sexta-feira, 18 de novembro de 2016

OPINIÃO AAS: José Mário Vaz: Não, não e não!


A nossa Constituição foi uma vez mais ferida de morte. A Constituição foi uma conquista, não do Presidente da República; não apenas teórica, porque definiu direitos de cidadania concretos, muitos dos quais nunca tinham sido usufruídos sequer pela minha geração.

Hoje, alguns aventureiros, muitos deles criminosos, tendo na ponte de comando o próprio presidente da República JOSÉ MÁRIO VAZ, julgam que podem, através da força, limitar outra vez as liberdades e criar novos mecanismos policiais.

Estão redondamente enganados. Terão de matar guineenses.

O cargo de Presidente da República, convenhamos, é um cargo importantíssimo mesmo num País atrofiado chamado Guiné-Bissau, que tem no seu presidente José Mário Vaz, para mal dos nossos pecados, uma figura completamente desequilibrada, a leste, ou como se diz em bom português, na lua! - as usual.

Um presidente que viola deliberada e criminalmente a Constituição que jurara cumprir, escondendo-se depois nas golas do casaco da tropa; um presidente da República que parece não saber o que se passa à sua volta; um chefe de Estado completamente perdido e aos papéis, fechado no seu casulo, orgulhosamente só, completamente confuso, obviamente baralhado. JOMAV perdeu totalmente o controlo e deve ser destituído sem mais demoras!

Assim, enquanto cidadão e eleitor, apraz-me perguntar gritando tão alto quanto as cordas vocais o permitirem: O que é que se passa de facto com o Presidente da República da Guiné-Bissau? Será um problema a nível mental? Temos o dever de perguntar e ainda mais o direito de saber. Os guineenses não votaram por capricho - acreditaram no que fizeram.

POVO GUINEENSE: Ninguém tem o dever de obedecer a quem não tem o direito de mandar. Passamos de um País que foi o berço da liderança, com AMILCAR CABRAL, depois tornamo-nos cinzentos, depois ainda desbotados e acabamos todos roídos por uma mão cheia de ratazanas desprezíveis, de gente obtusa. Um País povoado de governantes paranóicos, perigosos e descontrolados.

O guineense comum foi bem preparado para ficar como está, como o vemos, como o conhecemos. Guiné-Bissau não é nada, não faz nada, não consegue fazer nada, por culpa de uma única pessoa: O presidente da República, JOSÉ MÁRIO VAZ que, decididamente, chegou ao cúmulo dos cúmulos, e já nem a democracia consegue travá-lo.

Guineense, democratas,

Há que encontrar algo que faça carburar o País. Qualquer coisa. O Ultra-nacionalismo, o anarquismo, a desobediência civil, eu sei lá que mais. Qualquer coisa, mas não - nem por sombras! - um cabide onde nos pendurarmos a comer o pó dos dias e à espera de dias piores...AAS