quarta-feira, 25 de maio de 2016

CRISE POLÍTICA: JOMAV 'prefere' Baciro Dja (de novo!, e à margem do PAIGC, partido vencedor das eleições com maioria absoluta)


O presidente da Guiné-Bissau prepara—se para nomear ainda esta semana, e de novo, o Baciro Dja como primeiro-ministro. Inconstitucional, isto se no STJ se mantiver a coerência...

O problema, agora, não é 'resolveu—se a crise' (com base em ilegalidades, atropelos, compras de consciências) mas sim como sair dela. O presidente perdeu simplesmente o controlo da situação. Aí se o poder cai nas ruas...

Para os mais atentos, é dramático ver a debandada e o desinteresse da comunidade internacional para com o JOMAV, desde que o presidente da República decidiu embirrar com o PAIGC, partido com cujos votos chegou ao palácio, e com os sucessivos primeiros—ministros desta formação política que ganhou as eleições com maioria absoluta.

A comunidade internacional, principalmente a União Europeia, e alguns países da nossa sub—região, voltarão a isolar o País tal como aconteceu depois do golpe de Estado de 2012, e até políticos — coisa nova e sobretudo de aplaudir — poderão ser incluídos na nova lista de sanções.

Para preparar a comunidade internacional, sobretudo a União Europeia, via Portugal, o PR despachou hoje para Lisboa o seu director de gabinete. Octávio Lopes vai com uma missão: tentar convencer que tudo está bem, que há "um governo". Mas não conseguirá.

- Aos militares com sanções a vigorar desde 2012, elas não serão levantadas. A UE discute o assunto no próximo dia 27 ou 28. Querem ver até onde as coisas vão...

- Para a comunidade internacional: O tráfico de drogas cresceu, com ligações às mais altas hierarquias do Estado tal como aconteceu nos finais dos nos '90 — e a pista de Cufar é apenas um exemplo.