quinta-feira, 11 de agosto de 2016

DITADURA entre DITADORES


Depois das declarações explosivas do 'primeiro-ministro' Baciro Dja sobre a ingerência de terceiros nos assuntos internos do país, o PR JOMAV tomou-o de ponta. Chamou a comunidade internacional e pediu desculpas pela falha na nomeação (ilegal de Dja).

De regresso a Bissau, e quando o Baciro Dja se preparava para falar à imprensa na sala vip do aeroporto de Bissalanca...forças ocultas, fardadas, tiraram-no da sala impedindo-o assim de responder ao JOMAV. "Ordens do PR!" - atiraram.

Ditadura e Consenso está em condições de avançar que o ambiente entre José Mário Vaz e Baciro Dja é de cortar à faca e Baciro não tem hora de saltar do lugar. JOMAV já mandou Umaro Sissoko fazer as malas e regressar a Bissau, tendo-o apresentado na cimeira da UA, no Ruanda.

Farda para o JOMAV

JOMAV recorre sempre aos militares para impor o medo. Voltou a acontecer e desta vez o alvo foi o sector das pescas. Depois, chamou o ministro das Pescas, Landim, para lhe dar uma descompostura tamanha. Este ouviu e engoliu. De regresso ao ministério, o Landim, ainda combalido, convocou o Fiscap e...vomitou: "Aqui também mando eu" - e demitiu o Mateus.

Nas praças e cafés de Bissau até se fala já em "dar farda ao presidente" uma vez que apenas confia na tropa - ainda que numa pequeníssima franja. A classe mais jovem da tropa não quer sequer ouvir falar no seu comandante em chefe.

Há cerca de duas semanas, um militar de serviço no palácio parou um ex-governante e dirigiu-se-lhe nestes termos: "Estamos com um problema, para todos os barcos que capturamos em alto mar há uma compensação. Nunca nos foi pago nada e, peço-lhe que nos ajude em combustível para irmos buscar um outro barco, vendermos o pescado e ficarmos com a nossa parte."

O governante ouviu, atónito, a explicação e por mais que compreendesse os motivos, escusou-se dizendo que "nada" podia fazer e nem quer imiscuir-se no processo. AAS