terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

É carnaval e ninguém leva a mal


- Fontes do DC adiantaram que o PR José Mário Vaz adiou a reunião do conselho de Estado para o próximo dia 6. Hoje à noite, no palácio, o presidente da República oferece um jantar ao primeiro-ministro do Congo, que esteve ate há pouco nas Ilhas bijagos acompanhado do 'ministro' do Turismo Fernando Vaz e do 'primeiro-ministro' Sissocó - bem acompanhados;

- Lembram-se das vendas de bolsas de estudo no ministério da Educação denunciada pelo DC? Claro que sim. Pois bem, a filha da colaboradora da primeira-dama que ficara sem bolsa...foi ontem para Marrocos com bolsa. É que, depois da noticia do DC, a primeira—dama mandou chamar o 'ministro' da Educação, o Sandji Fati, e puxou—lhe as orelhas...não sei do que falaram, mas a verdade é que resultou...;

- Obras no gabinete do presidente do Conselho de Administração da PETROGUIN, Carlos Cassama.. Troca do piso e outras mordomias, que é exactamente aquilo que a empresa pública dos petróleos mais precisa neste momento...;

- O 'ministro' do Comércio, Victor Mandinga, correu com o director-geral do Comércio, Jamantino Có, exonerado na última reunião do conselho de 'ninistros'. Uma das pessoas que mais conhece essa área e que mais tempo esteve no cargo, mesmo com sucessivos governos;

- O FMI parece ter acordado. 'Atacaram' o 'ministro' do Comércio, Victor Mandinga: "limitar a concorrência afastando os mauritanianos, indianos e todos estrangeiros que querem investir no caju na Guiné-Bissau é uma decisão perigosa" para o país, disse o representante do organismo no país, Felix Fisher, que adiantou que quem vai pagar a factura "é o produtor".

- A ANCA - Agência Nacional do Caju, tem os funcionários à perna: depois de 4 meses sem salários, estes tomaram o caminho da greve - um direito seu;

- Prisão preventiva para 7 policias acusados pelo homicídio de um homem de 34 anos, anunciou hoje a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH). "A LGDH registou com bastante satisfação o despacho do juiz", refere em comunicado a organização. Ainda segundo a liga, de acordo com o despacho, um dos polícias confessou ter dado ordens aos colegas de corporação da 5.ª Esquadra de Bissau para torturarem a vítima, Sadjo Baldé, na noite de 22 de janeiro. A vítima foi imobilizada e espancada, "vindo a falecer no itinerário para o Hospital Simão Mendes", também na capital.

ESTÁ DECIDIDO: Conselho de Segurança da ONU enfatiza o tratado de Conacri

O Presidente da Guiné-Bissau convocou para quinta-feira o Conselho de Estado, cujas decisões não são de carácter vinculativo, para analisar a crise política do país, após a ONU exigir respeito pelo Acordo de Conacri.

A decisão de José Mário Vaz foi divulgada depois de a comissão permanente do Parlamento guineense, dominada pelo PAIGC, chumbar na semana passada a proposta do agendamento de análise em sessão plenária do programa do Governo guineense, situação que obriga oficialmente à dissolução do Executivo liderado por Umaro Cissoko Embaló.

Foi igualmente anunciada depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas alargar até Fevereiro de 2018 o mandato do Escritório Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (Uniogbis), manifestar preocupação com a persistente crise política e institucional que envolve o Chefe de Estado, o primeiro-ministro, o líder do Parlamento e partidos políticos e exigir respeito pelo Acordo de Conacri, assinado por estas figuras.

A decisão, adoptada por unanimidade pelos 15 Estados-membros que integram o órgão, foi confirmada pelo embaixador da Ucrânia, Volodymyr Yelchenko, que este mês ocupa a presidência do Conselho.

O Conselho de Segurança refere na resolução que a situação na Guiné-Bissau impede o avanço da agenda nacional de reformas e ameaça minar os progressos realizados desde o restabelecimento da ordem constitucional na Guiné-Bissau após as eleições de 2014.

Este órgão da ONU endossa o Acordo de Conacri assinado pelos actores guineenses em Outubro passado, que definiu um plano para a implementação do roteiro adoptado para resolver a crise política, apela às partes interessadas “a respeitarem rigorosamente o entendimento e o roteiro” e aprovou a continuação do regime de sanções, tal como as resoluções dos últimos dois anos.

A resolução das Nações Unidas endossa igualmente a proposta de reestruturação que prevê integrar a missão política às actividades de desenvolvimento no país africano para “reordenar os esforços” destinados a impulsionar as capacidades e o papel político de facilitação e racionalizar a sua estrutura de gestão.

Entretanto, na quinta-feira da semana passada, centenas de guineenses contestaram numa manifestação realizada em Bissau a continuidade do impasse político no país e pedirem para o Chefe de Estado deixar o poder e marcar novas eleições gerais.

Os manifestantes, maioritariamente jovens, percorrem de forma pacífica as principais ruas da capital para exigir a demissão do Chefe do Estado, José Mário Vaz, apontado como o responsável pela crise política no país.

Num relatório apresentado no princípio deste mês, o Secretário-Geral da ONU pedira reformas na “postura operacional” da Uniogbis para reforçar as capacidades políticas com a libertação de recursos das capacidades programáticas. Jornal de Angola

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

MAIS UMA MENTIRINHA: O GABINETE DA INTERPOL NA GUINÉ-BISSAU MENTE COM TODOS OS DENTES. O TRÁFICO DE DROGAS DISPAROU, E QUEM DIZ O CONTRÁRIO SÓ PODE ESTAR ALINHADO COM A CANALHA! AAS

MENTIRAS ATRÁS DE MENTIRAS: Clément Muamba NÃO merecia ser enganado!!!


MENTIRA: Estou à espera para ver o que é que a TGB vai dizer mais logo...se vão confirmar a MENTIRA ou alinhar com o EMBUSTE

Clément Muamba é o primeiro-ministro do Congo, está de visita a Bissau...mas não merecia tamanha desfaçatez. Os ilegais levaram-no esta manhã a 'visitar' a Rua Marien N'Gouabi - mas foi enganado: a rua que foi visitar chama-se General Omar Torrijos. A Marien N'Gouabi é a rua onde fica o restaurante 'Padeira Africana'. O que fizeram foi tapar a toponímia original com uma outra pintada horrivelmente à mão...Que vergonha!!! AAS

domingo, 26 de fevereiro de 2017

OPINIÃO AAS - José Mário Vaz: Não, não e não!

A nossa Constituição foi uma vez mais ferida de morte. A Constituição foi uma conquista, não do Presidente da República; não apenas teórica, porque definiu direitos de cidadania concretos, muitos dos quais nunca tinham sido usufruídos sequer pela minha geração.

Hoje, alguns aventureiros, muitos deles criminosos, tendo na ponte de comando o próprio presidente da República JOSÉ MÁRIO VAZ, julgam que podem, através da força, limitar outra vez as liberdades e criar novos mecanismos policiais.

Estão redondamente enganados. Terão de matar guineenses.

O cargo de Presidente da República, convenhamos, é um cargo importantíssimo mesmo num País atrofiado chamado Guiné-Bissau, que tem no seu presidente José Mário Vaz, para mal dos nossos pecados, uma figura completamente desequilibrada, a leste, ou como se diz em bom português, na lua! - as usual.

Um presidente que viola deliberada e criminalmente a Constituição que jurara cumprir, escondendo-se depois nas golas do casaco da tropa; um presidente da República que parece não saber o que se passa à sua volta; um chefe de Estado completamente perdido e aos papéis, fechado no seu casulo, orgulhosamente só, completamente confuso, obviamente baralhado. JOMAV perdeu totalmente o controlo e deve ser destituído sem mais demoras!

Assim, enquanto cidadão e eleitor, apraz-me perguntar gritando tão alto quanto as cordas vocais o permitirem: O que é que se passa de facto com o Presidente da República da Guiné-Bissau? Será um problema a nível mental? Temos o dever de perguntar e ainda mais o direito de saber. Os guineenses não votaram por capricho - acreditaram no que fizeram.

POVO GUINEENSE: Ninguém tem o dever de obedecer a quem não tem o direito de mandar. Passamos de um País que foi o berço da liderança, com AMILCAR CABRAL, depois tornamo-nos cinzentos, depois ainda desbotados e acabamos todos roídos por uma mão cheia de ratazanas desprezíveis, de gente obtusa. Um País povoado de governantes paranóicos, perigosos e descontrolados.

O guineense comum foi bem preparado para ficar como está, como o vemos, como o conhecemos. Guiné-Bissau não é nada, não faz nada, não consegue fazer nada, por culpa de uma única pessoa: O presidente da República, JOSÉ MÁRIO VAZ que, decididamente, chegou ao cúmulo dos cúmulos, e já nem a democracia consegue travá-lo.

Guineense, democratas,

Há que encontrar algo que faça carburar o País. Qualquer coisa. O Ultra-nacionalismo, o anarquismo, a desobediência civil, eu sei lá que mais. Qualquer coisa, mas não - nem por sombras! - um cabide onde nos pendurarmos a comer o pó dos dias e à espera de dias piores...AAS

INTENÇÃO: Depois do regresso à União Africana, o Reino de Marrocos quer agora integrar a organização sub-regional de que a Guiné-Bissau é membro - a CEDEAO. AAS

VERGONHA: Nem uma máquina multibanco do BAO está a funcionar. Fui ao Bissau Velho (duas caixas), à rotunda da praça Che Guevara, à Câmara de Bissau...enfim, só não fui a Lisboa...AAS

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Ora cá estão:


- O cheque emitido a favor do Sporting Clube da Guiné-Bissau:



- E o Ecobank responde dizendo apenas: "insuficiência de provisão":

EXCLUSIVO DC: MAGISTRADOS INDIGNADOS COM ATITUDE DO PGR - DEMITAM O SEDJA MAN


Carta desavergonhada do PGR à federação para enviar "justificativos" das despesas...e o cheque de levantamento dos 35 milhões FFGB... passado AO PORTADOR(?!)


E o chequezinho...

PGR Sedja Man ordenou, por telefone, que o Ecobank deixasse a federação de futebol LEVANTAR 35 milhões de Fcfa na conta BLOQUEADA por uma magistrada. E alguns juízes contactados pelo DC desconfiam que o próprio PGR terá beneficiado...De tão indignados que estão que muitos juízes não trabalharam sequer esta semana. É DE BRADAR AOS CÉUS

PERGUNTA: Por que carga de água a TGB alinha neste crime premeditado? Ou o seu director-geral e 'sócio' do ministro da Comunicação Social NÃO CONHECE a lei? Se não, o que faz ali mesmo? Poupem-me...AAS

Um elemento mentiroso e moribundo do grupo vira-lata dos 15-1 telefonou todo indignado, assemelhando-se a uma virgem ofendida, referindo-se à notícia do DC sobre a presença de uma carrinha da Guarda Nacional. "Não esteve nenhuma carrinha" - disse. Pois bem, sr. Mentiroso, CÁ ESTÁ A FOTOGRAFIA. Cabrão!



Ah, e cá está o comunicado do PAIGC, onde consta a matrícula da referida carrinha:

Comunicado sobre invasão sede Regional do PAIGC em Bafatá

ÚLTIMA HORA: BRAIMA CAMARA CONSUMA ASSALTO À SEDE DO PAIGC EM BAFATA


FOTOS:DC/DR/2017

Responsáveis: Fanta Camara, Mandu Sani, Mutaro Cande (todos na 1ª fotografia). A TGB (última foto) alinhou na sacanagem e a Guarda Nacional fez-se transportar numa carrinha Toyota Hilux com a matrícula GN 0004

ÚLTIMA HORA: O 'ministro' do Interior, Botche Candé, mandou a Guarda Nacional proteger jovens comandados por um tal de Dauda - corrido dessa mesma sede por desacatos - atacar e tomar de assalto a sede do PAIGC em Bafata, esta manhã. O mais escandaloso é que os militantes telefonaram para a polícia...mas ninguém apareceu. Quando alguém for morto o Botche será o primeiro responsável. Neste momento estão dentro da sede. AAS

Um grupo de militantes do PAIGC da região de Bafatá, acompanhados de uma viatura da GN invadiu hoje a sede do PAIGC em Bafatá.
Dauda Seidi e Bubacarzinho Cande (quem arrombou a porta da sede) invadiram a sede do partido, de donde deram uma conferência de imprensa alegando que foram para lá para ficar. Todos eles são da 'ala' do Braima Camara.

Este assalto (a exemplo do que aconteceu também hoje em Gabu) não é alheio à 'presidência aberta' que o fantoche PR JOMAV mais os seus lacaios estão a preparar para essa região.

GUINEENSES: Preparem-se para receber o JOMAV com estrondo em Bafata e Gabu!!!

1 milhão de euros por Sambu

O jogador guineense, Idrissa Sambu, que jogava nos juniores do FC Porto há quatro anos, oriundo do Sporting, acaba de ser transferido para o Spartak de Moscovo depois de ter assinado e cumprido testes médicos.

Os milionários do Spartak de Moscovo desembolsaram o valor de 1.000.000 de euros pelo jogador, num negócio intermediado pelo empresário guineense Catió Baldé.



O jovem jogador internacional pelas camadas jovens de Portugal, chegou ao FC Porto em 2013, vindo do Sporting, e tinha ligação aos dragões até ao final da presente época, mas deverá juntar-se desde já ao clube russo, fruto de um acordo. Sambu, de 19 anos, fez 16 jogos esta temporada pelas camadas jovens do FC Porto, tendo apontado quatro golos.

JORNAL DE ANGOLA: Narcotráfico aumenta na Guiné-Bissau


Depois de várias instâncias nacionais e internacionais denunciarem publicamente o aumento do narcotráfico na Guiné-Bissau, o director da Interpol na Guiné-Bissau alertou ontem para os perigos que pairam sobre o país, designadamente nas ilhas dos Bijagós.

Martinho Camará, director da agência da Interpol na Guiné-Bissau, advertiu sobre a existência de “sérios riscos” de uma das ilhas dos Bijagós passar a ser controlada pelos narcotraficantes para a instalação de bases de retaguarda para acções criminosas, aproveitando-se das vulnerabilidade do país.

De há uns tempos a esta parte, prosseguiu Martinho Camará, tem sido visível, sobretudo em Bissau, a presença de viaturas de alta cilindrada de origem duvidosa, sendo que algumas dessas viaturas foram roubadas noutros países. Martinho Camará disse preconizar o reforço da cooperação entre as várias forças policiais nacionais e estrangeiras para enfrentar o tráfico de droga e a criminalidade organizada na Guiné-Bissau, problema recorrentemente denunciado por diversas entidades, entre as quais a ONU.

Eleições antecipadas

O alerta da Interpol é feito depois numa altura em que parece estar cada vez mais longe um entendimento entre os dirigentes políticos guineenses para pôr fim à crise institucional que assola o país. O presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, preconiza a realização de eleições antecipadas como única alternativa para resolver a crise política que se vive no país desde 2015.

“Exigimos o respeito pelas regras democráticas e está demonstrada a falência de qualquer alternativa que tem sido forçada pelo Presidente da República. Quando não se reconhece que há um partido vencedor das eleições, não consigo imaginar outra alternativa que não seja a convocação de eleições antecipadas”, disse Simões Pereira aos jornalistas, na cidade da Praia, à margem do congresso do PAICV.

O presidente do PAIGC, partido vencedor das eleições de 2014 na Guiné-Bissau, mas arredado do poder, sublinhou que a proposta não é nova, mas que se quis sempre dar uma oportunidade ao Presidente da Republica para provar que tinha uma alternativa. "São essas alternativas que estão esgotadas e esperemos que não se volte a por em causa o direito e a expectativa de todo um povo porque há um titular de um cargo importante da soberania que entende que os seus direitos têm que continuar a ser privilegiados", disse Domingos Simões Pereira, que pediu também à comunidade internacional mais "firmeza" e "clareza" na sua posição em relação ao cumprimento, por parte do Presidente da República, José Mário Vaz, do acordo assinado em Conacri, para a nomeação de um Governo de consenso.

O PAIGC exigiu ontem, em comunicado, ao Presidente José Mário Vaz que demita “imediatamente” o Governo do primeiro-ministro Umaro Embaló e nomeie “sem demoras” Augusto Olivais, que, na óptica do partido, “põe fim ao impasse político e faz com que seja respeitado o Acordo de Conacri”.

Augusto Olivais

No comunicado, o PAIGC saúda as últimas posições assumidas pela comunidade internacional, particularmente com as palavras do presidente da comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Marcel de Souza, em relação à crise guineense. Marcel de Souza afirmou recentemente que a persistência do impasse político na Guiné-Bissau se deve ao facto de o nome de consenso escolhido à luz do Acordo de Conacri, o de Augusto Olivais, ter sido preterido pelo de Umaro Embaló, nomeado primeiro-ministro.

O acordo foi patrocinado pelos líderes da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e assinado em Outubro por dirigentes políticos, sociedade civil e outras instituições da Guiné, para garantir que o país tenha um governo com programa e orçamento aprovados no parlamento.

O PAIGC e três forças políticas representadas na Assembleia Nacional guineense acusam o Presidente guineense José Mário Vaz de não ter respeitado o acordo ao nomear Umaro Embaló como primeiro-ministro, em Dezembro, pelo que não integram o Governo.

ÚLTIMA HORA: Sede do PAIGC na cidade de Gabu terá sido assaltada por um grupo de arruaceiros não identificados. AAS

Este assalto não é alheio à 'presidência aberta' que o fantoche PR JOMAV mais os seus lacaios estão a preparar para essa região.

MCCI - POVO I KA LIXO!, DIGNIDADE JÁ!


JOMAV, RUAAAAA!!!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

ÚLTIMA HORA/MOVIMENTAÇÕES: O PGR, António Sedja Man, acaba de dar entrada na residência do conselheiro do PR, Braima Camara. Agora, o que eu queria mesmo era ser um mosquito...pa bata bua pa obi tudo!!! AAS

Baka nbu, teteté, baióooooo

MCCI - MANIFESTAÇÃO AMANHÃ às 7 horas (Autorizada pelo Ministério do Interior)

Está tudo tratado



As condições estão criadas para a imediata demissão do actual 'governo' guineense chefiado por Umaro Cissoko Embaló, que o Presidente da República José Mário Vaz nomeou à revelia do Acordo de Conacry.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aguardava por esta decisão para tomar as decisões que entende serem necessárias para o acelerar da imediata implementação do Acordo de Conacry.

De referir que uma semana antes da reunião da Comissão Permanente da ANP, a Comissão Especializada para a Justiça tinha dado um parecer no qual sustentava que o Programa entregue à ANP para agendamento carecia de sustentação legal pois vinha de um governo ilegal e inconstitucional e que também não se enquadrava no espírito do Acordo de Conacry.

MCCI - MANIFESTAÇÃO AMANHÃ às 7 horas (Autorizada pelo Ministério do Interior)


Aliu Famora Baldé

RELATÓRIO DA AMNISTIA INTERNACIONAL DETONA ILEGAIS


O Relatório Global 2015/2016 da Amnistia Internacional (AI) destaca no que à Guiné-Bissau diz respeito a tortura e outros tratamentos similares por parte das forças policiais, bem como as escassas condições nas prisões, como as principais violações de direitos humanos no país.

Segundo o Relatório divulgado esta quarta-feira, foram várias as denúncias de casos de tortura pela polícia e dá o exemplo do cidadão guineense Tchutcho Mendonça, preso em sua casa na cidade de Bissorã e transferido para a esquadra, onde foi torturado, acabando por morrer dois dias depois. Depois da denúncia deste caso de tortura, dez polícias foram presos mas nenhum deles seguiu para julgamento.

A falta de condições das prisões é outra falha apontada pela Amnistia Internacional. A Liga dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau, denunciou as condições desumanas das prisões do país, em particular na capital Bissau. A falta de condições passa pela sobrelotação das cadeias, onde muitas vezes são colocados mais de 100 reclusos em locais que só têm capacidade para pouco mais de 30 pessoas.

Estes sítios sem qualquer ventilação geram doenças e infeções e fazem com que as prisões se transformem em locais sem o mínimo de condições de dignidade. Segundo o relatório da Amnistia, até ao fim de 2016 e apesar dos apelos, as autoridades não tiveram qualquer tipo de ação para introduzir melhorias no sector. E-Global

MCCI - MANIFESTAÇÃO AMANHÃ às 7 horas (Autorizada pelo Ministério do Interior)



Aliu Famora Baldé

Considerando que o homem é imprevisível...


"Considerando que o governo não dispõe de um programa aprovado pela ANP que consagre uma estratégia que lhe possibilite ultrapassar a constatada incapacidade em assegurar a governabilidade mínima do país...

Considerando que o governo... ainda não logrou entrar em plenitude de funções, mas tem vindo a contrair dívidas, realizar despesas, emitir títulos do tesouro e a praticar actos que extravasam os limites da gestão corrente dos assuntos do Estado
".

Excertos dos vários considerandos do ridículo Decreto Presidencial n 1/2016, de 12 de Maio, a justificar a demissão o governo de Carlos Correia.

Hoje mesmo, e considerando que o 'governo' moribundo de Él Moctar Cissoko - que não tem programa de governo e nenhuma legitimidade - emitiu 13 mil milhões de FCFA em títulos de tesouro, estamos na presença de uma atitude no mínimo criminosa.

JOMAV, nó dau palabra! Porém, e apesar dos considerandos, este ministro das Finanças devia era ir para a cadeia, pois está a vender gato por...nsaninho! AAS

MANIFESTAÇÃO DO MCCI AUTORIZADA PELO MINISTÉRIO DO INTERIOR: AMANHÃ, os protestos arrancam no Bairro da Ajuda, às 07h da manhã, e terminam na praça dos Mártires de Pindjiguiti. AAS

ÚLTIMA HORA: A Comissão Permanente da ANP acaba de chumbar o agendamento da discussão do Programa do 'governo' de Él Moctar Cissoko. Acabou. Finish! Finito! AAS

A Comissão Permanente da ANP votou com 9 votos contra do PAIGC contra 6 votos a favor do PRS, pelo que não haverá agendamento do Programa do 'governo' e, tendo em consideração que o agendamento de outras matérias carecem da presença de um Governo legítimo, deliberou não convocar a sessão plenária ordinária.


DERROTADOS: O que era doce acabou-se...

EXCLUSIVO/INVESTIGAÇÃO DC - 'Operação Balansan Djudju' - FFGB: Direcção corrupta e sem condições para continuar


Ditadura e Consenso deu inicio a denúncias escandalosas sobre a (má e danosa) gestão na Federação de Futebol da Guiné-Bissau. Pois bem, doravante este dossier passa a ter um nome: 'Operação Balansan Djudju'.

Em 2016, a FFGB emitiu um cheque a favor do Sporting Clube da Guiné-Bissau no valor de quatro milhões, trezentos e quarenta mil francos CFA. Resultado? O cheque NÃO TINHA COBERTURA - disse a Ecobank. E continua a não ter.

Mas, cavando um pouco mais fundo, DC descobriu outra manobra: a FFGB mandou que se pagasse ao SCGB... numa CONTA PARALELA - também aberta no Ecobank - com o nr.: GW14301001131801222701-12 e onde não havia um tusto!

Mas, há cada coincidência, hoje mesmo o SCGB lembrou-se do calote. Muniu-se então do cheque e foi à FFGB pedir que o mesmo fosse descontado. A resposta foi um rol de desculpas esfarrapadas, com garantia de que a direcção irá reunir na próxima quinta-feira para "discutir" o assunto - como se houvesse assunto para discutir. Há a pagar, isso sim!!! QUEM SE METE COM O MEU SPORTING, LEVA! AAS

ANP - Comissão Permanente já está reunida


O país e a comunidade internacional estão com a atenção concentrada nos resultados que irão sair desta Comissão Permanente, órgão regimentalmente responsável pela atribuição de uma agenda de trabalho ao Plenário da ANP.



Agenda esta que dependerá a convocatória ou não da sessão ordinária do Plenário do Parlamento e a consequente apresentação, discussão e votação do Programa do actual governo.

Como se pode depreender, uma enorme responsabilidade pende sobre os membros da Comissão Permanente porque está neste momento em causa a legitimação parlamentar ou não do actual governo chefiado por Umaro Cissoko Embaló. TEXTO/FOTO: DR/O.B

ATENÇÃO, FEDERAÇÃO DE FUTEBOL: Ala n'na bin mas... DOCUMENTO FALSIFICADO (nem falsificar sabem...nha mãe!). É já a seguir. AAS

ESCÂNDALO: Dois dias depois do bloqueio da conta da federação de futebol da Guiné-Bissau, por ordem judicial, o procurador geral da República, apurou o DC junto de fonte da FFGB, terá mandado que se mexesse na referida conta: 35 milhões de Fcfa foram levantados. O PGR exigiu apenas um 'justificativo'...Nô pintcha. AAS

ALERTA: COMPLETAMENTE ILEGAL


O 'governo' ilegal da Guiné-Bissau emite 13 mil milhões de francos CFA (19,8 milhões de euros) em bilhetes de tesouro. Mas, não foi o infeliz do Fadiá ('ministro' das Finanças) que disse que o Governo do PAIGC endividou o país com a emissão de títulos??

Acontece que esse Governo era legítimo. Mas o Fadiá, assim que entrou e sem ter qualquer legitimidade, já está a emitir... O ex-ministro Geraldo Martins emitiu 15 biliões quando entrou para pagamento de 4 meses de salários em atraso e outras despesas essenciais.

Mais tarde voltou a emitir 13 biliões para reembolsar a divida contraída pelo ex-MEF e hoje PR JOMAV (Guiné Telecom) que foi simplesmente...'mamada'. Este bando de ilegais tem agora de explicar para que serve esta emissão se nem programa têm nem Orçamento Geral do Estado. Bandidos. AAS

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Para memória futura: "E tenho uma resposta para a minha obstinada rejeição. A mesma que tive sempre: 'Porque não me apetece, foda-se!'" Fidel Castro Ruz (1926-2016)

ATENÇÃO: AOS TURISTAS ESTRANGEIROS, QUE FAÇAM UM SEGURO DE VIDA ANTES DE EMBARCAREM PARA A GUINÉ-BISSAU...AAS

RECADO: Manuel Nascimento Lopes (Manelinho): Deixe de enviar um ANALFABETO para lhe 'proteger' com textos que ninguém entende, completamente nulos, dados inexpressivos, para além da própria escrita - que é uma boa merda, igualzinho ao trabalho que se faz na federação. Use antes um colete de forças, e aperte o cinto...AAS

ARQUITECTO DA INVERDADE: JORGE MALÚ, aprende


Assembleia Nacional Popular
GABINETE DO PRESIDENTE
ASSESSORIA DE IMPRENSA DO PRESIDENTE DA ANP

NOTA DE IMPRENSA

Depois de sucessivas e esclarecedoras notas explicativas fornecidas por Presidente da Assembleia Nacional Popular ao longo de toda esta crise, através do seu Gabinete de Assessoria de imprensa, no tangente aos mecanismos a seguir para à Convocatória quer de uma Sessão Ordinária quer de uma Sessão Extraordinária, deixa estupefacto o Presidente da ANP, ao escutar da voz de quem foi Presidente desta respeitável instituição representativa do povo guineense, declarações lamentáveis e infundadas de responsabilização do Presidente da ANP pela não convocatória da Reunião do Plenário, esquecendo-se intencionalmente de que os órgãos da ANP são colegiais, a exceção do Presidente que só exerce a competência de convocar as sessões se autorizado por àqueles órgãos.

Cada sessão ordinária ou extraordinária carece de uma agenda de trabalho, denominada pelo Regimento da ANP por “Ordem do Dia”, que é fixada pela Comissão Permanente. Qualquer órgão só reúne se tiver matéria ou assunto sobre o qual deve debruçar e tomar decisão. O plenário só pode reunir se a Comissão Permanente da ANP lhe fixar a agenda. Trata-se de uma competência regimentalmente atribuída a este órgão.

Uma vez fixada a “ordem do dia” pela Comissão Permanente, o Presidente do Parlamento deve limitar-se apenas a convocar a Sessão Plenário para debater e tomar decisões sobre o assuntos nela constante, e não havendo matéria agendada não pode o Presidente da ANP convocar uma sessão.

Se o Senhor Ex-Presidente da ANP, Arquiteto Jorge Malú, convocava as sessões mesmo sem ordem do dia, o que nunca fora o caso, agora por mera demagogia e mediocridade políticas pretende empurrar o atual Presidente da ANP a enveredar pela ilegalidade, ao ponto de afirmar, realçando a sua qualidade do Ex-Presidente da ANP, perante o Conselho de Paz e Segurança da União Africana, a tamanha inverdade sobre o funcionamento dos órgãos da Assembleia.

Contudo, nem toda declaração navegou no mar de falsidades, pois, o Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros e Ex-Presidente da ANP, Arquiteto Jorge Malú, foi levado pela força da verdade a admitir que o seu Primeiro-Ministro, Úmaro Cissoko Embalo, não foi o nome retido no quadro do consenso de Conacri, deixando com isso bem patente que a pessoa de consenso escolhida foi o Senhor Augusto Olivais.

Voltando às tramitações parlamentares, sendo que à luz do Regimento o Programa do Governo é uma Resolução, uma vez dada entrada na ANP, segue as tramitações próprias de instrumentos de igual natureza, isto é, passa pelo crivo da Comissão Especializada para efeitos de parecer sobre a sua conformidade com as leis, depois pela Mesa, Conferência de Líderes e finalmente pela Comissão Permanente para o seu agendamento ou não.

É verdade que o legislador concedeu ao Programa do Governo algum tratamento especial em relação a outras matérias, nomeadamente no alinhamento da “ordem do dia” e considera-o uma das razões justificativas para eventual convocatória de uma sessão extraordinária, mas é o mesmo legislador que não lhe isenta de ser submetido, para efeito de agendamento, a apreciação dos órgãos atrás mencionados, posição, aliás, clara e inequivocamente defendida pelos Deputados do PRS.

Dada mais essa nota explicativa, pensamos ter contribuído para o esclarecimento da sociedade guineense e para afastar em definitivo a dúvida que, infelizmente, ainda persistia para os lados do Ex-Presidente da ANP, Arquiteto Jorge Malú.

Bissau, 20 de Fevereiro de 2017.

Assessoria de Imprensa do Presidente da ANP

CEDEAO - Estamos a aguardar...

EAGB: Não há electricidade nem água em Bissau desde esta manhã. NÃO HÁ DINHEIRO, e o da droga vai para outros bolsos...AAS

TURISMO? É AQUI MESMO - AVENTURAS À BEIRA DA MORTE!!!

Dois portugueses passaram a noite de sábado para domingo no mar do país, numa lancha sem combustível, até conseguirem que alguém os socorresse, contou à Lusa Sara Santos, de visita ao país pela primeira vez. "Não há uma guarda costeira ou capitania? Tem que ter um trabalho preparatório para receber turistas", referiu, após um espera por ajuda que durou nove horas num barco sem cobertura, rádio, coletes salva-vidas, água nem outros mantimentos. Lusa

Turismo? Bem vindos à República da Branca...e do Toyota Prado! AAS

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Saudação do Presidente do PAIGC ao XV Congresso do PAICV


Praia, 18 de Fevereiro de 2017

Excelentíssima Senhora Dra Janira Hopffer Almada,
Minha Camarada e amiga, Presidente do PAICV
Camaradas Membros da Direcção Superior do PAICV
Digníssimos Delegados ao XV Congresso
Excelências,

Minhas Senhoras e meus Senhores,
Camaradas,


Domingos Simões Pereira, discursando do XV Congresso do PAICV

Reconheço e cumprimento os Camaradas

Estou muito honrado pela oportunidade que esta ocasião nos oferece para, em nome do PAIGC, saudar o XV Congresso do nosso Partido irmão, o PAICV.

Trago comigo as saudações mais calorosas dos militantes do PAIGC e de todo o povo Guineense, em nome de quem me permito reiterar a nossa profunda amizade e a nossa solidariedade para com os militantes e dirigentes do PAICV e para com todo o povo de Cabo-Verde, num momento crucial da sua trajectória política.

A nossa saudação é especial para a direcção do PAICV liderada pela sua Presidente, a Dra Janira Hopffer Almada, a quem felicitamos pela coragem e determinação em assumir as rédeas do partido e pela sua vitória nas eleições internas realizadas há algumas semanas atrás. Camarada Janira, estamos convictos de que sob a sua liderança vai ser prosseguido com êxito o excelente trabalho que já está a ser realizado a fim de tornar o PAICV num partido cada vez mais forte e mais aberto à sociedade Cabo-verdiana capaz de, a cada momento, interpretar corretamente os anseios e as aspirações do seu povo.

Desta tribuna, e retomando um pouco aquilo que é o lema deste Congresso, quero enaltecer a tenacidade e a perseverança do povo Cabo-verdiano, um povo humilde mas batalhador que foi capaz de derrotar os prognósticos, maioritariamente pessimistas sobre o futuro da Nação Cabo-Verdiana. Em pouco mais de três décadas, os Cabo-verdianos transformaram um país que muitos consideravam inviável numa sociedade de que todos nós nos orgulhamos hoje.

Em 40 anos de independência, Cabo-Verde tornou-se a vários títulos um caso exemplar no mundo. A democracia está solidamente consolidada com a realização de eleições livres, justas e transparentes e o respeito pelos resultados eleitorais; a alternância do poder é uma realidade; os direitos humanos são globalmente respeitados; a liberdade de opinião e de manifestação está inequivocamente consagrada; e as instituições democráticas funcionam (Permitam nesta pausa, que saúde e cumprimente o MpD e a UCID, e através deles a todos os partidos políticos de Cabo Verde, enquanto parceiros desse processo de construção democrática). Estão todos de parabéns!

Camaradas,

Os progressos alcançados no plano económico e social, no período pós-independência permitiram elevar Cabo-Verde para a categoria de país de renda média, reduzir consideravelmente os níveis de pobreza e melhorar o bem-estar geral da população, ao mesmo tempo que a justiça redistributiva permitiu diminuir as desigualdades sociais e de rendimento, tornando a sociedade Cabo-verdiana mais justa. Os resultados são extraordinários e foram alcançados por via da boa governação, reconhecida internacionalmente, que coloca Cabo-Verde na primeira linha dos países de África.

É impossível dissociar todos estes progressos do percurso histórico do PAICV, pelo papel preponderante que o partido desempenhou na governação do país, sobretudo nos últimos quinze anos, durante os quais as grandes transformações estruturais tiveram lugar em todo o território nacional. Por isso mesmo, renovamos a nossa homenagem ao PAICV por ter conseguido catapultar esta transformação estrutural de Cabo-Verde, que alicerça hoje os fundamentos de uma sociedade mais moderna, mais desenvolvida e mais justa. Quando vence o PAICV, Cabo Verde vence, e nós também.

Mesmo colocada na condição de oposição, uma missão difícil, mas digna, pois ditada pela escolha livre dos cabo-verdianos, o PAICV, tem de manter e renovar os valores que definem o seu ideal - lutar em prol de um Cabo Verde melhor para todos os seus filhos. Não temos dúvidas de que o PAICV saberá desempenhar este papel com responsabilidade, exercendo uma oposição construtiva que privilegie os supremos interesses da nação Cabo-verdiana. Nessa perspectiva, o PAICV deverá ser capaz de se organizar ainda melhor a fim de estar à altura dessa responsabilidade histórica. O povo Caboverdiano espera isso, e nós contamos com isso.

Pela sua dimensão política na sociedade Cabo-verdiana, pela clarividência da sua liderança e pela envergadura dos seus quadros, o PAICV só depende de si e da sua própria unidade interna para forjar a dinâmica necessária a que esta sua responsabilidade convoca. O partido pode contar, desde logo, com a força dos seus ideais e a inequívoca vontade dos seus militantes para continuar os esforços de edificação de um futuro de prosperidade para todos os Cabo-verdianos.

Estão aqui reunidos mais de 400 delegados de um grande partido com uma grande história, ou seja com uma grande responsabilidade. Ao longo destes três dias, debruçaram-se não apenas sobre questões fundamentais da vida do partido mas também sobre o futuro de Cabo-Verde. Sabemos todos que a luta não será fácil, que o caminho será espinhoso, que nalgum momento faltarão forças, que o desalento baterá por vezes às vossas portas. Contudo, acreditamos que juntos serão capazes de celebrar conquistas e de transformar as fraquezas em forças para que num processo de contínua resposta aos novos desafios da sociedade Cabo-verdiana, possam continuar a trilhar o caminho da construção do progresso e do bem-estar para todos.

Camarada Presidente, amiga Janira. Calou fundo em nós a sua nota de humildade ao admitir que muitos erros terão sido cometidos e que a maior fatia será da sua responsabilidade. Esse o papel da líder. Apreciamos por isso sobremaneira o seu apelo, dirigido a todos e particularmente aos históricos, aos mais velhos, e também aos Ex-Presidentes, Comandante Pedro Pires e Camarada José Maria Neves. Estamos seguros de que se manterá fiel à sinceridade do apelo e vamos pedir a todos que acreditem na humildade do gesto. Os tempos passam e os métodos podem ser outros, até estranhos para muitos, mas se fieis aos princípios e valores, encontrarão caminhos para construir o compromisso necessário e indispensável. Hoje, aderir a essa convocação é dar uma chance a vós próprios, ao PAICV e a Cabo Verde. A Vossa militância no PAICV e o amor que têm por Cabo Verde são tão grandes que não ousamos admitir nada menos que esse voto de confiança e a contribuição sem reservas para a unidade e coesão do PAICV.

Senhoras e Senhores

No momento em que a vós me dirijo, reconheço que continuamos a viver na Guiné-Bissau momentos políticos conturbados com consequências muito negativas na vida dos Guineenses. Para muitos, a persistente crise política na Guiné-Bissau já havia passado para a história, depois de, em 2014, o povo Guineense se ter pronunciado claramente pela estabilidade política, atribuindo ao PAIGC a maioria absoluta nas eleições legislativas e a vitória ao candidato que teve o seu apoio nas eleições presidenciais.

O PAIGC, interpretando a vontade popular, decidiu, apesar da maioria absoluta, formar um governo inclusivo com a participação de todas as forças políticas representadas no Parlamento, bem como de elementos da sociedade civil e independentes de reconhecida competência. E o novo arranque não poderia ser mais auspicioso: aprovação por unanimidade no Parlamento do Programa do Governo e dos Orçamentos de Estado de 2014 e 2015; adopção, por todos os actores políticos e pela sociedade civil, do Plano Estratégico e Operacional Terra Ranka, que beneficiou de um amplo sufrágio dos parceiros internacionais da Guiné-Bissau na Mesa Redonda de Bruxelas de Março de 2015, com promessas de financiamento sem precedentes na ordem de um bilhão e quinhentos milhões de dólares.

Tudo estava a correr maravilhosamente num país habituado a sobressaltos políticos constantes e, pela primeira vez desde o início do exercício democrático, havia um sentimento generalizado de que “desta vez era para valer”.

Hoje conhecemos a história. Em Agosto de 2015, um ano após a formação do governo e cinco meses após a Mesa Redonda de Bruxelas, quando nada o fazia prever, o Presidente da República decidiu usar (de forma abusiva) os seus poderes constitucionais para quebrar esta dinâmica de uma Guiné-Bissau positiva aos olhos dos Guineenses e do mundo.

Se as verdadeiras motivações do Presidente da República eram obscuras no início, a sua decisão de nomear o seu próprio Chefe do Governo, contrariamente às disposições constitucionais, revelou um plano mal escondido de extravasar as suas competências constitucionais e de lançar o país numa deriva autoritária que lhe permitisse promover politicamente os seus novos aliados políticos, obcecados por minar a estabilidade do PAIGC e a legitimidade da sua nova direcção e tomar as rédeas do partido que não conseguiram conquistar no último Congresso, em Fevereiro de 2014.

Desde então, o país entrou de novo num ciclo de instabilidade política. O Presidente da República intensificou a sua luta política contra o PAIGC, excluindo o nosso partido da governação e nomeando sucessivos governos da sua iniciativa, apesar do sistema de governo semipresidencial como o de Cabo-Verde. Ao mesmo tempo, o Presidente da República, suposto ser o garante da unidade nacional e da estabilidade política, tornou-se num factor de divisão nacional, promovendo dissidências, fissuras e cisões nos partidos políticos, instigando a indisciplina interna dos militantes nos partidos que com ele discordem e encorajando a perseguição judicial dos seus adversários políticos.

Apesar da aparente complexidade deste processo, a verdade porém, é bem simples: muitas pessoas se acomodaram com os benefícios destes longos anos de instabilidade e não estão preparadas para aceitar a alteração do “status quo” estabelecido. São pessoas que, tendo-se servido do partido, apresentam-se agora como opositores do mesmo. São na verdade pessoas sem qualquer compromisso com o passado glorioso do PAIGC e que não se revêm nos seus princípios estruturantes nem programáticos. Aqueles a quem Cabral se referia lembrando que “nem toda a gente é do partido”.

O mais grave é que depois de muitos esforços de mediação da comunidade internacional e, em primeira linha da CEDEAO, foi alcançado um acordo político, sob a mediação do Presidente Alpha Condé, da Guiné, conhecido como o Acordo de Conakry, que traça um quadro para a saída da crise, mas que o Presidente da República insiste em não cumprir.

Ainda no decurso desta semana, várias instâncias internacionais, nomeadamente o Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Configuração para a Guiné-Bissau da Comissão de Consolidação da Paz, a União Africana e a CEDEAO pronunciaram-se todos pelo cumprimento do Acordo de Conakry e instaram os actores políticos a se conformarem com os termos deste Acordo.

Apesar destes inequívocos pronunciamentos, se a história recente servir de indicação, é muito provável que veremos nos próximos dias o Presidente da República a tentar furtar-se de novo às suas obrigações e a escolher caminhos tortuosos e insustentáveis, desafiando mais uma vez o povo Guineense e toda a comunidade internacional.

Perante este provável cenário, é importante que, seguindo os esforços internos, toda a comunidade internacional envie um sinal forte de que não tolerará actos ou pretensões políticas que venham pôr em causa esta oportunidade única de devolver a tão almejada estabilidade política ao povo da Guiné-Bissau.

Queremos aqui também assegurar (sobretudo aos nossos Combatentes da Liberdade da Pátria) que vamos lutar e vamos vencer. Somos os Vossos herdeiros, os herdeiros de Amílcar Cabral e nada poderá travar a nossa determinação e empenho para derrotar os inimigos do nosso partido e do nosso povo que justamente anseia pela paz e pelo bem-estar por que tanto se tem sacrificado.

Apraz-nos aqui exprimir a nossa gratidão ao povo de Cabo-Verde que nos tem compreendido e acompanhado neste percurso difícil. É gratificante constatar a solidariedade de muitos Cabo-verdianos, desde cidadãos simples até responsáveis políticos, dos quais temos recebido demonstrações de amizade e de fraternidade que muito nos honra. Sentimos que podemos continuar a contar com o apoio incondicional de Cabo-Verde tanto no espaço da CEDEAO como a nível da União Africana, das Nações Unidas e na sua parceira especial com a União Europeia.

O PAIGC e o PAICV são partidos irmãos unidos por laços históricos profundos. Queremos aqui expressar a nossa firme vontade em continuarmos a caminhar juntos, de modo a reforçar a nossa coesão para melhor servirmos os nossos dois povos. Essa é, quiçá, a melhor homenagem que podemos prestar aos homens e mulheres, Cabo-verdianos e Guineenses, que juntos se bateram pela independência dos nossos dois países.

Aproveitamos igualmente a ocasião para dirigir as nossas especiais saudações aos demais partidos amigos aqui presentes, fazendo votos para que continuemos a juntar as nossas sinergias de modo a partilharmos experiências e aprendermos com os nossos sucessos e fracassos respectivos e, dessa forma, cimentarmos relações de parceria, baseadas na confiança mútua e na solidariedade recíproca.

À diáspora Guineense aqui em Cabo-Verde e pelo mundo fora vai uma saudação especial. Podemos imaginar e compreender a vossa impaciência e frustração perante a situação política que se vive no nosso país. Têm razão. A crise já durou muito e, para muitos de vós, como para os vossos irmãos que vivem na Guiné-Bissau, ela só trouxe amarguras. Para todos quero hoje deixar uma palavra de conforto. Apesar de tudo, sopram ventos de esperança. Contrariamente a um passado recente, em que as crises políticas se resolviam com recurso à violência, esta crise tem sido enfrentada utilizando sempre as instituições e apoiando-se nos preceitos democráticos. Sabemos que isto é pouco para acalmar a todos os espíritos. Mas quero assegurar-vos que o PAIGC lutará sempre para que este ganho seja irreversível e para que a estabilidade política volte a reinar na Pátria de Amílcar Cabral.

Senhoras e Senhores

Para terminar, desejamos ardentemente felicitar a nova Direção do partido eleita, felicitar a todos os delegados pela qualidade das deliberações deste XV Congresso do PAICV e cujas decisões irão reforçar e fortalecer o PAICV para os próximos embates políticos que se avizinham.

Os maiores sucessos na construção de “Um PAICV Mais Forte,
Por Um Cabo-Verde Mais Justo”!

Viva o PAICV

Viva a amizade e solidariedade entre o PAICV e o PAIGC.

Muito obrigado!

100 palavras

PAIGC - COMUNICADO

PARTIDO AFRICANO PARA A INDEPENDÊNCIA DA GUINÉ E CABO-VERDE
SECRETARIADO NACIONAL

Comunicado de Imprensa

O PAIGC desenvolveu uma intensa campanha diplomática junto às principais instâncias regionais, continental e internacional no sentido de os informar e alertar para as manobras do Senhor Presidente da República de não aplicar os Acordos de Bissau e de Conakry conforme discutido e acordado consensualmente entre todos os participantes presentes na capital da República irmã da Guiné sob a mediação sábia e inteligente do Professor Alpha Condé, Presidente da República da Guiné e Mediador para a crise política guineense designado pela CEDEAO.

O PAIGC acolheu com profunda satisfação as conclusões saídas das reuniões do Conselho de Paz e Segurança da União Africana que teve lugar em Addis Abeba, do Conselho de Segurança ocorrida na Sede das Nações Unidas em Nova York, e pelas várias declarações de muitos responsáveis de organismos da Comunidade Internacional, particularmente as do Presidente da Comissão da CEDEAO em visita de trabalho a Cabo Verde.

O PAIGC registou igualmente com bastante atenção o facto de todas estas instâncias ao nível continental e internacional darem razão ao posicionamento assumido pelo nosso Partido ao longo de todo este processo, na medida em que as conclusões vão na linha de posicionamento desde à primeira hora assumido pelo PAIGC e a sua Direção Nacional, sendo as mesmas bastante claras e não deixando nenhum espaço para outras manobras dilatórias, pois regista-se uma convergência de todas estas instâncias internacionais no sentido de que a crise política que afeta a Guiné-Bissau só poderá ser ultrapassada com a implementação integral do Acordo de Conakry.

Mesmo com esta constatação objetiva de toda a Comunidade Internacional o Senhor Presidente da República dá sinais de querer continuar a desafiar tudo e todos, numa deriva perigosa que pode conduzir o nosso país a uma situação que pode voltar a comprometer a paz e a estabilidade, apesar de devida e atempadamente alertado de que a única via para uma solução política deste impasse e paralisia a que o Senhor Presidente da República sujeitou a Guiné-Bissau é o da aplicação sem reservas ou subterfúgios do Acordo de Conakry.

Assim sendo, o PAIGC exige a imediata demissão do atual Governo e a nomeação sem demoras do camarada Augusto Olivais, nome consensual retido dentre as propostas levadas à capital da irmã Guiné Conakry pelo Presidente da República, e que abriria espaço para a aplicação dos restantes pontos acordados no âmbito do Acordo de Conakry.

O PAIGC reserva-se ao direito de imputar todas as responsabilidades ao Senhor José Mário Vaz caso não aplique de imediato as disposições insertas no Acordo de Conakry, pelo que também poderá o nosso Partido considerar que a obstinada recusa do Presidente da República têm outros objetivos e contornos que podem indiciar a sua tentativa, que o PAIGC considera vã e descabida de êxito, nomeadamente o de tentar apagar a grave sujeira e o envolvimento em casos escabrosos, tais como, o fundo angolano, cujo processo já foi instruído e aguarda somente que deixe o cargo de Presidente da República, o FUNPI, o PARAP, as graves e inaceitáveis dívidas ao fisco, o desvio do fosfato e da madeira, entre outras gravíssimas situações, como o de continuar a acaparar-se do erário público em benefício próprio, sem passar pela contabilidade pública.

Para o PAIGC e para uma esmagadora maioria de guineenses a dita “mão na lama” inventada pelo Senhor José Mário Vaz, já não convence ninguém e hoje mais do que nunca ela se transformou em “mão na massa”, pois basta recordarmos o folhetim criado com o dito apoio aos “Djurtus” que afinal veio a redundar numa cabala para privatizar e domesticar fundos públicos de que os processos de queixa contra o atual Presidente da República se encontram já no Ministério Público.

De igual modo, para o PAIGC as ameaças de mandar prender, bater e matar de que o Senhor José Mário Vaz se vangloriou publicamente e de forma leviana e ignorante, já não conseguem o objetivo por ele visado na sua louca tentativa de implantar a ditadura na Guiné-Bissau, pois este já não só está derrotada como moribunda pela força de uma liberdade conquistada pelos Combatentes da Liberdade do Povo e cimentada de forma sustentável ao longos destas quatro décadas de independência pelo nosso povo, em prol da consolidação da nossa democracia.

O PAIGC alerta os seus militantes e simpatizantes e ao povo guineense para com as manobras que o Senhor José Mário Vaz e os seus lacaios estão congeminando para a escolha de um novo Primeiro-Ministro dentre os seus lacaios em virtude das decisões assumidas pelas mais altas instâncias continental e internacional e agravadas ainda pela incapacidade governava do atual Governo de iniciativa presidencial.

Para o PAIGC torna-se claro a estratégia do senhor José Mário Vaz com a nomeação de mais um Governo como sendo mais uma manobra dilatória e destinada a ganhar tempo para assim tirar mais proveitos e benefícios com os sessenta dias de tolerância, quando o país está a cerca de um ano das próximas eleições legislativas.

O PAIGC e a sua Direção Nacional e muito em particular o seu Presidente e Vice-Presidente, camaradas Domingos Simões Pereira e Carlos Correia querem publicamente expressar a sua gratidão e respeito ao Senhor Presidente da República da Guiné e Mediador para a Crise Política Guineense, Professor Alpha Condé, não só pelo seu papel e posicionamento, uma vez mais comprovado com a solução política encontrada para a Gâmbia, como pela sua inequívoca demonstração de que deu provas na condução deste processo que levou ao Acordo de Conakry, facto que veio uma vez mais elevar e consolidar o seu estatuto de grande estratego político e genuíno conhecedor dos problemas internacionais e muito em particular, africanos, reconhecido e consagrado pelas mais importantes instâncias regional, continental e internacional.

Bissau, 20 de fevereiro de 2017

O PAIGC

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Presidente do PAIGC responsabiliza PR e propõe como alternativa eleições antecipadas


Domingos Simões Pereira, responsabilizou domingo o Presidente da República, José Mário Vaz, pela instabilidade política no país e propôs como alternativa eleições antecipadas.

Domingos Simões Pereira fez estas declarações na Cidade da Praia, à margem do encerramento do XV Congresso do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde, considerando no seu discurso o PAICV como “partido irmão”.

“Perante a recusa do Presidente da República, está demostrada a falência de qualquer alternativa que tem sido forçada pelo Chefe de Estado, ou seja, quando não se reconhece que há um partido vencedor das eleições não conseguimos imaginar outra alternativa que não seja a convocação das eleições antecipadas”, revelou.

A responsabilidade pela instabilidade política na Guiné-Bissau, afirmou, já é sentida não só por si e pelo seu partido, mas por todos, atribuindo a responsabilidade da crise ao Presidente da República.

Simões Pereira destacou a "evidente incapacidade e impreparação do Presidente José Mário Vaz em cumprir as suas responsabilidades enquanto o primeiro Magistrado da Nação.

De acordo com o líder do PAIGC, o que o seu partido exige é o “respeito pelas regras democráticas”, lamentando a situação de instabilidade que o país outrora havia passado e que em 2014 todos acreditavam ter desaparecido e que realmente a Guiné Bissau estaria a “respirar um ar diferente e ar fresco”.

No dizer de Domingos Simões Pereira, José Mário Vaz foi o “único a achar que a sua agenda pessoal se sobrepunha à agenda” da Guiné Bissau e “provou a sua capacidade em bloquear o país”.

“Esperemos que aproveite esta oportunidade, a dupla ilegalidade e inconstitucionalidade do Governo por ele criado, para agora se conformar com o Acordo de Conacri e dar uma nova esperança ao país”, pediu.

Apelou à comunidade internacional (CEDEAO) “mais firmeza e mais clareza” nos seus posicionamentos, sublinhou que o PR já “não faz referência à Constituição pelas decisões que toma, mas faz referência ao Acordo de Conacri”.

Pediu ainda respeito ao acordo de Conacri, esclarecendo que o mesmo não só permite que haja um novo Governo e consensual, mas também que sejam feitas as reformas mínimas que permitam criar condições para que o próximo pleito eleitoral aconteça num “clima de maior tranquilidade e estabilidade”.

À comunidade guineense em Cabo Verde, Domingos Simões Pereira, que teve um encontro com ela este sábado na cidade da Praia, lembrou que deixou uma mensagem de “confiança e de esperança”.

Disse ainda que recordou aos guineenses residentes em Cabo Verde que pela “primeira vez” o país estar a enfrentar a sua crise, utilizando “exclusivamente” as instituições democráticas e argumento da legalidade e da aplicação das leis, dizendo que isto vai dar “mais esperança ao povo guineense”. Escrito por Expresso das Ilhas com Inforpress

Exigido o cumprimento dos acordos


A Comissão de Consolidação da Paz na Guiné-Bissau pediu às autoridades guineenses e aos principais actores políticos que se envolvam num “diálogo construtivo e inclusivo” para que os consensos alcançados com a mediação de países da região sejam rapidamente executados.

O roteiro de seis pontos e o acordo de Conacri para o fim da crise na Guiné-Bissau fornecem o quadro para o caminho a seguir, reafirmou a Comissão de Consolidação da Paz (PBC).

O grupo de nações, presidido pelo Brasil, elogiou o papel de mediação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), após a reunião de quarta-feira que debateu a situação na sede das Nações Unidas.

Um comunicado sobre o encontro destaca a contínua preocupação com o facto de o povo da Guiné-Bissau estar a sofrer o impacto negativo da instabilidade política devido à falta de serviços públicos básicos e a situação socioeconómica.

Ao falar à Rádio ONU News após o encontro, em Nova Iorque, o conselheiro político e diplomático do primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Soares Sambú, disse que apesar da convergência internacional em relação ao auxílio, os guineenses tinham um papel a desempenhar para o avanço do país.
“Senti disponibilidade e uma forte vontade de apoiarem a Guiné-Bissau na construção do desenvolvimento socioeconómico.

Os programas virados às camadas mais vulneráveis, às crianças, às mulheres e jovens vão continuar, mas é uma questão que sempre vem ao de cima: é preciso que haja um ambiente apaziguado e de alguma estabilidade política, de entendimento e de cordialidade entre os guineenses para se poder acolher todos esses apoios da comunidade internacional e das instituições financeiras.”

A PBC cita os danos provocados aos sectores da saúde e educação. O grupo de países destaca os esforços das partes internacionais e regionais envolvidas para ajudar os partidos guineenses a pôr termo ao impasse político.

A PBC declarou que está profundamente empenhada em apoiar a implementação bem-sucedida do acordo de Conacri “para garantir que todos os guineenses desfrutem dos frutos da estabilidade e do desenvolvimento”.

O pedido às autoridades de Bissau e aos principais actores políticos é que se envolvam num “diálogo construtivo e inclusivo” para que os consensos alcançados com a mediação de países da região sejam rapidamente executados.

O Presidente da República, José Mário Vaz, demitiu em Agosto de 2015 o Governo inclusivo liderado por Domingos Simões Pereira, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), eleito por maioria em 2014.

Desde então, o Chefe de Estado já deu posse a outros quatro executivos, mas nenhum conseguiu ver aprovado o programa de governo no parlamento.
A CEDEAO mediou um encontro de líderes políticos da Guiné-Bissau, em Outubro, na capital da Guiné Conacri mas o entendimento celebrado na altura para haver um governo estável até final da legislatura (2018) nunca chegou a ser implementado. Jornal de Angola

PRESSA EM PROMULGAR LEI LEVA A ERRO GRAVE NO BOLETIM OFICIAL



ANR - AUTORIDADE NACIONAL DE REGULAÇÃO?

Não. O que existe é a ARN - Autoridade Reguladora Nacional. VERGONHA

CEDEAO TEM DE AGIR, E JÁ!

Na semana passada, o presidente da Comissão da CEDEAO, Marcel de Souza, pediu aos dirigentes políticos da Guiné-Bissau que respeitem o Acordo de Conacry para estabilizar o país e reacendeu a questão sobre os três nomes então falados e no consenso à volta de Augusto Olivais.

"Obtivemos em Conacry uma lista de três nomes para a chefia do Governo e o consenso que conseguimos foi por Augusto Olivais, mas foi Umaro Cissoko que foi nomeado", lembrou Marcel de Souza.


Domingos Simões Pereira, discursando no congresso do PAICV na semana passada em Cabo Verde. FOTO:DR/DC

Domingos Simões Pereira aproveitou para dizer que este reconhecimento público peca pela demora: "O único lamento que tenho é que tenha levado tanto tempo para o presidente da Comissão da CEDEAO tornar público aquilo que todos nós sabíamos desde outubro de 2016".

JOMAV - o facilitador


FONTE: Deutsche Welle

Em entrevista exclusiva à DW, o presidente do PAIGC, Simões Pereira diz que "não é completamente inocente" a nova postura do Presidente da Guiné-Bissau de pretender controlar as pescas. E acusa o Governo de "fechar os olhos à entrada de droga".

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) acusou, na Cidade da Praia, o Presidente José Mário Vaz de estar ligado ao negócio do narcotráfico na Guiné-Bissau. "Não sou eu que estou a dizer, há organizações da sociedade civil que apresentaram elementos sobre isso", disse à DW África Domingos Simões Pereira.



E essas organizações "têm relatórios objectivos a demonstrar na Guiné-Bissau quem é quem e quem é que está ligado a essas práticas menos corretas", argumenta o antigo primeiro-ministro, que esteve na capital cabo-verdiana no último fim de semana para o XV Congresso do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).

"Eu penso que não é completamente inocente esta nova postura do Presidente da República em pretender controlar as pescas", afirmou ainda o presidente do PAIGC, partido vencedor das últimas eleições na Guiné-Bissau, mas arredado do poder.

"É através das pescas e através das unidades marítimas que tentamos fazer o controlo das águas territoriais guineenses em relação ao arquipélago dos Bijagós. Quando um só homem tenta chamar a si toda esta responsabilidade, ele não está a pretender que o povo compreenda o que acontece, ele está a esconder algo do povo", acrescentou.

Em declarações à DW África, Domingos Simões Pereira também acusou o Governo de Umaro Sissoko Embaló de estar a facilitar a entrada de droga no país. "Se telefonar, alguém em Bissau vai dizer-lhe que na placa do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira está estacionado um avião que é utilizado pelo Governo da Guiné-Bissau de forma indiscriminada que não passa pelos circuitos normais de controlo, que ninguém escrutina o que leva e o que recebe", afirma.

Conacri por cumprir

Na semana passada, o presidente da Comissão da Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO), Marcel de Souza, pediu os dirigentes políticos da Guiné-Bissau que respeitem o Acordo de Conacri para estabilizar o país e reacendeu a questão sobre os três nomes então falados e no consenso à volta de Augusto Olivais.

"Obtivemos em Conacri uma lista de três nomes para a chefia do Governo e o consenso que conseguimos foi por Augusto Olivais, mas foi Umaro Cissoko que foi nomeado", lembrou Marcel de Souza.

Domingos Simões Pereira diz que este reconhecimento público peca pela demora: "O único lamento que tenho é que tenha levado tanto tempo para o presidente da Comissão da CEDEAO tornar público aquilo que todos nós sabíamos desde outubro de 2016".

O presidente do PAIGC afirma ainda que o Governo de Umaro Sissoko Embaló está em situação de ilegalidade, por não ter conseguido a discussão e aprovação no Parlamento do seu programa e do Orçamento Geral do Estado. "Ouvi há dia o Presidente a dizer que ele não pode sancionar o Governo, porque é a Assembleia Nacional Popular que não convoca a sessão para se poder aprovar o programa. É mais uma tentativa de forçar a barra jogando contra tudo e todos e um pontapé na nossa Constituição", critica.

Ilhas em troca de cooperação

Segundo Domingos Simões Pereira, José Mário Vaz também quis oferecer ilhas da Guiné-Bissau ao Rei de Marrocos e ao ex-chefe de Estado português Aníbal Cavaco Silva.

"Isto não aconteceu só com o Rei de Marrocos. Quando se começou a falar de uma provável visita do então Presidente de Portugal, Cavaco Silva, foi o primeiro momento em que me abordou, dizendo que se nós oferecêssemos uma ilha ao Presidente Cavaco Silva nós ganhávamos um nível de proximidade e de cooperação", conta.

A crise política na Guiné-Bissau começou em agosto de 2015 quando o Presidente José Mário Vaz demitiu o primeiro-ministro eleito Domingos Simões Pereira. Desde então já houve mais quatro governos, mas nenhum conseguiu a aprovação do Parlamento.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

(R)EVOLUÇÃO!!! - PARA A COMUNIDADE INTERNACIONAL: A vossa passividade e inacção ESTÁ a dar cabo da Guiné-Bissau. Por vossa causa, a Guiné-Bissau voltou a ser inundada com drogas e mortes. Está claro que a culpa é toda nossa, mas, porra!, ou estão cá para ajudar ou podem perfeitamente sair a tempo...E SE COMEÇÁSSEMOS A RAPTAR ESTES FILHOS DA PUTA DA COMUNIDADE INTERNACIONAL a atingir-lhes onde dói mais? Fartos de vocês, que só estão cá para encher o bandulho e preparar a reforma...Este país é de TODOS NÓS. Que cada um faça a sua parte...AAS

CRIME NO PAÍS DA ANARQUIA


Nascem torres em Bissau!!! Esta imagem diz tudo sobre a anarquia que se vive na Guiné-Bissau de há dois anos a esta parte. Como é possível que se permita a quem quer que seja a 'plantação' de postes de telecomunicações...na estrada??? E mesmo nas barbas do palácio???



Quem foi o filho da puta que permitiu que isto acontecesse? E a troco do quê mesmo?? Mas vocês piraram de vez? Ocupar quase dois metros de uma ESTRADA - e, oh diabos!, logo numa esquina?! - para plantar um poste de 10/20 metros de altura - colado à embaixada da África do Sul?

Quem manda na CM Bissau? Este poste tem de sair dali a BEM ou a MAL. A própria Justiça tem de tratar deste descaso. AAS

sábado, 18 de fevereiro de 2017

NUMA ANARQUIA NÃO SE CUMPRE ORDENS

Uma ordem presidencial para parar a construção de uma central termoelétrica numa zona protegida da Guiné-Bissau não está a ser cumprida, disseram à Lusa organizações de defesa do ambiente.

Alfredo da Silva, director do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas Protegidas (IBAP) e Miguel de Barros, secretário-executivo da associação Tiniguena, referiram que a ordem de José Mário Vaz foi dada há uma semana, mas ainda não foi cumprida.

De acordo Alfredo da Silva, o chefe do Estado guineense mandou para o Parque Natural das Lagoas de Cufada, no sul do país, uma delegação multidisciplinar para proceder ao levantamento do projecto, “mas a população, instrumentalizada”, não o permitiu.

A comissão tinha como missão constatar o que já foi feito em termos da construção e propor uma solução para uma eventual mudança do projecto, para outro local, fora do parque das Lagoas de Cufada.

Considerada pelos ambientalistas a maior reserva de água doce da Guiné-Bissau, local de repouso de aves e zona estratégica de pesca, principal meio de subsistência da população do sul do país, o parque abrange uma área em redor das lagoas protegida por lei.

O 'governo' autorizou que uma empresa indiana construa no local uma central termoeléctrica que irá abastecer o sul da Guiné-Bissau com geradores alimentados a gasóleo, facto criticado pelos ambientalistas.

O projecto da construção da central está orçado em 18,7 milhões de euros e os ambientalistas acreditam que nem foram realizados 10% da obra projectada, pelo que defendem que é possível parar e mudar do local a futura central.

O director do IBAP, que denunciou ameaças da população em destruir as viaturas em que os técnicos se faziam transportar e ainda espancá-los, adiantou que os populares de Buba foram instrumentalizados “por alguém” e agora acreditam que os ambientalistas não querem que a central seja construída no local.

A população foi levada a acreditar que nós queremos que a central seja agora instalada na região de Bafatá, no leste, em detrimento da população da zona sul, o que é falso”, enfatizou Miguel de Barros, que não só não compreende o posicionamento da população como o facto de a ordem do chefe de Estado ter sido ignorada.

Os ambientalistas aplaudem a intenção do Presidente guineense em querer que se parem com as obras da construção da central, mas afirmam ser preciso “fazer mais”, caso contrário, admitem avançar para os tribunais nacionais e internacionais pedindo a responsabilização do Estado e dos autores do projeto. Lusa

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Espaço de Concertação Política dos Partidos Democráticos


Comunicado de Imprensa

O Espaço de Concertação segue com satisfação e esperança as conclusões saídas das reuniões do Conselho de Paz e Segurança da União Africana que teve lugar em Addis Abeba, do Conselho de Segurança ocorrida na Sede das Nações Unidas em Nova York, e pelas várias declarações de muitos responsáveis de organismos da Comunidade Internacional, particularmente as do Presidente da Comissão da CEDEAO em visita de trabalho a Cabo Verde.

Estes factos não deixam qualquer margem para dúvidas quanto às suas interpretações, convergindo todos eles no sentido de que a crise política que afeta a Guiné-Bissau só poderá ser ultrapassada com a implementação integral do Acordo de Conakry por todos, realçado como a única via para a saída da crise, que paralisa o país e agrava as condições de vida da nossa população.

Mesmo com esta constatação objetiva de toda a Comunidade Internacional o Senhor Presidente da República dá sinais de querer continuar a desafiar tudo e todos, numa deriva perigosa que pode conduzir o nosso país a uma situação que pode voltar a comprometer a paz e a estabilidade.

O Espaço de Concertação, reunido para analisar a evolução da crise guineense à luz das conclusões chegadas pelas principais instâncias continental e internacional, convida o Senhor José Mário Vaz a demitir o Governo por ele criado e a proceder à imediata nomeação do Senhor Augusto Olivais, enquanto nome consensual retido dentre as propostas levadas à capital da República irmã da Guiné, pelo Presidente da República, como condição para se iniciar a implementação dos restantes pontos englobados no Acordo de Conakry.

O Espaço de Concertação lembra ao Presidente da República de que ninguém está acima da lei e do quadro constitucional, e que deve respeitar o povo guineense, que tem o direito a ser governado pela força da lei, e não pela lei da força.

Para o Espaço de Concertação a persistente e incompreensível teimosia do Presidente da República em remar contra a maré, funcionando à margem da Constituição e demais leis da República, com a agravante de não respeitar os resultados das suas iniciativas diplomáticas junto à CEDEAO na Cimeira da Organização ocorrida em Dakar e na sequência da qual os Chefes de Estado e de Governo convidaram o Professor Alpha Condé a assumir o papel de mediador e cuja ação vieram redundar nos Acordos de Bissau e Conakry, podem vir a catapultar o país na senda da instabilidade e no surgimento de situações imprevisíveis que poderão comprometer irremediavelmente o processo democrático nacional e fazer ruir o Estado de Direito Democrático na Guiné-Bissau.

O Espaço de Concertação aproveita para renovar o seu reconhecimento público a toda a Comunidade Internacional e expressa o seu profundo reconhecimento ao Senhor Presidente da República da Guiné e Mediador para a Crise Política Guineense, Professor Alpha Condé, pelo seu papel e posicionamento, uma vez mais comprovado com a solução política encontrada para a Gâmbia, que lhe outorgam o estatuto de grande estratego político e genuíno conhecedor dos problemas internacionais, particularmente dos africanos.

O Espaço de Concertação apela aos guineenses a se mobilizarem para seguir com atenção os próximos passos e impedir mais uma deriva pré-anunciada pelo Senhor Presidente da República, no sentido da escolha de mais um dos seus servidores pessoais, ao cargo de Primeiro-ministro, voltando a querer beneficiar dos sessenta dias de tolerância e assim ganhar mais tempo enquanto o país se afunda na incerteza e no risco de derrapagem.

O país está a cerca de um ano das próximas eleições legislativas, e é um imperativo que se avance para a implementação do acordo de Conacri e a formação de um governo em condições de iniciar a preparação desse importante pleito democrático.

Viva a Democracia, a paz e a estabilidade,
Viva o Espaço de Concertação Política dos Partidos Democráticos

Bissau, 17 de fevereiro de 2017

HUM: 'NANDO' VAZ (o tutor dos sírios que foram embarcados à força num voo da TAP para Lisboa...) foi a Portugal para trazer TURISTAS (com o 'parceiro' Euroatlantic que fartou de acusar de pagar subornos a governantes LEGAIS) para o Carnaval. COM O PAÍS BLOQUEADO E PRESTES A PEGAR FOGO, QUEM É O MALUCO QUE VIRÁ AQUI PARA O CARNAVAL??? Nem mascarado de 'Nando Vaz', pá...TURISTAS, QUEREM UM CONSELHO? VÃO PARA O SENEGAL, VÃO PARA A GÂMBIA, MENOS PARA A GUINÉ-BISSAU...Estamos quase a resolver isto, a bem da Nação, e correr com a canalha! AAS

Com o carnaval a começar já para a semana, o 'Nando' Vaz foi mas é esbanjar mais uns bons milhares de euros à nossa custa, de nós que somos estúpidos.

(R)EVOLUÇÃO!!! - PARA A COMUNIDADE INTERNACIONAL: A vossa passividade e inacção ESTÁ a dar cabo da Guiné-Bissau. Por vossa causa, a Guiné-Bissau voltou a ser inundada com drogas e mortes. Está claro que a culpa é toda nossa, mas, porra!, ou estão cá para ajudar ou podem perfeitamente sair a tempo...E SE COMEÇÁSSEMOS A RAPTAR ESTES FILHOS DA PUTA DA COMUNIDADE INTERNACIONAL a atingir-lhes onde dói mais? Fartos de vocês, que só estão cá para encher o bandulho e preparar a reforma...Este país é de TODOS NÓS. Que cada um faça a sua parte...AAS

BOTCHE CANDÉ: Folhas de zinco são como açúcar...

O Sindicato dos Funcionários Aduaneiros acusou hoje o 'ministro' de Estado do Interior, Botche Candé, através da sua empresa, de ter fugido ao fisco e declarar falsamente as mercadorias.

O Sindicato afirma que a Empresa de Botche Candé tem uma dívida orçada em mais de 100 milhões de Fcfa para com as Alfândegas. Mais: a referida empresa declarou folhas de zinco como sendo um produto de primeira necessidade. O sindicato pediu ainda ao 'ministro' para se preocupar com o seu ministério e não com o das Finanças. AAS

DROGA: Traficantes podem apoderar-se do arquipélago dos Bijagós

O Director do Gabinete Central Nacional da Interpol, Martinho Camará, alertou que os narcotraficantes podem apoderar-se de uma das ilhas de arquipélagos da região de Bolama/Bijagós, no sul da Guiné-Bissau. “Estamos face a um risco iminente de narcotraficantes aproveitarem-se de algumas das ilhas de Bijagós para fazerem um laboratório de drogas. Quando é assim, é um perigo para o país assim como para o mundo”, disse.

Em exclusivo para a e-Global, Martinho Camará disse ainda que agora a Guiné-Bissau não é considerada como um país de trânsito, produtor ou consumidor de droga, mas sublinha que com o tempo o país poderá vir a ser considerado como consumidor de drogas, com especial destaque para o Crack.

Para fazer face a esta realidade, Camará lembrou que a Guiné-Bissau detém muitas ilhas e que devido às limitações das autoridades, tornou-se complexo controlar certas localidades na região de Bolama/Bijagós.

Por outro lado, o Director do Gabinete Central Nacional da Interpol refere que a sua organização tem suspeitado que muitas viaturas de alta gama que circular no país, sejam de origem duvidosa. “Temos suspeitas sobre estas viaturas de alta gama que circulam na Guiné-Bissau, que podemos dizer que são de origem de duvidosa” sobre as quais a Interpol tem uma atenção particular, disse Camará.

Para travar a situação já identificada, Martinho Camará solicitou uma operação conjunta entre a Interpol e o Comando Geral da Guarda Nacional, e adiantou que operações da mesma natureza resultou na apreensão de várias viaturas roubadas em países da sub-região, nomeadamente Senegal, Mali e Costa de Marfim, as quais foram devolvidas aos seus proprietários.

Sobre o Workshop que abordou a questão da rota de cocaína, que teve lugar de 14 a 16 de fevereiro em Bissau, Camará apelou aos participantes no encontro de porem em prática os conhecimentos adquiridos no encontro de três dias, que juntou na capital guineense participantes de Cabo Verde, Senegal, Nigéria, Gana, Peru, Bolívia e Colômbia.

Como balanço, o responsável da Interpol na Guiné-Bissau, considerou positivo o encontro, citando como exemplo a experiência apresentada pelos formadores que explicaram os processos desde a fase de plantação dos diferentes tipos de drogas, a sua colheita e comercialização a partir do país de origem até ao país de destino, assim como os trânsitos no país de consumo final. E-global

EXCLUSIVO DC - ESCÂNDALO: FFGB em maus lençóis



Uma fonte do Ecobank adiantou ao DC que EXISTE FORTE PRESSÃO por parte da Procuradoria Geral da República para o desbloqueamento da conta, e acusa os valores em causa, não contando para este efeito o dinheiro transferido pela FIFA - falamos apenas da CAN:

- 320 milhões de Fcfa (participação na CAN);

- 75 milhões Fcfa (prémio de jogo na partida com a Zâmbia);

- 75 milhões de Fcfa (prémio de jogo na partida com o Quénia);

- 50 milhões de Fcfa (torneio da UEMOA);

- 100 milhões de Fcfa (patrocínio da Orange)

Na referida conta agora bloqueada por ordem do tribunal, restam pouco mais de 100 milhões de Fcfa. A CAN pagou inclusivamente o aluguer do avião que se disse ser "uma atenção de amigos"...Nô Pintcha. O JOMAV, que quer tanto acabar com a corrupção - pela primeira vez estou de acordo com ele - tem agora alguém bem próximo... Para bom entendedor!!! AAS

JOMAV QUER, JOMAV TEM

O presidente da República, José Mário Vaz, chamou ontem técnicos da FISCAP ao palácio, sem sequer avisar o ministro das Pescas. Motivo? O presidente das nossas florestas, mares, recursos naturais e afins QUER que seja instalado, no seu computador, o sistema VMS - Vessel Monitoring System, termo usado para descrever sistemas usados na pesca comercial...JOMAV quer controlar tudo! Ma nô na sukutau...AAS

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

NOTÍCIA DC: CONTA BANCÁRIA DA FFGB BLOQUEADA


Uma conta da Federação de Futebol da Guiné-Bissau no Ecobank foi bloqueada pela Justiça, apurou o DC. Aliás, esta semana, a juíza mandou chamar para audição um tal de Adi, que é motorista do marido da secretária-geral da FFGB - a Virgínia.

Adi, segundo uma fonte do DC, será um dos suspeitos de vários levantamentos avultados a mando da FFGB - um testa de ferro, portanto. Contudo, assim que começou a audição, contou uma fonte ao DC, um telefonema cancelou tudo. AAS

Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados: 23 de Fevereiro, marcha popular

ALERTAS & PEDIDOS



FONTE: Africa Monitor. Saiba tudo em primeira mão AQUI

PALESTRA ÁFRICA MONITOR:

ONU e África pedem o "fim da teimosia"


O mais recente relatório do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, sobre a Guiné-Bissau, apresentado na terça-feira ao Conselho de Segurança, sublinha o efeito da crise política na estabilidade e desenvolvimento do país e apela aos políticos a “afastarem-se da teimosia nas posições, que serve para perpetuar as divisões” e “colocarem os interesses do povo acima dos outros”.

Apresentado por Modibo Touré, enviado especial do Secretário-Geral da ONU para a Guiné-Bissau, o documento pede “um diálogo genuíno que encontre com urgência uma conclusão consensual para a crise”, porque a ausência de uma solução sustentável “prejudica os esforços do país para enfrentar desafios para a paz, a segurança, o desenvolvimento e os direitos humanos”.

O relatório considera a crise “um obstáculo para o avanço de uma agenda viável de consolidação da paz no país lusófono” e realça que o Governo da Guiné-Bissau beneficiou de “apoio inabalável e da boa vontade dos seus parceiros regionais e internacionais”.

A ONU chama a atenção para a “instauração progressiva de um clima de desconfiança entre os actores políticos” guineenses, “agravado por ataques verbais e acusações mutuais de diversas ordens”, e que quatro meses depois da assinatura do Acordo de Conacri, o impasse perdura e o seu espírito de colaboração “foi substituído por uma lógica de dissensão e polarização”.

Fruto da crise institucional, propõe uma abordagem mais sustentável e bem coordenada e recomenda à missão das Nações Unidas para “rever a sua abordagem e desenhar uma nova estratégia em linha com as exigências actuais”.

Com a contínua ausência de um Governo em pleno funcionamento, as Nações Unidas e as instituições financeiras internacionais devem continuar a colaborar para mitigar riscos e reduzir vulnerabilidades sócio-económicas”, é proposto no documento.

Qualquer avanço no diálogo político será de curta duração “se as causas estruturais de instabilidade não forem resolvidas”, conclui o relatório, que recomenda que o mandato da UNIOGBIS seja prolongado por mais um ano e focado nas próximas eleições. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar o alargamento do prazo até a próxima semana.

União Africana

Num comunicado divulgado no mesmo dia, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana pediu ao Presidente guineense, José Mário Vaz, para respeitar o Acordo de Conacri. “O Conselho apela ao Presidente José Mário Vaz para se certificar que as condições do acordo sejam cumpridas e aos demais intervenientes para tomarem todas as medidas necessárias para a sua implementação”, lê-se no documento.

O Conselho de Paz e Segurança da UA destaca o distanciamento dos militares guineenses, que se têm mantido à margem das tensões políticas, como o único aspecto positivo, recomenda que uma missão ministerial a nomear pela CEDEAO se desloque a Bissau o quanto antes para tentar resolver a crise política e considera “fundamental” que se mantenha no país a força policial e militar de estabilização da CEDEAO, cuja saída está prevista para 30 de Junho.

O documento é divulgado um dia depois de a União Africana concluir num debate sobre a Guiné-Bissau realizado na capital etíope, Addis Abeba, sede da organização continental, que a situação política neste país “é preocupante”.

PAIGC e Governo

Numa entrevista em Nova Iorque à margem da reunião do Conselho de Segurança, o líder do PAIGC, partido político com maioria absoluta no Parlamento, mas impedido de governar pelo Chefe de Estado guineense, reconheceu o esforço da CEDEAO para manter a Guiné- Bissau estabilizada, com a presença do seu contingente da ECOMIB, mas referiu que esperava mais da organização no que concerne ao impasse político.

Toda a comunidade internacional devia pressionar mais o Presidente José Mário Vaz para cumprir com os compromissos internacionais e acabar com a crise política”, afirmou.

O líder do PAIGC acrescentou que o Governo de Umaro Sissoco Embalo “é ilegal e está completamente fora da lei” porque, passados 60 dias sem que o seu programa de acção seja aprovado pelo Parlamento, de acordo com a Constituição guineense, o Executivo “deixa de ter condições para continuar”.

Mesmo além do prazo de 60 dias, Domingos Simões Pereira considera que “se se respeitar as normas” o actual Governo “nunca existiu”, por não ter sido criado no âmbito do Acordo de Conacri, instrumento proposto como fórmula para acabar com o impasse político no país.

O Presidente da República, com a sua insistência em nomear um primeiro-ministro que não respeita nem a Constituição, nem o Acordo de Conacri, coloca-se fora da lei e perigosamente põe em causa o Estado de direito democrático na Guiné-Bissau”, concluiu.

Para o conselheiro político do primeiro-ministro guineense, Soares Sambú, independentemente da atitude de bloqueio persistente da Comissão Permanente da Assembleia Nacional, órgão onde o PAIGC tem a maioria, “há ainda espaço para o diálogo”.

Mas eventuais conversações, defende, devem ocorrer “em respeito às diferentes interpretações do Acordo de Conacri para que o programa do Governo seja aprovado”.

Assinado em Outubro do ano passado pela Presidência da República, Parlamento e todas as forças políticas que o integram, o Acordo de Conacri prevê a nomeação de um Governo de consenso e a resolução da crise interna no PAIGC, partido que venceu as eleições legislativas de 2014 com maioria absoluta, mas não governa, porque o Chefe de Estado - apoiado pelo PAIGC nas presidenciais realizadas no mesmo ano - não o permite. Jornal de Angola

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

MCCI: 23 Fevereiro, marcha popular

Quando defendemos eleições em 2016 alguns achavam que éramos malucos. Para essas pessoas, até agora não é tempo para a dissolução da ANP? Indo ainda mais longe, estamos a um ano das eleições legislativas ordinárias e para essas pessoas vamos adiar as mesmas para 2050?

Temos que ser objetivos nas nossas abordagens. Isto não tem nada a ver com gostar de um ou outro, tem a ver com os factos, com visão e com honestidade intelectual. Ou ainda não estamos na crise?

Modéstia à parte, mas já em 2015 afirmamos que o problema do Jomav é a concentração do poder. Ele quer governar diretamente, contrarias as suas prorrogativas constitucionais. (As Armas de Cacheu), facto que só hoje alguns estão a constatar.

Por que é que os guineenses teimam em infernizar esta pátria?

Por que teimamos em assassinar a “intelectualidade”. Abriu-se uma guerra ferrenha contra a competência e o saber fazer. Isto é visível mesmo nas redes sociais.

Para nós, conscientes e inconformados, esta história tem que chegar ao fim. Basta de infantilidade na política – Jomav Rua.

Dia 23 está convocada uma marcha contra a tirania do senhor Jomav. Vamos sair à rua e demonstrar ao mesmo que o poder pertence ao povo. Estamos farto da instabilidade. Estamos farto da miséria. Estamos farto do atraso, da ignorância, da bajulação e da tirania infantil.

Não abrirei mão do meu direito à liberdade, porque não dei ao Jomav e a sua cúpula o direito de continuar a violar o meu direito e o futuro dos meus descendentes.

Abraçamos a democracia a mais de 20 anos e, não é hoje que vamos abrir a mão dela.

BIM DJUNTA CU NOS, PABIA POVO I KA LIXO

NOTÍCIA DC/INCIDENTE EM NOVA IORQUE: Domenico Sanca foi agredido há 10 dias atrás, por um sem abrigo num bairro de Nova Iorque. AAS

ADIVINHA, ADIVINHA: Quem é o membro do actual 'governo' que está de viagem e acabou esfaqueado? Hum...AAS

UNIOGBIS - Nota à Imprensa


Após consultas no Conselho de segurança da ONU sobre Guiné-Bissau e UNIOGBIS

14 de fevereiro de 2017

Os membros do Conselho manifestaram a sua profunda preocupação com o impasse político na Guiné-Bissau e instaram as partes interessadas nacionais a implementarem o acordo de Conakry sobre a implementação do roteiro da CEDEAO para resolver a crise política na Guiné-Bissau,

Os membros do Conselho de Segurança salientaram a necessidade urgente de assegurar um diálogo inclusivo entre os principais actores nacionais para assegurar o funcionamento eficaz do Governo e congratularam-se com a não ingerência constante das forças de segurança.

Os membros do Conselho de Segurança exortaram todas as partes a absterem-se de retórica inflamatória e a tomarem as medidas adequadas para refrear a situação.

Os membros do Conselho de Segurança convidaram todas as partes a cooperar para assegurar o funcionamento adequado da Assembleia Nacional Popular para aprovar reformas importantes.

Os membros do Conselho de Segurança instaram as autoridades nacionais a agilizar a revisão da Constituição da Guiné-Bissau.

Os membros do Conselho de Segurança felicitaram o compromisso da CEDEAO, em particular a Missão de Segurança da CEDEAO na Guiné-Bissau (ECOMIB) no reforço da estabilidade na Guiné-Bissau. Incentivaram a CEDEAO a manter a presença do ECOMIB para além de Junho de 2017 e encorajaram os parceiros internacionais a considerar a possibilidade de estenderem o seu apoio nesse sentido.

Os membros do Conselho de Segurança congratularam-se com a iniciativa de enviar a missão de mediação da CEDEAO a Bissau.

Os membros do Conselho de Segurança instaram os doadores a envolverem-se e apoiarem um diálogo nacional inclusivo e sublinharam a necessidade de haver um Governo funcional na Guiné-Bissau para trabalhar para restaurar a confiança dos parceiros de desenvolvimento, resolvendo o impasse político.

Os membros do Conselho de Segurança expressaram preocupação com os desafios colocados pela criminalidade organizada transaccional e outras ameaças emergentes, incluindo o tráfico de drogas, no país.

Os membros do Conselho de Segurança manifestaram o seu apoio ao Representante Especial Touré e pediram-lhe que continuasse a trabalhar em estreita colaboração com todas as partes interessadas para a resolução da crise política na Guiné-Bissau.

Eles também expressaram seu apoio à recomendação do SG da ONU de estender o mandato do UNIOGBIS por mais um ano.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

ONU: "Nomeação de um primeiro-ministro não consensual são motivos de grande preocupação para o desenvolvimento de uma agenda da paz”


O representante do secretário-geral da ONU para a Guiné-Bissau chamou esta terça-feira a atenção para a “instauração progressiva de um clima de desconfiança entre os atores políticos” guineenses, “agravado por ataques verbais e acusações mutuais de diversas ordens”.

Assistimos, de facto, à instauração progressiva de um clima de desconfiança entre os atores políticos, agravado por ataques verbais e acusações mutuais de diversas ordens”, disse o representante especial do secretário-geral e líder do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), Modibo Ibrahim Touré.

O Conselho de Segurança da ONU debateu, à porta fechada, a atual situação na Guiné-Bissau e deve renovar a sua missão de consolidação da paz no país no dia 23 de fevereiro. Durante a sua intervenção, Modibo Ibrahim Touré, descreveu os mais recentes desenvolvimentos no país.

Touré disse que “quatro meses depois [da assinatura do Acordo de Conacri], dia após dia, o impasse perdura” e que o espírito de colaboração do documento “foi substituído por uma lógica de dissensão e polarização”.

O acordo entre dirigentes políticos da Guiné-Bissau assinado em outubro na Guiné-Conacri previa a nomeação de um governo de consenso e a resolução da crise interna no PAIGC, partido que venceu as eleições de 2014, mas não foi cumprido.

Touré, que apresentava as conclusões de um relatório do secretário-geral, defendeu que “em resultado da deterioração da crise institucional uma abordagem mais sustentável e bem coordenada será necessária daqui em diante” e que a missão da ONU está a “rever a sua abordagem e desenhar uma nova estratégia em linha com as exigências atuais.”

Com a continua ausência de um governo em pleno funcionamento, a ONU e as instituições financeiras internacionais devem continuar a colaborar para mitigar riscos e reduzir vulnerabilidades sócio-económicas”, explicou.

Touré disse ainda que “qualquer avanço no dialogo político será de curta duração se as causas estruturais de instabilidade não forem resolvidas”, dando o exemplo de reformas da lei eleitoral, que devem estar prontas antes das eleições legislativas de 2018, e reformas no setor de segurança, justiça, direitos humanos e economia.

'(Sissoco) não foi o nome de consenso'...

Por seu lado, o embaixador da Libéria junto da ONU, Lewis G. Brown, falou em nome da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que reafirmou o seu compromisso para com o país, mas disse que a não aplicação do Acordo de Conacri e a nomeação de um primeiro-ministro “não consensual” são “motivos de grande preocupação para o desenvolvimento de uma agenda da paz”.

O desafio que o governo (guineense) agora enfrenta é ter um plano de desenvolvimento aprovado pelo Parlamento, o que, se falhar, significa que o recém-nomeado primeiro-ministro terá de se demitir”, defendeu o representante da CEDEAO. (O prazo entretanto terminou)

O relatório apresentando no encontro diz que o mandato da UNIOGBIS deve ser prolongado por mais um ano e focar-se nas próximas eleições. O Conselho de Segurança deve votar esse prolongamento na quinta-feira da próxima semana.

Apesar do aplauso generalizado da comunidade internacional para o processo eleitoral de 2014, a Guiné-Bissau entrou novamente numa crise política sem solução à vista depois de o Presidente da República, José Mário Vaz, ter demitido o primeiro-ministro eleito, Domingos Simões Pereira em agosto de 2015. Lusa

Nem sabem armar uma cilada...

Armas supostamente encontradas num carro que nem é do Armando Correia Dias...