segunda-feira, 19 de setembro de 2016

ENERGIA - CRONOLOGIA DE UM DESASTRE ANUNCIADO


1. Após 3 meses a suplicar ao novo governo para honrar o contrato que ganhamos, tivemos que tirar os equipamento do porto de Bissau. Custos estimados US$100,000 armazenagem (já pagos) e US$150,000 do frete.

2. Chegada do barco à Ilhas Canárias: Setembro 20, 2016. Nas Ilhas Canárias continuaremos na luta para o governo guineense respeitar o contrato.


Declaração Pública:

2.1. SoEnergy participou num concurso público internacional liderado por uma Comissão formada pelo governo da Guiné-Bissau segundo processo do Banco Mundial.

2.2. SoEnergy ganhou a licitação com preços e proposta técnica apresentada em 12 de Abril, 2016. Quatro (4) companhias apresentaram propostas, entre elas a AGREKKO que está gerando energia segundo contrato assinado pelo Ministro Florentino Pereira desde Outubro 2014 e que devia ter expirado em Outubro 2015 mas que vem sendo prorrogado sem licitação pública várias vezes. O último adiamento era para Junho 30, 2016 (anexo, é o contrato mais leonino que já vi na minha vida, que injustiça com a população da Guiné-Bissau, não tem penalidades, tem pagamentos antecipados de quase um milhão de Euros, preços sem combustível que a SoEnergy poderia estar abaixo em mais de 7%, usina de lado de uma escola de mais de 400 meninos sendo envenenados desde Outubro de 2014, toda responsabilidade ambiental no governo, etc....etc......).

2.3. SoEnergy foi chamada a negociar em 12 de Maio, 2016. Todos os participantes, incluída a AGREKKO foram informados que a melhor proposta era a da SoEnergy, entrega garantida em 60 dias, máquinas muito mais novas que as da AGGREKKO e distantes da escola vizinha à central. Desde 2014, a AGREKKO está gerando energia junto a uma escola que tem mais de 400 meninos, com graves impactos ambientais, com poluição sonora, de CO2, de CO, de NOx e vazamentos que envenenam o nível freático das aguas utilizadas pelos vizinhos. Isto é um claro crime ambiental.

2.4. SoEnergy assinou com a Comissão negociadora Processo Verbal em 24 de Maio, 2016.

2.5. SoEnergy assinou contrato com governo no Palácio Presidencial junto com Diretor da EAGB, ministros de energia e ministro de economia em 25 de Maio, 2015, coincidentemente, na mesma data da inauguração da estátua de o granda herói da independência Amílcar Cabral (25 de Maio, ano 2009, dia de África).

2.6. SoEnergy assinou processo verbal com EAGB no dia 10 de Junho, 2016, pelo qual as maquinas deveriam ser embarcadas imediatamente.

2.7. As máquinas chegaram a Bissau em barco urgente e especial (charter) no dia 24 de Junho de 2016.

2.8. O Diretor da EAGB, Eng. Issufo Baldé, foi trocado pelo economista René Barros no dia primeiro de Julho de 2016.

2.9. O novo diretor da EAGB, economista Rene Barros, informou que o contrato assinado não tinha validez por não ter garantia bancaria do governo - do próprio governo!!! - no dia 8 de Julho, 2016.

2.10. A SoEnergy solicitou arbitragem ou respeito pelo contrato no dia 13 de Julho de 2016. Quase diariamente a SoEnergy vem solicitando ajuda aos ministros de Economia e da Energia (que também foram trocados) para liberar os equipamentos e respeitar o novo contrato assinado.

2.11. Tem uma disposição do governo que após 3 meses no porto as maquinas podem ser confiscadas.

2.12. A SoEnergy teve que repatriar as maquinas, hoje, no dia 18 de Setembro, 2016.....no dia 24 de Setembro (data da independência da Guiné –Bissau) as maquinas cumpriam um três meses no porto e o governo teria o direito de as confiscar.

2.13. A SoEnergy vai proceder agora com arbitragem para recuperar os seus custos e o respeito pelo contrato.

2.14. A AGREGO continua gerando energia, sem licitação, com altos custos (anexo o contrato da AGGREKO, que desde já confirmo, eu assino hoje mesmo com preços de 7% abaixo) e envenenando a saúde das crianças de Bissau.

Não é Justo!

SoEnergy