuração da Guiné Bissau da Comissão de Consolidação da Paz, sobre a Situação na Guiné-Bissau.

Os membros do Conselho de Segurança expressaram sua profunda preocupação com a crise política e institucional em curso na Guiné-Bissau, devido à falta de disposição dos atores políticos para alcançar uma solução consensual e sustentável. Eles pediram às partes interessadas da Guiné-Bissau que implementem plenamente o Acordo de Conakry sem demora. Denunciaram as ações tomadas por aqueles que procuram prevenir e obstruir a resolução da crise. Solicitaram a realização das eleições legislativas e presidenciais, respectivamente, em 2018 e 2019, que são livres, justas, credíveis e transparentes, inclusive através da participação plena das mulheres.

Os membros do Conselho de Segurança apoiaram os esforços da CEDEAO para garantir uma resolução rápida da crise e tomaram nota da sua decisão de 4 de fevereiro de 2018 de impor sanções contra as que obstruem a implementação do Acordo Conakry, o único quadro consensual para encontrar uma duração solução para esta crise, cujo pré-requisito continua a ser a nomeação de um primeiro ministro de consenso e de um governo inclusivo. Eles manifestaram a sua intenção de continuar a acompanhar a actual crise política e manifestaram a sua disponibilidade para tomar as medidas necessárias para responder ao novo agravamento da situação na Guiné-Bissau.

Os membros do Conselho de Segurança elogiaram o trabalho da missão de segurança da CEDEAO na Guiné-Bissau (ECOMIB) no reforço da estabilidade na Guiné-Bissau e tomou nota da decisão da Autoridade da CEDEAO de prorrogar o seu mandato até 31 de Março de 2018 na sua sessão extraordinária em 27 de janeiro de 2018 em Addis Abeba, na Etiópia.

Os membros do Conselho de Segurança elogiaram as Instituições de Defesa e Segurança da Guiné-Bissau por sua posição de não interferência no Processo Político, assegurando seu papel constitucional. Eles acreditam que a reforma das instituições de defesa e segurança continua a ser uma prioridade fundamental.

Os membros do Conselho de Segurança deploraram a falta relatada de respeito pelo direito de reunião pacífica reconhecido pela Constituição da Guiné-Bissau, bem como os instrumentos jurídicos das Nações Unidas, da CEDEAO e da União Africana. Eles pediram às autoridades da Guiné-Bissau que assegurem um estrito respeito pelas obrigações que lhes incumbem por força do direito internacional dos direitos humanos.

Os membros do Conselho de Segurança encorajaram os esforços contínuos das organizações regionais, em particular a CEDEAO, a União Africana, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a União Européia, na mediação e promovendo o diálogo direto das partes interessadas políticas da Guiné-Bissau em vista da implementação do Acordo de Conakry e do Roteiro de 6 pontos de Bissau.

Os membros do Conselho de Segurança sublinharam a necessidade de apoio contínuo e empenho da comunidade internacional no apoio aos esforços regionais, em particular a CEDEAO, mas também a União Africana, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa e a União Européia, com o objetivo de resolver o impasse político.

Os membros do Conselho de Segurança saudaram o empenhamento contínuo da União Africana na promoção de uma solução pacífica para o atual impasse político na Guiné-Bissau e no Comunicado da 752ª reunião do Conselho de Paz e Segurança do número da União Africana PCS / Pr / COMM. (DCCLII) emitido em 13 de fevereiro de 2018 a este respeito.

Os membros do Conselho de Segurança encorajaram o Representante Especial do Secretário-Geral a intensificar os seus esforços para promover um diálogo político inclusivo, incluindo a participação plena e efectiva das mulheres, tal como demonstrado pelo Grupo de Facilitação da Mulher, e apoiar o processo de reconciliação nacional em estreita coordenação com parceiros internacionais presentes no terreno, especialmente a CEDEAO e a União Africana pelo seu compromisso contínuo e seus consideráveis ​​esforços de mediação e facilitação, com o objetivo de resolver a crise política e institucional que prevalece na Guiné-Bissau.

21 de fevereiro de 2018

JOMAV está a gozar nas nossas caras. Só pode!!!

- José Mário Vaz, visitou hoje as instalações da antiga fábrica em Cumeré (DA QUAL SÓ RESTAM AS FUNDAÇÕES...LITERALMENTE!!!);

- Amanhã deve visitar o hospital de Cumura (em Prábis), para um almoço...É a nova 'digressão aberta' do presidente ao amaldiçoado interior. O esbanjar do erário público termina no próximo dia 6 de março...

Do cumprimento do Acordo de Conacri, para tirar o povo desta miséria, da fome, JOMAV nem quer ouvir falar. Com o país parado há quase três anos, com um 'primeiro-ministro' ILEGAL e INCONSTITUCIONAL nomeado há mais de 1 mês e que não consegue o APOIO de nenhuma força política no parlamento para formar governo...JOMAV prefere os ares do campo! Sim senhor, estamos bem servidos!!!
AAS

O DESNORTE

Por: Geraldo Martins
Ex-ministro da Economia e das Finanças


Na gíria do futebol, há uma célebre frase atribuída a Gary Lineker, antigo internacional inglês, que diz o seguinte: ‘Futebol são onze contra onze e no final vence sempre a Alemanha’.

Curiosamente, esta máxima, adaptada à realidade política nacional, oferece a explicação cabal para esta longa crise política em que o país se encontra. É que na Guiné-Bissau ‘as eleições são uma disputa entre dezenas de partidos políticos e no final vence sempre o PAIGC’.

José Mário Vaz e seus aliados políticos, conscientes da robustez desta frase, cedo urdiram um plano: tomar conta deste partido para seus fins pessoais, dessa ‘máquina eleitoral’ cobiçada mesmo por aqueles que mais a vilipendiam.

Ao demitir o Primeiro-Ministro Domingos Simões Pereira, em Agosto de 2015, José Mário Vaz vestiu-se da sua suposta autoridade de ex-Ministro das Finanças, e inventou o argumento falacioso da corrupção, com contas mal feitas.

Desde então, uma avalanche de processos judiciais foi aberta contra ex-membros do Governo tidos como colaboradores próximos de Domingos Simões Pereira. Se o sol nascesse mais tarde do que o habitual, abria-se um processo; se a lua não saísse à noite, abria-se outro processo.

A maior parte desses processos não tem acusação até hoje, apesar de terem sido instaurados há mais de dois anos, com uma publicidade ensurdecedora por parte do Ministério Público que está obrigado ao segredo da justiça. E foi a ausência dos resultados esperados que conduziu à sucessiva substituição dos Procuradores Gerais da República nos últimos três anos.

Nenhum dos processos que me instauraram teve o rendimento esperado ou desejado. Enquanto ex-Ministro da Economia e Finanças, fui ouvido no Ministério Público várias vezes. Parecia-me que abriam o Código Penal e o primeiro crime que encontrassem no livro, espetavam na minha cabeça. Uma a uma, todas as acusações foram caindo.

O caso que lhes pareceu que ia render a ‘bola de ouro’ é o do chamado ‘resgate’. Apesar de todas as evidências de que tudo foi feito dentro das regras de arte, o Ministério Público acusou-me de três tipos de crime: administração danosa na forma tentada, usurpação de funções públicas e violação de normas de execução orçamental. No debate instrutório, os crimes de administração danosa e de usurpação de funções públicas caíram. O crime de violação das normas de execução orçamental é o único crime de que estou a ser acusado neste momento.

O que vem a ser este crime?

O Ministério público diz que em 2015, ano em que a operação da compra de carteira de crédito foi realizada, os contratos com os bancos deviam constar no Orçamento Geral do Estado (OGE). Nós dizemos que não tinham que constar. O tribunal manteve esta acusação. Esta é uma questão eminentemente técnica. Em nosso entender, se o tribunal se tivesse recorrido do apoio técnico em matéria de elaboração orçamental, teria concluído que os contratos não podem ser inscritos no OGE.

Neste, só se poderiam inscrever as repercussões financeiras resultantes desses contratos, em termos de receitas e despesas. Como essas repercussões financeiras só se verificariam em 2016, nunca poderiam ser inscritas no OGE 2015, sob pena de violação do princípio da anualidade do OGE. Em nenhuma parte do mundo se inscrevem num OGE de um determinado ano, receitas e despesas que só se verificarão no ano seguinte.

Esquecendo-se do princípio da presunção da inocência, o Ministério Público vem dar nota pública do despacho de acusação e de pronúncia, omitindo a verdade e caluniando-me de forma dolosa, nomeadamente, ao criar a impressão de que estaria também a ser acusado pelo crime de administração danosa. Esta atitude do Ministério Público corresponde a uma autêntica tentativa de linchamento público da minha imagem e honra.

Com efeito, foi o próprio Ministério Público que, durante o debate instrutório, abandonou a acusação do crime de administração danosa por falta de fundamentos. O juiz de instrução criminal, com fundamentos próprios, chega à mesma conclusão do Ministério Público: não existem quaisquer indícios da prática do crime de administração danosa.

É espantoso que uma instituição, cujo principal responsável está sob sanção da CEDEAO, em vez de se preocupar em defender a honra, lança uma campanha caluniosa gratuita contra um cidadão, campanha essa que, obviamente, não a levará a lado algum.

Em vez destas notas de imprensa que não acrescentam nada aos procedimentos judiciais em curso, o Ministério Público não prestaria melhor serviço se investigasse, por exemplo, as várias denúncias de crimes de corrupção, de administração danosa, de peculato e de nepotismo dos sucessivos governos de iniciativa presidencial?

Não seria curial o Ministério Público preocupar-se com as movimentações de contas públicas de membros de um governo em gestão há já várias semanas, como fez connosco quando mandou bloquear todas as contas públicas a seguir à queda do governo de Domingos Simões Pereira e, posteriormente, de Carlos Correia?

Se violei normas de execução orçamental, que dizer das várias operações destes governos de iniciativa presidencial que nem OGE têm, e que estão constantemente a violar a regra do duodécimo na gestão orçamental? Curiosamente, ainda sou o único Ministro das Finanças que conseguiu fazer aprovar OGEs nesta legislatura (2014 e 2015).

Onde está o princípio da igualdade, consagrado no artigo 24 da Constituição da República?

Eu posso entender o desespero daqueles que enfrentam a dura realidade das sanções e vêem a ‘máquina’ que os faz viver escapar-lhes às mãos. Pela minha parte, estou absolutamente tranquilo. Nenhuma sanção pende sobre a minha cabeça e ainda acredito na justiça.

Bissau, 22 de Fevereiro de 2018
Geraldo Martins


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A CPLP ACORDOU! ALELUIA!!!: "É verdade que no terreno estão outras organizações, nomeadamente a CEDEAO, que tem tido uma intervenção muito mais ativa nesse processo, mas a CPLP também está a acompanhar e, enfim, nós acreditamos que a saída para a crise deve passar pelo respeito do acordo assinado em Conacri". Maria do Carmo Silveira, secretária executiva da CPLP

FACTO: "Há um primado dos direitos humanos que deveria ser respeitado pela organização. Não se poderia aceitar que as atrocidades que estão a ser cometidas na Guiné-Bissau e que foram motivo para as sanções da CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] e também a questão da abolição da pena de morte na Guiné Equatorial, não faz sentido que a CPLP, ela própria, não intervenha nesses casos". - Hélder Gomes, mestre em Estudos Internacionais pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (IUL)

CPLP: Porquê o silêncio sobre alguns Estados-membros?

FONTE: Deutsche Welle

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) precisa adotar um mecanismo de concertação de posições mais célere face a situações de crise em alguns dos seus Estados membros. A proposta, em fase de reflexão a nível interno, é da secretária-executiva da organização, Maria do Carmo Silveira, que no último fim de semana disse, em entrevista à agência Lusa, "sentir-se incomodada" com o "silêncio assustador" da CPLP quanto à crise política na Guiné-Bissau e outras questões importantes da instituição.

esta organização lusófona é uma das poucas que não se pronunciou sobre o impasse político guineense e as violações de direitos humanos pelo regime de Malabo. Especialistas ouvidos pela DW África analisam a situação.

As opiniões ouvidas pela DW África corroboram com as recentes críticas feitas, em Lisboa, pelo primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, segundo as quais a CPLP podia "ser mais interventora”, nomeadamente em relação às questões ou conflitos internos dos Estados-membros.

"Muito pouco se faz no plano da concertação política no seio da CPLP", afirma Hélder Gomes, mestre em Estudos Internacionais pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (IUL), a propósito da posição pouco acutilante da organização lusófona em relação ao longo período de crise política por que passa a Guiné-Bissau, considerado um Estado falhado.

Reforma institucional

"Ao contrário de congéneres como a Commonwealth ou a Francofonia, a CPLP não tem a figura de suspensão ou de até expulsão dos Estados-membros. Tem isso aplicado apenas a observadores. Eu acho que a CPLP deveria ter uma posição mais contundente e deveria focar-se eventualmente numa alteração profunda e efetiva dos [seus] estatutos", propõe o especialista.

Hélder Gomes acrescenta que "há um primado dos direitos humanos" que deveria ser respeitado pela organização. "Não se poderia aceitar que as atrocidades que estão a ser cometidas na Guiné-Bissau e que foram motivo para as sanções da CEDEAO [Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental] e também a questão da abolição da pena de morte na Guiné Equatorial, não faz sentido que a CPLP, ela própria, não intervenha nesses casos".

"CPLP está a acompanhar a crise guineense"

Embora tardiamente, Hélder Gomes saúda a posição mais contundente agora assumida pela secretária-executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, "que se tem pautado por uma certa intolerância, lentidão e timidez", por se sentir "esvaziada de poderes efetivos", afetada também, acrescenta, por "ausência de uma autoridade central".

A executiva são tomense disse à DW África que a instituição, apesar da sua pouca visibilidade, está preocupada com o prolongamento do conflito por muito tempo "e cada vez [com] novos episódios que vêm complicar a situação".

Segundo Maria do Carmo Silveira, "é verdade que no terreno estão outras organizações, nomeadamente a CEDEAO, que tem tido uma intervenção muito mais ativa nesse processo, mas a CPLP também está a acompanhar e, enfim, nós acreditamos que a saída para a crise deve passar pelo respeito do acordo assinado em Conacri".

Assuntos internos de cada Estado

Então, o que explica este silêncio sobre questões tão importantes para a comunidade, nomeadamente a crise política na Guiné-Bissau ou a situação de violação dos direitos humanos na Guiné Equatorial? Nas declarações que faz aos jornalistas, Maria do Carmo tem mantido uma certa prudência quando solicitada a pronunciar-se sobre tal posicionamento, baseando-se no princípio de não ingerência nos assuntos internos de cada Estado-membro, conforme rezam os estatutos.

"Por isso, a CPLP tem estado a adotar um posicionamento muito prudente relativamente a estas questões, mas naturalmente acompanhando de perto e estando disponível para poder apoiar na busca de consensos internos que possam levar à resolução da situação, particularmente a situação na Guiné-Bissau".

Dias antes, em Lisboa, o primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, advertiu que os países lusófonos não estão a fazer um "bom uso" da CPLP, devido às suas agendas internas, e avisou que a organização pode deixar de ter interesse nos próximos anos.

Para o escritor e jornalista guineense, Tony Tcheka, no caso guineense, a CPLP "esteve mal e continua a posicionar-se pessimamente". Ele acrescenta que, mesmo havendo falta de mecanismos legais para participar nos esforços com vista a uma solução da crise guineense, a CPLP não deve nem pode andar a reboque.

Para o analista, "depois de tantos anos de existência [da organização], justificar a sua ausência sistemática nos palcos onde os conflitos são tratados é de bradar aos céus". Tcheka lamenta que "ninguém compreende certos posicionamentos pautados por um silêncio ensurdecedor".

CONVITE

Movimento Nacional Cívico
“Nô djunta mom pa fidjus di tchom riba cassa”

CONVITE

O Movimento Nacional Cívico “Nô djunta mom pa Fidjus di Tchom riba Cassa” tem o prazer de convidar V. Exa. para uma conferência de imprensa a ser realizada amanhã, dia 22 do corrente mês, quinta-feira, pelas 10h.30 min., no salão de conferências do Hotel Coimbra, no centro da cidade de Bissau.

A referida conferência de imprensa tem como objetivo proceder ao balanço final dos trabalhos realizados pelo Movimento durante mais de 18 meses e a entrega de diploma de reconhecimento a todos aqueles que participaram no referido processo.

A Coordenação

SANÇÕES serão efectivas e a nível global - defendem UA, UE e ONU

MANIFESTAÇÃO: MCCI chama o povo para apoio à CEDEAO

COMUNIDADE INTERNACIONAL: JOMAV não quer CUMPRIR acordo nenhum. Tem a tropa a protegê-lo e o PRS e os sancionados a ameaçá-lo

A COMUNIDADE INTERNACIONAL NÃO PODE E NEM DEVE VACILAR - NEM COM COM AS AMEAÇAS DO PRESIDENTE JOSÉ MÁRIO VAZ E MENOS AINDA COM O DESESPERO...