quarta-feira, 25 de maio de 2016

"Nomear o primeiro-ministro tendo em conta os resultados eleitorais" - e nada mais do que isto. É fácil


O plano do PR JOMAV falhou redondamente. Desde 12 de Agosto de 2015 que o país entrou num ciclo de instabilidade política absolutamente desnecessário e não consegue sair dele.

Vejamos. Dois meses sem governo, nomeação de um governo inconstitucional, anulação do acto pelo STJ, nomeação de um governo incompleto (há quatro meses sem Ministro da Administração Interna e Ministro dos Recursos Naturais); transferência da luta política para o Parlamento, disputas sobre aprovação ou rejeição do programa do governo, actos de vandalismo no Parlamento, disputas nos tribunais, etc.

Perante tudo isto, o presidente parece ter sido apanhado num turbilhão inesperado de acontecimentos que ultrapassaram largamente a sua capacidade de reacção, decidindo-se pela fuga para a frente. Logo ele, que é suposto ser o árbitro de todo o processo político. JOMAV deixou transparecer que não tem uma porta de saída airosa para a crise por si criada e amamentada...

De comunicados inoportunos e mal articulados da Presidência da República a iniciativas tardias e frouxas de diálogo político, JOMAV cimenta a cada dia que passa a impressão de que fez o país refém de propósitos mesquinhos e não sabe o que fazer para o tirar do imbróglio em que o meteu. O presidente perdeu simplesmente o controlo da coisa, a ponto de convidar o PRS a apresentar uma solução governativa!?

O que lhe resta? Pouca coisa. Jomav está cada vez mais isolado e o seu capital político erodiu dentro e fora das nossas fronteiras. Os populares não o respeitam; os músicos atiram toda a ira nacional contra ele em canções extremamente agressivas e desrespeitosas; os blogues vilipendiam-no diariamente. AAS