quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Estudantes guineenses da Beira Aguieira dormiram na rua em protesto



Grupo de raparigas guineense dormiu na rua em protesto

Mais de uma dezena de estudantes da Guiné-Bissau que frequentam a Escola Profissional Beira Aguieira pernoitou, na última noite, no Largo Alberto Leitão, em protesto contra o que dizem ser a falta de condições de alojamento.

O grupo, com as respetivas malas e objetos pessoais, passou a noite junto à igreja matriz porque não quer voltar para Lorvão, para as instalações do antigo hospital psiquiátrico.

As raparigas, ao todo mais de uma dezena, argumentam que o espaço não tem as condições mínimas para ali ficarem. À Livraria Mondego afirmaram que dormem em camaratas sobrelotadas, muitas vezes não há água quente para os banhos, algumas portas e janelas estão danificadas e o espaço é, em geral, muito húmido.


As malas ficaram na rua, em pleno Terreiro

Chegaram a Portugal em fevereiro e, alegam que depois de terem sido alojadas em vários locais, acabaram por ficar em Lorvão, para onde não querem voltar. A noite passada ao frio, no Terreiro, bem no centro de Penacova, foi a forma encontrada para dar visibilidade ao problema.

Estas estudantes guineenses fazem parte de um grupo de quase cinco dezenas que está na Escola Profissional Beira Aguieira. Estão em Penacova há alguns meses e frequentam vários cursos profissionais (restauração, cozinha, pastelaria, gestão do ambiente, auxiliar de saúde, entre outros) ao abrigo de um quadro operacional de cooperação entre a Guiné-Bissau e Portugal. Durante a tarde, a Livraria Mondego tentou contactar o diretor-geral da EBA, João Fonseca, mas este não se mostrou disponível para prestar qualquer esclarecimento. Fonte: Livraria do Mondego