sexta-feira, 30 de junho de 2017

FECHO RTP/RDP: Luta ka na maina

FECHO RTP/RDP: Segundo o 'ministro' da Comunicação a Agência Lusa não está no pacote da expulsão...AAS

Afinal o 'ministro' ficou com azia por ter escrito várias cartas sem qualquer resposta. E que, em Lisboa, pediu audiência e o seu 'homólogo' recebeu-o três dias depois. Pois é, isso é para verem que NÃO SÃO RECONHECIDOS nem por Portugal e nem pela União Europeia. AAS

FECHO RTP/LUSA: Direcção de Informação da Agência LUSA fala em decisão "atentatória da liberdade de informação"



NOTA: O Protocolo Adicional ao Acordo de Cooperação de 31 de Outubro de 1997, rubricado pelos Governos português e guineense, prevê a sua renovação automática e sucessiva por igual período de 5 anos, caso nenhuma das partes o denuncie com aviso prévio, no mínimo de um ano.

FECHO RTP/LUSA: Para Nuno Nabian será o "fim do regime"

O antigo candidato às presidenciais da Guiné-Bissau Nuno Nabian considerou hoje que o anúncio do fecho das emissões da RTP e RDP-Africa significa "o fim do regime" em vigor no país.

O líder da Assembleia do Povo Unido - Partido Social Democrata da Guiné-Bissau (APU-PDGB) comentava desta forma a intenção de o Governo guineense suspender a partir de dia 30 as emissões e as atividades da RTP e RDP-África na Guiné-Bissau.

A medida é a resposta do governo guineense a uma alegada ausência de resposta por parte das autoridades de Lisboa aos apelos de Bissau para a renegociação do contrato de instalação daqueles canais portugueses na Guiné-Bissau.

Nuno Nabian afirmou que nada justifica o corte das emissões dos dois órgãos públicos portugueses na Guiné-Bissau. "Mas, como disse alguém, fechar esses canais de informação é o fim deste regime", notou o líder da APU-PDGB, acrescentando ainda que "com o aproximar do fim perde-se a noção da realidade dos factos".

Enquanto antigo estudante nos Estados Unidos da América, Nuno Nabian lembrou que era através da RTP-África que recebia as informações sobre a Guiné-Bissau, o que disse, também acontece "com muitos guineenses na diáspora".

O dirigente partidário guineense só vê uma explicação para o fecho das emissões dos dois órgãos portugueses: "A verdade (transmitida pela RTP e RDP Africa) não tem caído bem aos poderes atuais" na Guiné-Bissau, sublinhou.

FECHO RTP/LUSA: É uma forma de "silenciar a população guineense"

O presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento da Guiné-Bissau lamentou a suspensão das atividades da agência Lusa, RTP e RDP no país, considerando ser uma forma de silenciar a população guineense.

A Guiné-Bissau tem vivido uma situação de crise institucional desde as últimas eleições, com um afastamento entre o partido vencedor das legislativas e o Presidente da República, também eleito.

As organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau lamentam profundamente esta triste notícia para nós”, afirmou Jorge Gomes à agência Lusa, referindo que se o movimento tivesse conhecimento antecipadamente teria tomado a decisão de abordar o primeiro-ministro no sentido de “arranjar uma outra solução”. Para Jorge Gomes, a decisão “é uma forma de silenciar a população guineense que tem tido contacto com os conterrâneos em Portugal diariamente”.

"Infelizmente, quando tivemos conhecimento da notícia, não conseguimos falar com o senhor primeiro-ministro e dizem que o prazo termina hoje à meia-noite [mais uma hora em Lisboa]”, referiu o responsável.

O ministro da Comunicação Social guineense anunciou esta sexta-feira a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

Questionado sobre se esta decisão atenta contra a liberdade de imprensa na Guiné-Bissau, o responsável respondeu: “Precisamente, é o que se está a constatar”.

É a forma de silenciar os guineenses, mas vamos tentar falar com o sr. primeiro ministro na segunda-feira a ver se a situação se resolve de uma outra forma”, reafirmou.

A Guiné-Bissau tem vivido uma situação de crise institucional desde as últimas eleições, com um afastamento entre o partido vencedor das legislativas e o Presidente da República, também eleito.

O atual governo não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e este impasse político tem levado vários países, entre os quais Portugal, e instituições internacionais a apelarem a um consenso. Lusa

FECHO RTP/LUSA: Governo português chamou o embaixador da Guiné-Bissau ao palácio das Necessidades para protestar e pedir explicações sobre o corte do sinal. AAS

FECHO RTP/LUSA - Testemunho de um ex-delegado da Lusa em Bissau

FECHO RTP/LUSA


Waldir Araújo é guineense e jornalista

FECHO RTP/LUSA: LGDH condena "sem reservas"

COMUNICADO À IMPRENSA

A Liga Guineense dos Direitos Humanos regista com estupefação a insensata decisão do Ministro da Comunicação Social de suspender as emissões locais da RTP, RDP e Agencia Lusa na Guiné-Bissau, invocando como fundamento, a caducidade do Protocolo Adicional ao Acordo de Cooperação no Domínio de Comunicação Social entre a Guiné-Bissau e Portugal.

Esta decisão, independentemente das razões jurídicas e políticas subjacentes, peca por ter sido tomada sem recurso suficiente ao diálogo e às negociações, tidos como mecanismos privilegiados para a resolução dos litígios emergentes dos acordos de cooperação internacional.

Por outro lado, o fundamento de caducidade aduzido pelo Governo não é totalmente líquido na medida em que o Protocolo Adicional ao Acordo de Cooperação de 31 de Outubro de 1997, rubricado pelos Governos português e guineense, prevê a sua renovação automática e sucessiva por igual período de 5 anos, caso nenhuma das partes o denuncie com aviso prévio, no mínimo de um ano.

A RTP, RDP África e Agencia Lusa na Guiné-Bissau, à semelhança dos demais órgãos de comunicação social do país, são símbolos da liberdade e do pluralismo de pensamentos e têm dado uma forte contribuição para a afirmação do Estado de Direito e a consolidação da Democracia no país.

Com efeito, a decisão de suspender as emissões desses órgãos de comunicação social representa uma afronta à liberdade de imprensa e de expressão e, consequentemente, abala fortemente os esforços em curso para restaurar a confiança no Estado guineense.

Face ao acima exposto, a Direcção Nacional da LGDH delibera os seguintes:

Condenar sem reservas a decisão do Ministro da Comunicação Social que em nada tutela o interesse publico subjacente a consagração constitucional da liberdade de imprensa.

Exortar o Governo no sentido de reconsiderar a sua posição em nome da defesa dos superiores interesses nacionais, assim como da preservação dos laços históricos e de amizade existentes entre a Guiné-Bissau e Portugal;

Manifestar a sua total determinação na defesa de uma imprensa livre, plural, abrangente, imparcial e independente.

Apela às partes no sentido de privilegiarem o diálogo como único meio para a resolução deste diferendo que em nada contribui para a salvaguarda dos laços históricos e culturais que unem os dois povos, bem como dos interesses que presidem à cooperação entre a Guiné-Bissau e Portugal no domínio de comunicação social.

Pela paz, justiça e direitos humanos.

Feito em Bissau, aos 30 dias do mês de Junho 2017

A Direcção Nacional

FECHO RTP/LUSA: Tony Tcheka: Silenciamento da RTP e Lusa na Guiné-Bissau “é uma atitude de desespero”

Apesar da alegada caducidade do contrato, para o comentador político, jornalista e vice-presidente da Associação de Escritores da Guiné-Bissau (AEGB), Tony Tcheka, "não há razões válidas" para que a situação não seja tratada no quadro de uma cooperação bilateral "histórica", de forma apropriada.

Tony Tcheka explicou, em declarações à Lusa, que “o que está a acontecer com a RTP, RDP e Lusa enquadra-se num processo de subversão da ordem estabelecida. O Governo constitucional e eleito de Carlos Gomes Júnior foi derrubado com a força das armas, com a participação de muitos civis que, hoje, aparecem novamente ou no poder ou na periferia desse poder”, referindo-se ao golpe de Estado decorrido em abril de 2012.

Há uma tentativa de silenciamento dos ‘media’ guineenses, há uma ordem praticamente dada pelo chefe de Estado (José Mário Vaz) para que os jornalistas guineenses enveredem pela autocensura e o que está a acontecer com a RTP, RDP e Lusa é exatamente a outra face da mesma moeda, que visa silenciar vozes contrárias e críticas e, sobretudo, não permitir que a verdade seja tratada com idoneidade, ética e deontologia”, prosseguiu o vice-presidente.

José Mário Vaz havia solicitado à imprensa, no passado dia 26, que contribuíssem para a construção do país, sem menosprezar a Guiné-Bissau: “A partir de agora, peço aos jornalistas para passarmos só boas mensagens da Guiné-Bissau. Ajudarmos a Guiné-Bissau”.

Portugal, prestou um “grande apoio ao serviço público”, relembrou à Lusa Tony Tcheka, considerando que estes três meios de comunicação, prestes a serem suspensos, constituem um “exemplo inigualável e imbatível” da história guineense. O comentador político sublinhou ainda não existir “clareza por trás da decisão de usar este pretexto (de caducidade do acordo) para silenciar órgão de comunicação social”.

O jornalista avança que o chefe de Estado “já admite convocar eleições antecipadas”, de forma a “criar condições para que tudo seja feito, não pela força das armas, mas através de ações palacianas, que visam não só enfraquecer a oposição como a própria comunicação social”.

Para ele, trata-se de um “plano maquiavélico que prejudica o país”, ao qual “todas as vozes, independentemente da cor política, devem-se levantar e opor-se a esta tentativa que configura, em última análise, um golpe de Estado palaciano”.

É uma atitude de desespero, mais uma jogada a ver se consegue passar impune pelo temporal que está a assolar a Guiné-Bissau, em que (o Presidente) está a passar pela chuva sem se molhar, apontando sempre o dedo aos outros”, acrescentou.

LIVRO: "A Tributação do Investimento Estrangeiro na Guiné-Bissau"

Lançamento do livro de Gabriel Umabano, que constitui a sua dissertação de mestrado em Direito Fiscal na Faculdade Direito da Universidade de Lisboa em 2013.

O evento terá lugar no Centro Cultural Português de Bissau, no próximo dia 4 de Julho de 2017, pelas 18H30.

O patrocinador da publicação - que é o maior escritório de Advogados em Portugal, a (VdA - Vieira de Almeida), é parceira do escritório em Bissau, a TSK-Legal- Tsidekenu Advogados e jurisconsultos.

FECHO RTP/LUSA - CENSURA DITATORIAL: RTP lamenta "profundamente" o "retrocesso"

A RTP lamentou "profundamente", esta sexta-feira, a decisão da Guiné-Bissau de "impedir os guineenses de acederem às emissões da RTP África e da RDP África", considerando que tal "só pode ser visto como um retrocesso".

O 'ministro' da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou, esta sexta-feira, a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da Agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

"Estas emissões constituem há muito uma janela da Guiné-Bissau para o mundo; são também o lugar de encontro dos povos lusófonos onde, todos os dias, sabemos uns dos outros", adiantou o grupo RTP, em comunicado.

"Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe têm feito destas emissões um espaço de liberdade, de desenvolvimento e de respeito mútuo", prosseguiu, considerando que "com esta decisão os guineenses veem reduzido o seu poder de escolha e o seu acesso a uma informação e programação feita com rigor, isenção e com pluralismo".

Além disso, "os guineenses que vivem fora do seu país terão maior dificuldade em saber o que se passa na sua terra de origem".

Por isso, "diminuir as opções disponíveis de informação, de entretenimento e de cultura só pode ser visto como um retrocesso", considerou a RTP, que recordou que, "ao longo de muitos anos", o grupo estatal "tem mantido com a Guiné-Bissau, num espírito de entreajuda, uma relação de cooperação técnica e de formação, com vantagens mútuas".

Nesse sentido, "procuraremos manter e, se possível, desenvolver essa relação com a Guiné-Bissau, ligada por fortes laços a toda a comunidade lusófona". A RTP "formula votos de que esta decisão possa ser ultrapassada o mais brevemente possível", concluiu.

100 comentários

Um 'ministro' ressabiado e a roçar a incompetente

A decisão do 'ministro' da Comunicação Social (de vendedor de publicidade, em Lisboa, a gatuno de contentor de vinho e 'ministro' na Guiné-Bissau...) é um acto de desespero, de incompetência e subserviência: quem equipou a televisão da Guiné-Bissau - que passou a teatro da Guiné-Bissau?



O 'ministro' é um ressabiado, um incompetente a quem apenas falta um 'i' na testa, gravado a fogo! Mas que a RTP/RDP África e a agência Lusa não se preocupem, não é pela vossa ausência que a Guiné-Bissau deixará de ser vista e ouvida lá fora. A RTP manteve sempre com a Guiné-Bissau, um espírito de entre-ajuda, uma relação de cooperação técnica e de formação, com vantagens mútuas

VAI NASCER UM CANAL de rádio e TV ONLINE para meter esses pedófilos na ordem!!! Para a rua com este 'Governo' de canalhas e de criminosos!!!

O presidente da República e o seu emissário especial, muito dado a fotografias e a visitas a chefes de Estado procurados no mundo, não levarão a melhor. Vão sair dali e vão sair com a força do Povo da Guine-Bissau. AAS

Hotel Ledger foi fechado temporariamente, hoje, por falta de pagamento de impostos. Um funcionário da União Europeia, que vive no hotel, ficou no portão. O hotel reabriria horas depois...AAS

quinta-feira, 29 de junho de 2017

NÃO ESQUECER

Para o porta-disparates, o seu presidente e os restantes ladrões

Guiné-Bissau não cumpre requisitos mínimos nem se esforça para eliminar tráfico de pessoas - EUA

O Governo da Guiné-Bissau não cumpre os requisitos mínimos para eliminar o tráfico de pessoas e também não faz esforços nesse sentido, refere o "Relatório sobre Tráfico de Pessoas 2017" do Departamento de Estado norte-americano.

Segundo o documento, elaborado pelo Gabinete para Monitorizar e Combater o Tráfico de Pessoas, na Guiné-Bissau existem leis contra o tráfico de pessoas, mas não foram utilizadas para o combater.

No caso da Guiné-Bissau, o tráfico de pessoas está associado a crianças que são levadas por falsos mestres do Corão para o Senegal, sendo depois vítimas de trabalhos forçados.

O relatório refere também que meninas guineenses são obrigadas a ir trabalhar como domésticas para o Senegal e a Guiné-Conacri e também são aliciadas por mulheres senegalesas que as levam para a prostituição. O documento refere também exploração sexual nos hotéis das ilhas dos Bijagós.

"As meninas guineenses são exploradas sexualmente em bares, discotecas e hotéis de Bissau", salienta. Segundo o documento, pelo segundo ano consecutivo, as autoridades não reportaram qualquer investigação, acusação ou condenação por tráfico. "Nem nunca nenhum traficante foi acusado", sublinha o documento.

Apesar de a Polícia Judiciária ter formado uma brigada para as Mulheres e Crianças, para investigar crimes relacionados com as mulheres e crianças, os 10 elementos que a compõem têm apenas uma viatura, não têm orçamento para operações de investigação, que acabam por ficar concentradas em Bissau.

O documento recomenda às autoridades da Guiné-Bissau para investigarem e acusarem os crimes relacionados com o tráfico de pessoas, incluindo os falsos mestres do Corão, a aumentar o apoio às organizações não-governamentais que trabalham no terreno a impedir o tráfico de crianças e a criar condições para acolhimento de vítimas de tráfico.

No relatório, a Guiné-Bissau está classificada na categoria 3 para eliminar o tráfico de pessoas, que segundo o Departamento de Estado norte-americano, define os Estados que "não cumprem os requisitos mínimos e que nem sequer estão a fazer esforços nesse sentido".

CORRUPÇÃO: O próprio 'ministro' das Finanças (que sabe que anda a dar pérolas aos porcos) deve ser responsabilizado! A Procuradoria-Geral da República NÃO DEVE fechar os olhos perante mais um gritante caso de gestão danosa e corrupção!!! Estas 'obras' custaram 1 MILHÃO DE DÓLARES e serviram apenas para roubar dinheiro ao Estado. Terraplanagem de estradas em época das chuvas - e sabendo nós como chove neste país - é crime. LADRÕES!!! AAS


FOTO: DR/DC - LIXO, AREIA, CAMIÕES TIR. Avenida Amílcar Cabral. Bissau, 29 de junho de 2017, século XXI

TESTEMUNHO: ESTA É BISSAU, A CAPITAL DO REGIME GOLPISTA, ANARQUISTA E CORRUPTO


A incompetência do 'ministro' das Obras Públicas da Guiné-Bissau MARCIANO SILVA BARBEIRO (ex-chefe da Casa Civil do PR JOMAV e ferrenho adepto do grupo dos 15) está à vista de todos os guineenses e só não o vê quem não esteja interessado.

Mostram uma parte da obra da reparação das estradas de Bissau anunciada no passado mês de Maio - EM PLENA ÉPOCA DAS CHUVAS... pelo governo guineense no valor de 600 milhões de F. CFA (mais de 1 milhão de dólares).

O troço entre bomba de combustível Petro Dis e feira de Contum, estrada de Bor, transformou-se numa piscina depois de ter beneficiado da referida obra de reparação.

Estas imagens valem mais do que mil palavras!



Espero que a PGR - Procuradoria Geral da República da Guiné-Bissau investigue todas as obras executadas no âmbito deste programa, caso contrário, anexarei este programa à denúncia que terei entregado a PGR referente a execução da obra do cruzamento da Av. Brasil e rua Eduardo Mondelane no Bairro chão de Papel.

Não podemos tolerar o esbanjamento do dinheiro público enquanto hajam dívidas do estado aos funcionários públicos por pagarem, universidade Amílcar Cabral esteja fechada, escolas de barracas operem no país, entre outros.

PRESSÃO ALTA! TEMPO PARA RESPIRAÇÃO? NENHUM! . . . POUCA VERGONHA TEM LIMITE.


Bissau, 29/06/2017.
TEXTO e FOTOS: A.S. Jaurá

NANTOY, we have a problem... (falta apenas a greve das putas...)

Ao 'conselheiro-porta-voz' (ou será outro porta-disparate?!), uma questão: o que é que há de bom mesmo para ser publicado?

- A terraplanagem de estradas em plena época das chuvas que duraram uma semana e custaram centenas de milhões de francos? NÃO.

- As dezenas de camiões com 20/30/40 toneladas que dia e noite dão cabo do pouco que resta das ruas e avenidas de Bissau, principalmente a avenida Amílcar Cabral? NEM POR SOMBRAS.

- As toneladas de lixo e areia em tudo quanto é canto desta cidade que parece ter saído das trevas? UI, TURISMO.

- As dezenas de casas em construção acelerada pertença de 'ministros', 'secretários de estado', 'directores-gerais' e outros? NUNCA!

- A ocupação de terrenos de terceiros para construir vivendas com dinheiro da droga e dos organismos do Estado? NEM PENSAR!

A propósito, um juiz MANDOU EMBARGAR a sumptuosa mansão que LUIS SANCA está a construiu em Buba...num terreno do PRESIDENTE 'NINO' VIEIRA (denúncia com documentos do DC).

- As greves em todo o lado: na educação, na saúde, nos transportes, no céu, na terra, na lua!!! NÃO ME PARECE. Aliás só falta mesmo as putas fazerem greve...

Conselheiro-porta-voz (ou será porta-disparate?!),

Tenha paciência, grave tudo, mas tudo o que o seu presidente falar. Assim, não cai na asneira do ridículo...Vá dando notícias, ou boatos. AAS

Tudo ao léu

"Podem tentar calar os jornalistas residentes na Guiné-Bissau, mas, ouvirão sem sossego, vozes mil através das benditas redes sociais. Para os puros filhos da Guiné-Bissau, na diáspora, chegou o momento de ocuparmos o lugar das vozes que estão sendo caladas na terra de todos nós.

Publiquem, partilhem e denunciem sem contemplações, tudo o que for manchete no país. Da presidência às hostes dos 15, das forças de Defesa e Segurança, do falso primeiro-ministro, dos quadradinhos técnicus do PAIGC, de quem vier. Denunciem atraves do Facebook. Partilharemos por tudo quanto é lado.

J.C.L.
"

FACTO: Alguém não está bem da tola...

Depois da queda, o coice:

É o José Mário Vaz a passar um atestado de incompetência aos Jornalistas. AAS

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Depois da Filomena Tipote (djambakus di JOMAV) sabe-se agora que o general Armando Nhaga era o 'bruxo' do Benfica de Lisboa

O director de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, revelou valores pagos, alegadamente, pelo Benfica a um 'mestre', com o aval de Luís Filipe Vieira.

Depois de revelar mais e-mails sobre um alegado esquema de corrupção e tráfico de influências movido pelo Benfica, Francisco J. Marques divulgou, no "Universo Porto", do Porto Canal, um contrato por objetivos, celebrado entre o General Doutor Armando Nhaga, da Comissão Nacional da Polícia da Guiné-Bissau, com o aval de Luís Filipe Vieira.

"Dia 13 de fevereiro enviou um email a Luís Filipe Vieira pedindo a assinatura do acordo antes dos jogos com o Borussia Dortmund, para a Liga dos Campeões. Vieira responde 'ok'. No dia seguinte houve um novo email com a proposta de acordo e a descrição dos preços dos serviços:

5.000 euros - Vitória na Supertaça
100.000 euros - Vitória no Campeonato
10.000 euros - Vitória em cada jogo da Fase de Grupos da Liga dos Campeões
30.000 euros - Vitória em cada jogo a eliminar da Liga dos Campeões
1.000 euros - Vitória em cada jogo da Taça de Portugal ou Taça da Liga
5.000 euros - Vitória na final da Taça de Portugal ou Taça da Liga

Ora alguns dias depois o Benfica perdeu 4-0 na Alemanha e no dia seguinte, 9 de março, Luís Filipe Vieira enviou um e-mail ao Nhaga a perguntar o que se tinha passado. A resposta foi "deriva da minha ausência da Guiné. Quem estava a tratar disso não o fez no devido momento. O Mestre em Lisboa ficou à espera da comunicação e quando o fizeram já era tarde."

Como conclusão, Francisco J. Marques revelou tudo se tratava de um novo esquema. "Estamos a falar de bruxaria. Com contrato por objetivos. Foram muitos mil euros que o Benfica pagou. Em 2015/16 o Benfica gastou 75 mil euros pelo campeonato. Isto põe em causa o treinador, os jogadores, mas também o Paulo Gonçalves, o Pedro Guerra. Anda-se a criar um polvo para quê? Cria-se este monstro que tudo permite ao Benfica e nada aos outros e depois faz-se bruxaria? Isto é o backup do polvo."

OPINIÃO: CNE sai de um edifício estatal, para um privado...

"Já tinha comentado sobre esta manobra (mudança de instalações da CNE) que pode levar ao derramamento de sangue na Guiné-Bissau. Ora vejam; o edificio que alberga a CNE, pertence a quem? Ao Estado. A CNE é uma ONG? Não, está sob tutela da ANP e é subsidiada pelo Estado.

Fazê-la mudar para um outro lugar, deve haver fortes motivos. No ímpeto da mudança, muito boa informação ficaria pelo caminho, deliberadamente, justificar-se-ao com injustificados. A anarquia instalar-se-ia ainda mais e o tempo a correr a favor desses canalhas.

Porque o Jomav fala de dinheiro do país para organizar eleições e nada de ajuda externa? Resposta: encheram os bolsos de dinheiro e se sentem na posiçao de vencedores antecipados. Para ele, o PAIGC e os partidos políticos, que pensam a Guiné-Bissau, estão falidos.

Sem financiamento externo, seria ele o presidente da CNE, para manipular votos e resultados. Ahhhhhhh, Jomav, abo i burro. Tem dinheiro para as eleições mas, não tem para medicamentos, pagar aos professores, etc.

Ntene pena di Guine ku guineenses. Jovens sta na rua pa caba ku abusos, guintis garandis sinta na casa e fitcha iam suma kombe. Utrus cabalidos, ku ka ta rispita se deus, ta sei di rasa, nbes di di e bai perto se familias, e ta bai palacio, ba na toca kil merdas palmos. Kil palacio sta cheio di sangui. Deus ka sta la, nunca i kana entra la. Bariduris di padja, bo para dja. Bi tira boca na politica. Politica a parte, religiao na si lado. Guine Bissau i um pais laico. Musulmano na mesquita, católico na capela, politico na parlamento.

J.C.L.
"

Adeus RTP/RDP-África?

"Esta é a minha opinião e análise pessoal: a pressão veio de Dakar, o big boss senegalês ficou muito irritado com a entrevista colectiva ao líder dos independentistas de Casamance, onde a RTP-África esteve presente na pessoa da repórter, Indira Correia, da delegação guineense.

Assim os rapazinhos de Bissau não tiveram escolha e com medo de perderem o tacho que está cada vez mais frio, acataram a fúria do padrinho - obediência. Katchurinhos de Macky Sall.

J.C.L.
"

OPINIÃO AAS: + 1 VERGONHA

Presidente da República José Mário Vaz: a liberdade de imprensa não surgiu como um favor seu, dos 15 (-6), dos poderosos, não. Ela existe hoje porque houve gente corajosa que se entregou à luta pelo direito de opinião e de informação - coisas de que você agora faz pouco e quer espezinhar.

E um dos primeiros foi precisamente John Milton. O poeta inglês, na sua Aeropagítica, de 1644, defendeu a ideia de que um autor pode até ser processado criminalmente. Mas deixou igualmente claro que eles não podem ser cerceados ou os seus escritos censurados, pois, defendia,
«nas sociedades civilizadas, a verdade sempre triunfaria sobre o erro».

Os elementos do Estado são o Povo, a Soberania e o Território – e nenhum deles foi ameaçado ou pilhado pelos jornalistas guineenses. Afrontar um jornalista num país democrático, ainda que viva actualmente na anarquia com tiques ditatoriais, significa desembainhar uma espada sobre a cabeça de cada profissional da comunicação social e, no limite, o cerceamento à própria actividade profissional dos jornalistas guineenses. Isto nada mais é do que uma forma de censura, completamente inaceitável e deplorável! Tenha vergonha!!!

Presidente José Mário Vaz, talvez calado você seja um... poeta! Vai uma aposta?
AAS

A CRIMINOSA IGNORÂNCIA DO PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU

A Associação de Jornalistas de Cabo Verde classificou hoje, com uma benemérita dose de altruísmo, como “extremamente infelizes” as declarações o Presidente da República da Guiné-Bissau, considerando que revelam desconhecimento da imprensa cabo-verdiana.

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pediu segunda-feira aos jornalistas guineenses para contribuírem para a construção do país, evitando passar mensagens que ponham em causa a Guiné-Bissau.

Ou seja, pediu que confundam a verdade com a “verdade” oficial, que sejam agentes de propaganda e não jornalistas, que sejam imbecis e criminosos".

José Mário Vaz apontou como exemplo o caso de Cabo Verde, afirmando que os jornalistas cabo-verdianos fazem censura aos discursos potencialmente prejudiciais à imagem do país.

Aos jornalistas vou pedir só uma coisa. Vamos fazer como faz Cabo Verde. Se eu falar coisas que coloquem a Guiné-Bissau mal lá fora, cortem”, afirmou José Mário Vaz.

Em declarações à Rádio de Cabo Verde, a presidente da AJOC, Carla Lima, reagiu hoje com “estupefacção” à posição de José Mário Vaz, considerando que prova que o chefe de Estado guineense não conhece a realidade do país.

A nossa primeira reacção foi de estupefacção. Para o Presidente da Guiné-Bissau ter feito estas declarações só poderemos considerar que não conhece Cabo Verde, não conhece os cabo-verdianos e muito menos a imprensa cabo-verdiana”, disse Carla Lima.

A presidente da AJOC acrescentou que as declarações de José Mário Vaz revelam desconhecimento sobre “o trabalho que é feito há muito tempo pela classe jornalística, pela associação que representa a classe na promoção da liberdade de imprensa e pelas lutas travadas pelos jornalistas para terem liberdade de fazer o seu trabalho sem condicionalismos”.

Foi extremamente infeliz ao citar Cabo Verde e os jornalistas cabo-verdianos. Esperemos que a partir daqui possa acompanhar com maior atenção o que se faz em Cabo Verde para perceber que os jornalistas cabo-verdianos não estão, nem nunca estiveram, dispostos a serem censurados por quem quer que seja”, reforçou.

Carla Lima disse ainda que gostaria de ouvir outras vozes de repúdio à posição do chefe de Estado da Guiné-Bissau. “Esta é uma questão que todos os cabo-verdianos deviam lamentar e repudiar, que o nome do país, dos jornalistas, dos cabo-verdianos esteja a ser envolvido em algo que é conotado com autocensura por parte de um chefe de Estado de outro país”, afirmou.

O bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau, António Nhaga, afirmou, na sequência das declarações de José Mário Vaz, que a imprensa guineense trabalha para o bem-estar da população e que não pode satisfazer o pedido do chefe de Estado.

As declarações do chefe de Estado surgem depois de o Governo guineense ter mandado suspender as emissões da RTP e RDP-África no país, com efeitos a partir de sexta-feira.

Recorde-se que, no Índice 2017 dos Repórteres Sem Fronteiras, a Guiné-Bissau está na posição 77 entre 180 países e Cabo Verde está no lugar 27, o melhor entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

A Guiné-Bissau está mergulhada numa crise política na sequência das eleições gerais de 2014 e que, afinal, nada mais é do que uma etapa das crises que o país vive desde a independência.

Divergências entre as duas principais forças políticas no Parlamento guineense, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e o Partido da Renovação Social (PRS), levaram ao bloqueio da instituição desde há mais de ano e meio, pelo que sucessivos governos não conseguiram fazer aprovar os seus planos de acção ou propostas de orçamento.

O PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas, mas afastado do poder devido às divergências com o Presidente guineense, defende a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições gerais antecipadas. Folha8

terça-feira, 27 de junho de 2017

ENTREVISTA A ARMANDO NHAGA: "A informação da RTP e da RDP/África está a incomodar o poder na Guiné-Bissau"

O bastonário da Ordem dos Jornalistas diz que a RDP e RTP-ÁFRICA são actualmente os únicos órgãos de comunicação social a produzir informação isenta e imparcial, por isso, estão na mira do governo guineense. António Nhaga diz que a razão do fecho das emissões é porque "a informação está a incomodar os que estão no poder".

Ouvir clicando AQUI

Os perigos de ter um bidão de gasolina numa mão e uma caixa de fósforos na outra


- A mudança das instalações da CNE serve para - além de pagar o faustoso arrendamento do imóvel que por sinal é da directora de gabinete do próprio presidente da República, que até mora no andar de cima...

a) Desvios de equipamentos com a intenção deliberada de adiar as eleições,
b) Para preparar uma fraude e JOMAV e seus comparsas ficarem donos do País, da sua Economia, das suas reservas naturais, das suas florestas, do seu vasto mar;

- JOMAV nunca dissolverá a ANP (devia tê-lo feito há 2 anos). É tudo conversa, bluff!;

- Porém, depois dos 90 dias dados pela CEDEAO, ele até poderá fazê—lo mas, voila, ganha tempo de que precisa (está a formar e a armar centenas de homens para reprimir quem quer que ouse fazer-lhe frente...);

Entretanto, seja lá o que José Mário Vaz decidir do alto da sua força de armas, não nos deixará boquiabertos. Da criatura...

- Se marcar as eleições, estas deverão ter lugar 60 dias depois. Ou seja já quase no fim da legislatura...

Se não levarmos a sério estes disparates do presidente da República, nó na bin murdi dedo nin sangui ka na sai... AAS

A revolução de Abril em Portugal cantada por Chico Buarque

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim


Letra original,vetada pela censura; gravação editada apenas em Portugal, em 1975.

LIBERDADE: Capitão Solnate Nkuia, colocado em Bula como adido—quadro, chamado ontem pelo vice CEME Sunbonh na Tchongo, e preso no estado-maior do Exército foi LIBERTADO, mas ficará a aguardar nova colocação, sob o olhar atento da tropa. AAS

ELEIÇÕES ANTECIPADAS? "José Mário Vaz chegou dois anos atrasado"...disse Domingos Simões Pereira

O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, afirmou hoje que o Presidente guineense “chega dois anos e meio atrasado” ao admitir convocar eleições antecipadas.

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, “chega dois anos e meio atrasado e continua a insistir num caminho que não lhe é dado”, declarou o antigo primeiro-ministro guineense, à margem da cerimónia de posse como académico correspondente da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, em Lisboa.

O chefe de Estado guineense pediu hoje unidade aos guineenses e admitiu, pela primeira vez, convocar eleições caso não seja encontrada uma solução para o impasse político em que o país vive.

Comentando estas declarações, Simões Pereira começou por lamentar que o Presidente “só chegue a esta conclusão agora” e reiterou a necessidade de ser cumprido o Acordo de Conacri, que prevê a formação de um governo consensual com todas as forças políticas com assente no parlamento guineense.

Este é o primeiro pressuposto da Constituição. Quando o Presidente começou por invocar a existência de uma nova maioria chamou-se-lhe a atenção que o dispositivo constitucional dá-lhe como competência convocar eleições para validar a representatividade. Não o quis fazer”, considerou o líder do PAIGC.

Para o ex-chefe do Governo guineense, José Mário Vaz “demarca-se, mais uma vez, do Acordo de Conacri e confronta todas as entidades e o próprio povo”.

JOMAV está a confrontar o Povo

Diz que vai devolver a palavra ao povo, mas na verdade está a confrontar o povo, porque recusa a implementação da Constituição e agora também se demarca do Acordo de Conacri”, criticou.

Domingos Simões Pereira insistiu: “O Presidente tem de cumprir o Acordo de Conacri. O voto do povo, em democracia, é uma ordem”. José Mário Vaz também pediu hoje entendimento entre os partidos, “sobretudo PAIGC, PRS e Grupo dos 15”, alertando que, caso contrário, “é impossível o programa do Governo e o Orçamento Geral de Estado serem aprovados”. Posição que o antigo primeiro-ministro disse receber com surpresa.

Surpreende-me que o Presidente esteja a pedir consenso à volta da aprovação de um programa e de um Orçamento de um Governo inconstitucional e que não está consagrado no Acordo de Conacri”, afirmou Simões Pereira.

O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise que está a ser mediada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

O Acordo de Conacri, patrocinado pela CEDEAO, prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado.

JOMAV, repete comigo: a, b, c...


NOTA: JOSÉ SOUSA DIAS é jornalista e foi delegado da Agência Lusa na Guiné-Bissau e em Cabo Verde entre outros países. AAS

Discurso de Domingos Simões Pereira na Academia Internacional da Cultura Portuguesa


Senhor Presidente da Academia
Senhoras e Senhores acadêmicos,
Digníssimas autoridades,
Queridos familiares, amigos,
Senhoras e senhores,

Eminências Distintas,


Saberão desculpar a ousadia por me apresentar perante Vós e pretender aceitar o convite para integrar tão distinta casa do saber e de incubação do pensamento e da cultura. Terão de admitir que dentre Vós alguém me precedeu nessa deriva, ao evocar meu nome e Vos persuadir que eu seria boa companhia.

E aqui estou, depois de uma viagem que seria curta, não estivesse eu chegando de um dos muitos nenhures daquela África que teima em ser distante. De lá onde a terra e as dádivas de Deus permanecem as únicas virtudes autênticas. De lá onde o contraste, entre o que nos foi dado, virgem, natural, belo e o que vamos prometendo dar, desgastado e poluído, pode significar toda a tentativa de existir mesmo que de forma parda, inóqua e mesmo fútil.

Academia Internacional da Cultura Portuguesa ! Mas Cultura Portuguesa é em parte aquilo que pretendi deixar de ter. Posso tentar me apresentar a ver se me ajudam. Nome de facto tenho Português mas foi-me ensinado de seguida que não devia ter orgulho nisso. Aliás ainda me permito preservá-lo só porque não descobri como fazer o retorno a uma autenticidade que nunca tive.

Perdi-me nesse questionamento para descobrir que por vezes não se encontrar pode ser a forma de ser e existir. Pertenço pois a uma geração a quem se prometeu que, para além do nome iria finalmente ter uma herança, uma pertença. E, assim consolados, aguardamos que os ventos do Norte fossem empurados pelos do Leste e lá, no Leste, trocar o que tivessemos de inteligência por algum conhecimento.

Foram levas de lista imensa, presumo que para aprendermos a revolução ; mas quando descobriram que estavamos ficando aptos para combater essa mesma revolução os próprios o destruiram para anunciar que havia de se começar tudo de novo. Caiu o murro e então foi-nos permitido ter novas crenças, novas trocas, novas aprendizagens, novas descobertas e, no quase final, perceber que nenhum caminho é definitivo.

Nenhuma fórmula garante o sucessso da empreitada assumida. Então pois aí está. Enquanto não me decifram isso, eu mantenho as muitas coisas que sou de uma só vez. Portugués de nome, africano de raça e terra. E de cultura ? Aí está uma boa razão para vir à Academia – espero descobrir…

Academia! Mas Academia para mim era um imaginário de paredes altas e frias, sempre inspiradas no faustoso Palácio e no mítico Jardim de Academo, com gente estranha que usa barba, por vezes até postiça e que na quietude das suas vivências conversam livros. Perdoem. Conversar livros para mim significa o alternar entre o escrever livros com lê-los.

É isso o que fazem e são, não é? Um grémio elitista e estanque, de uns poucos privilegiados, não é? Pois então, que venho eu aqui fazer ? Eu não tenho nem faço nada disso. Eu pertenço aos comuns mortais, falo de Ronaldo e Messi, gosto de sardinha com cerveja. Ah, também gosto das iguarias da terra, de badjiqui e djagatu e todos os demais pecados que os nossos mortais cometem.

Como ainda não fui parado e não vejo nenhum movimento para confirmar se sou mesmo o convidado, vou então tentar argumentar porque acho que afinal quero mesmo ser desta casa e porque não vejo infração em querer parar (vejam que é sem estacionar), neste canto da Europa para continuar a procura sobre quem de facto sou.



Pertenço a uma geração de africanos que vive uma encruzilhada entre a afirmação identitária e os processos que nos acompanham. Reclamamos sem reservas o orgulho que nossos pais não puderam ter, de ser e se dizer ou mesmo de sentir pertença daquele pedaço maior de terra entre mares no hemisfério que hoje sabemos ser o Sul, habitada por gente de várias cores mesmo que predominantemente mais escura do que de outras paragens ; e muitas linguas, algumas delas resultantes de misturas com a de povos que nos visitaram e nos dominaram antes ; e de muitos cheiros, isso não sei o porquê.

Mas a nossa encruzilhada é mesmo real e talvez paradoxal pois julgamos saber que para nos afirmarmos precisamos assumir a nossa parte mais diferente ; mas também julgamos entender que para avançar precisamos olhar para a frente. E será que nos consola saber que no início, no início de tudo, era para nós que olhavam ? Um compatriota nosso que me precede nesta casa, afirma que o problema muitas vezes é estarmos continuamente à procura do Norte, quando deviamos era procurar o rumo e ter presente que este, o rumo pode estar a Sul.

A acreditar nos dados que apontam essa mesma África como a origem da humanidade e berço das primeiras civilizações, essa mesma África que depois vai sucumbir à razia dos seus melhores specimens, seja levados à força para o trabalho, seja aqui ficados por mais esperança e agora fugindo de novo porque a casa continua a não dar nem prometer muito.

Vivemos pois uma contradição que parece impregnada e que brota de nós e da qual temos dificuldades em afastar – se assumimos não somos auténticos e por isso alienados, desenraizados, complexados. Se sacudimos nos achamos atrasados e passamos a consumir nossas proprias entranhas, de orgulho e resignação, parados no tempo porque sem queimar etapas vivemos séculos já ultrapassados, mas também no espaço pois nos desligamos dos vários pedaços de África que se foram construindo noutras latitudes.

Quid iam?



Felizmente se anuncia uma nova África que parece emerger, aonde novos líderes, sem renegar Joseph Ki-Zerbo e a tese de ‘’Partir de África para chegar a África’’ negam que a procura identitária deva subjugugar a visão e estratégia para conquistar o moderno e sair do escuro, abraçar a vida e o progresso, tal como o homem primitivo saiu da caverna para respirar ar fresco. Libertar-se, e uma vez livre poder então reconstituir o passado e talvez a própria história.

Libertar-se em toda a plenitude na nossa existência e…:

…na nossa afirmação Identitária – porque mesmo que quisessemos, nunca deixariamos de ser africanos. Não poderiamos nem nos deixariam. Fazemos por isso má figura nos dois momentos. Quando perante o mínimo de sucesso comparativo ou relativo, questionamos logo se somos mesmo africanos ; ou quando as coisas correm mal e evocamos o nosso apego à África e às tradições ancestrais sem qualquer adequação às exigências de hoje. Somos africanos, minha gente. Mas isso não tem nada a ver com andar descalço, comer com as mãos ou acreditar em rituais de maldição e cura.

…na nossa afirmação Linguistica – temos medo de perder as nossas linguas e como a língua transporta cultura, o melhor é ficarmos mudos em relação ao que nos é estranho. Como ignorar o Inglés no mundo contemporâneo. Como resistir ao Francês na zona em que estamos inceridos. Mas como chegar a esses dois sem passar pelo Português. Temos de desenvolver o crioulo sim, mas o Português é também nossa lingua (disse o Prof. Adriano Morreira). Através dela estamos mais perto da ciência e do progresso. Alguns Presidentes de África já ousam proclamar mais de uma língua como oficial.

Isso me soa a liberdade! Mas antes mesmo que essas contradições fiquem arrumadas na nossa mente, trazem-nos ou nós nos metemos noutro problema – aqui por exemplo o acordo ortográfico. Diz-se que a sua aceitação acaretaria o domínio do brasileiro. Ai é? E os 200 milhões que trazem para a fala não ? Alguém me ajuda a explicar a minha mãe que ficou mais autentica não sabendo escrever nem ler seu nome do que se agora tivesse de escrever Victória sem o c (sei que para nomes próprios essa regra não se aplica). E mais, como discutir o Vocabulário Ortografico no seu tronco comum sem dispor do seu vocabulário nacional ? Quem é que nos convidou a esta disputa ?

…na nossa construção Económica – Acho justo o pedido ou a exigência de um Plano Marchal para África em compensação pelos prejuizos causados. Também fui adepto do Plano Omega e agora do NEPAD. Mas há muito que abandonei a ideia de ver isso simplesmente como uma exigência de contribuição da Europa e da América para o nosso desenvolvimento.

Penso que já é tempo de o transformarmos numa filosofia para uma afectação mais correcta e estratégica dos nossos recursos, ao serviço do nosso desenvolvimento. Olhemos para os nossos Orçamentos Gerais (de Estado) e comparemos as nossas despesas de soberania e gastos de protocolo ao que investimos em infra-estruturas e nas áreas sociais e, ficamos com uma ideia. Aliás, para muitos, o investimento em infra-estruturas há muito que colocado no quadro de responsabilidades da Cooperação Internacional.

…na nossa condição Social – É facto que a forma como as fronteiras foram desenhadas em África responde por muito dos nossos problemas identitários. Muitos grupos tribais e étnicos ficaram divididos e separados, obrigados a se ajustar a uma pertença de nacionalidade estranhas e muitas vezes conflituosas. O colonialismo foi sem duvida o principal responsável e o seu combate justamente mobilizou o nosso melhor. Mas há um antes e um depois pouco conhecido ou mal estudado que por conveniência ou comodismo, deixamos fora do nosso horizonte e vamos ensaiando a construção Estados sem de facto questionarmos de onde partimos. Aí sim, forçamos muitas vezes construções modernistas sem qualquer enraizamento no nosso viver, no nosso sentir , no nosso ser, na nossa cultura.


…na nossa cultura. Chegamos finalmente aonde procuravamos chegar ou talvez de donde deviamos ter partido, porque tantas vezes cruzamos esta espécie de baú para onde mandamos tudo o que não queremos ou não conseguimos definir. O que é isso afinal a cultura ? qual é a nossa cultura ? qual o horizonte temporal que nos autoriza ao uso do pronome possessivo, nosso ? a quem nos juntamos para definir essa posse? só com quem mora perto ? (os vizinhos), só com quem conhecemos e nos damos ou ja nos demos bem (os amigos), só com quem nos entendemos (falamos a mesma lingua ou pensamos quase da mesma forma) ? como é que estabelecemos estes limites ? pela vontade geral ou pela do soberano ? Mas temos mesmo de fixar limites ? (isso porque outros assim fizeram ?) e o compromisso de sermos livres, em que fica ?

Li algures que cultura é riqueza e patrimônio, objetivo e necessidade, direito e obrigação de cada indivíduo da comunidade humana. Li que cultura é o cultivo de todos os componentes da pessoa. Nós simplificamos isso em hábitos, costumes e tradições, ou o que temos de tudo isso a separar-nos de outros povos.

Também li e concordo que cultura é sobretudo educação – que não há cultura sem educação como não há educação que não produza cultura e que uma Academia deve estar comprometida em detectar as raízes mais profundas e determinantes da Cultura, elaborar e promover, difundir e alargar essa cultura, só podendo o fazer estando comprometido com a educação.

Os tempos modernos oferecem um contributo inestimável a esse desiderato na relação entre a cultura e a educação, não só por via da pressão que colocam no cidadão para a aprendizagem, como pelo campo de oportunidades que o oferece, através nomeadamente das redes sociais que nos invadem e quase nos dominam, chegando a colocar o cidadão no lugar do governante, pelo mundo que se abre e a partilha quase sem limites, que estabelece.

Mas, este mundo novo não nos oferece só vantagens e coisas boas, felizmente também nos coloca desafios e a necessidade de mantermos o alerta, sob pena de assumirmos todos estes muitos questionamentos já como respostas e nos acomodarmos numa terrivel ignorância, afundando por nossa incapacidade em gerir tantos elementos, tantos factores, tantas equações.

Diz o Prof. João Carlos Espada que “o homem do século XX perdeu a noção dos limites da decência que todos devemos respeitar se não quisermos cair na barbárie. Dá a impressão de que … ficou embriagado pelos seus próprios sucessos científicos e perdeu a capacidade de compreender conceitos tão elementares como «humanidade» ou «dignidade da pessoa humana»”.

Segue afirmando que «se instalou entre nós a ideia de que, numa democracia, não há valores impessoais ou suprapessoais: cada um escolhe os seus valores, um pouco como os seus gostos, e, obviamente, todos aprendemos que os gostos não se discutem. Diz-se então que viver numa democracia é aceitar todos os valores e reconhecer-lhes igual consideração e respeito. Proferir juízos sobre os valores dos outros seria já uma manifestação de autoritarismo que tem de ser condenada».

Segundo este ponto de vista, os valores seriam pura expressão de preferências subjetivas, não existindo, por isso, padrões ou valores impessoais ou suprapessoais. Dado que cada um teria a sua verdade, a liberdade e a tolerância seriam então produto da impossibilidade de estabelecer qualquer hierarquia entre as verdades de cada um.

Há por isso que manter a sobriedade e lucidez do pensamento e ter presente que não estamos sozinhos no mundo nem o mundo a começar. Por outro lado, é exatamente porque pode conhecer a lei moral que o homem pode ser livre. A Liberdade é não só o primeiro valor, mas a fonte e a condição dos outros valores morais, a condição para que cada individuo possa assumir a sua capacidade humana de pensar e avaliar, de escolher os seus próprios fins e criar a verdadeira riqueza material.

Duas notas para cumprir a promessa de enquadrar todos estes conceitos e processos com um país que nasceu ha já quarenta e três quase quarenta e quatro anos tendo então adotado como apelido o nome da sua capital, para se diferenciar das quatro outras terras de pretos, tendo então passado a chamar-se Guiné-Bissau.

Nessa altura, a prestigiada revista Jeune Afrique apresentava o novo país com um título muito sugestivo e que a muitos nós muito orgulhara – ‘’un petit pays, un grand peuple revolutionnaire’’. Não sei se todos mas o sentimento dominante era de enorme dignidade e respeito por associarmos isso ao facto de termos enfrentado e derrotado o colonialismo com armas na mão, por termos sido capazes de desenvolver uma luta em todos os campos de forma consistente e bem estruturada.

Assumíamos a herança do líder visionário e muito respeitado por todo o mundo. E tudo isso nos parecia suficiente para estarmos seguros que só podia dar certo, só podiamos continuar a ser um caso de sucesso e admiração. De tal forma convencidos que, em finais dos anos 70 quando os nossos companheiros de Odisseia se descobriam mergulhados em grandes convulções internas e mesmo de guerra civil (por exemplo em Angola e Moçambique) nós diziamo-nos especiais e imunes a tais rupturas.

Ninguém estaria preparado para ver mais do que aquilo que ficou escrito pelo líder, pelo que, quando aconteceu, tudo desmoronou de uma vez. Quando ruiu em 80, parece que ruiu de vez e ficou dificil encontrar pontas por onde reiniciar o rendilhado.

Se tivessemos lido e escutado melhor o lider e visionário, teríamos encontrado dois elementos sempre presentes e que estruturam o seu pensamento politico e que deveriam ter sido a nossa maior herança : a liberdade e a cultura.

A liberdade é inerente a todos os seus valores e princípios. Para ele, a libertação nacional era simultâneamente um fato de cultura e um fator cultural sendo a resistência cultural a mais efetiva forma de resistência. Segundo ele a cultura se revela como o fundamento do movimento de libertação e só podem mobilizar-se, organizar-se e lutar contra a dominação estrangeira as sociedades e grupos humanos que preservem e defendam a sua cultura.

Amilcar Cabral transporta a discussão feita acima para a nossa realidade mas incorpora uma nova dimensão, ao afirmar que não basta conhecer e repetir os rituais, habitos, costumes e tradições dos nossos antepassados. Tudo isso é muito importante mas que não seremos cultos se não acompanharmos e incorporarmos os desenvolvimentos actuais da ciência e da tecnica e tecnologia.

Ou seja, a liberdade é ou pode ser a condição primeira para a afirmação cultural, mas esta reclama também o ensino, a formação, a aprendizagem. Quem não é livre não pode ser culto, mas tampouco o é sem o saber, sem o conhecimento. Talvez por isso a sua frase lapidar, ‘’precisamos aprender, aprender na vida, aprender junto do nosso povo, aprender nos livros e na experiência dos outros. Aprender Sempre…’’.

Esquecidos destes valores que fundamentaram o princípio da unidade e luta, mergulhamos num pesadelo horrorendo em que, qual divina comédia de Dante, o purgatório parece não ter fim e cada um vaticina o cenário mais plausivel quase sempre em função do micromundo que construiu para se resguardar de todo o meio tão inóspito e tão agressivo.

Já não nos serve por isso a simples constatação do que está mal. É mais que evidente que os anos que duraram a nossa coma colectiva produziram forças que tentam a todo o custo sequestrar e ter o controlo absoluto da sociedade. E tudo farão para manter esse poder, senão mesmo desenvolver essas amarras.

Mas, não se trata de perder nenhum comboio da paz e do desenvolvimento, porque simplesmente esse comboio não existe. O figurino das locomotivas do desenvokvimento tem a ver com as nossas conciências e a nossa determinação em, tal como outros povos do mundo e tal como já fizemos no passado, lutar para sermos cultos – homens livres, cientes da sua tradição e herança, mas educados para construir uma boa vida em paz e harmonia.

Ora isso passa por respeitarmos a nós próprios, todos os dias das nossas vidas e emprestarmos um pouco de nós mesmos ao serviço da nação.

Precisamos por isso desse despertar enquanto povo e nos mobilizarmos para a luta sem nunca esquecer que o fazemos não para substitui-los no poder mas pelo nosso apego à liberdade e porque ambicionando ter uma vida digna e boa, querendo ser culta sabemos ter de passar pela libertação. Mas a luta tem de ser geral e absoluta e fazer com que a nossa aprendizagem nos ofereça ingredientes para sustentar os alicerces da nação que queremos edificar.

Isso irá exigir de todos, de quem está na terra, enquanto politico, da sociedade civil, cidadão consciente e inconformado ou outro, mas também dos que estão fora para juntos questionarmos a nossa pertença a esse esforço colectivo e darmos algum sentido e razão à nossa existência. O sentido transversal deve incluir a forma como representamos a nós próprios e ao nosso país, seja nas relações interpessoais seja nas institucionais, seja como governantes mas talvez mais como governados, seja inclusive quando ligamos às rádios simplesmente para emitir nossas opiniões.

Temos de pelo menos assumir a ambição de sermos melhores que aqueles que escolhem o caminho da sensura e do silêncio que dizendo-se autoridades, invadem a privacidade alheia e disso se regozijam e agora se preparam por exemplo para cortar as emissões da RDP e RTP, porque algumas vozes aí difundidas não lhes são simpaticas. Para esses, o caminho é sempre silenciar o povo.

Quem não se revê nessa postura, quem acredita naquela Guiné prometida e positiva, tem de se cultivar, assumir um compromisso consigo proprio e celebrar cada vitória do seu irmão e companheiro ou camarada, para juntos recolocarmos a nossa autoestima e reconhecimento aonde ja devia estar ou de donde nunca devia ter saído.

Senhoras e Senhores
Académicos, amigos e familiares


Termino onde devia certamente ter começado. Entendi no entanto que seria um mau começo tentar dissimular a alegria e o entusiasmo que me invadem ao me apresentar perante Vós na aceitação do título de académico correspondente desta prestigiosissima instituição que é a Academia Internacional da Cultura Portuguesa. Por isso deixei para o fim esta manifestação.

Sei que o protocolo assim impõem mas é também com absoluta sinceridade que exprimo gratidão pela vossa generosidade, Senhoras e Senhores académicos, em me abrirem as portas desta Casa.

Mas confesso, que de tudo o que acabei dizendo, as unicas certezas que tenho se resumem a que queria simplesmente me apresentar como Domingos Simões Pereira e dizer que venho da Guiné-Bissau. Sou um Africano mas quero aprender a ser e a viver em liberdade como um verdadeiro cidadão do mundo. Acho ser essa a função de todas as academias e, tendo sido convidado por esta, aqui me apresento.

Bem hajam!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Sr. Académico, Domingos Simões Pereira


Já com o grau de Académico da Academia Internacional da Cultura Portuguesa

COISA DE DOIDO: JOMAV admite convocar eleições se "persistir" o impasse político


O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pediu hoje unidade aos guineenses e admitiu, pela primeira vez, convocar eleições caso não seja encontrada uma solução para o impasse político em que o país vive.

"Peço unidade em todas as religiões da nossa terra, unidade entre os titulares dos órgãos de soberania, unidade entre líderes de partidos políticos, entre todas as tribos da Guiné-Bissau", afirmou José Mário Vaz, num discurso proferido num encontro com os líderes muçulmanos, no âmbito do final do Ramadão.

No discurso, o chefe de Estado guineense salientou a necessidade de haver união devido aos desafios que o país vai enfrentar nos próximos 90 dias, incluindo com a saída da força de interposição da CEDEAO, a Ecomib, do país em outubro.

"Cada um de nós deve dar o seu melhor para conseguir defender os desafios que temos pela frente nos próximos 90 dias. Temos o desafio de mostrar que os guineenses são capazes de fazer. Não podemos ser como crianças, quando choramos dão-nos leite e quando choramos dão-nos papa. Somos um Estado soberano e temos de assumir as nossas responsabilidades", salientou o chefe de Estado.

Outro desafio, para o Presidente guineense, é alcançar um entendimento e encontrar uma solução para o Governo. "Peço entendimento entre os partidos, sobretudo PAIGC, PRS e Grupo dos 15. Se não há entendimento entre eles é impossível o programa do Governo e o Orçamento Geral de Estado serem aprovados", disse, pedindo o envolvimento de todos.

O Presidente avisou, contudo, que se não houver entendimento vai devolver o "poder ao seu dono", que é o povo. "Se não conseguirmos chegar a uma solução entre nós, eu, como Presidente da República, devolvo o poder ao seu dono e o dono do poder é o povo. Devolvo o poder ao povo da Guiné-Bissau para escolher quem devem escolher", disse.

"Estamos aqui porque nos escolheram e se há problemas temos de devolver o poder ao povo para que decida sobre ele, porque não podemos continuar com a situação que temos na nossa terra", acrescentou.

Na declaração, o Presidente esclareceu também que há dinheiro para convocar eleições antecipadas. "Há já uma coisa que vos quero garantir. O facto de não irmos a eleições por não haver dinheiro tem de acabar na Guiné-Bissau. A Guiné-Bissau é um país soberano", disse.

Assumindo que tem dinheiro para financiar eleições, o Presidente afirmou que se os guineenses quiserem hoje eleições que chama a Comissão Nacional de Eleições, "porque há dinheiro para ir a eleições".

José Mário Vaz garantiu também estar determinado a ajudar o país e o povo, mas que o único caminho para a Guiné-Bissau ser respeitada e ganhar a sua soberania é com trabalho, pedindo às pessoas para se empenharem mais nos setores agrícolas e da pesca. Lusa

DSP já fala. E é escutado


DSP - Posse na Academia Internacional da Cultura Portuguesa. Presidente do PAIGC já está na sala




FOTOS: DR/DC

Presidente JOSÉ MÁRIO VAZ, da parte que me toca: tire o cavalinho da chuva! Se você soubesse o que aí vem...

Aos jornalistas vou pedir só uma coisa. "Vamos fazer como faz Cabo Verde. Se eu falar coisas que coloquem a Guiné-Bissau mal lá fora, cortem", afirmou José Mário Vaz.

AAS: EM CABO VERDE, PRESIDENTE JOMAV, EXISTE UMA COISA - ESTADO.

"A partir de agora peço aos jornalistas para passarmos só boas mensagens da Guiné-Bissau. Ajudarmos a Guiné-Bissau", disse.

AAS: Só se for de si e dos seus GATUNOS...

Lembrando que sempre foi "atrás da verdade e do trabalho", o Presidente pediu aos jornalistas para "não passarem mensagens que ponham em causa o país e o povo".

AAS: Devolva os 12 milhões de dólares de ANGOLA...

"Devemos estar unidos para construir o nosso país", concluiu. O chefe de Estado falava na Presidência guineense, no âmbito de um encontro com os líderes muçulmanos, por ocasião do final do Ramadão.

AAS: Unidos, o calalho!!!

BRAIMA DARAME

NOTÍCIA DC/NOVA 'INVENTONA' E PRISÃO: Capitão Solnate Nkuia, colocado em Bula como adido—quadro, chamado ontem pelo vice CEME Sunbonh na Tchongo, e preso hoje no estado-maior do Exército. AAS

É HOJE - DSP - Posse na Academia Internacional da Cultura Portuguesa

Hoje, 26 de Junho de 2017, pelas 18h00, no Auditório Adriano Moreira, Domingos Simões Pereira, na sua qualidade de novo Académico usará da palavra para apresentar um tema que versará: “A liberdade como elemento de cultura - refletindo a Guiné-Bissau”.



Todos os membros da Academia Internacional da Cultura Portuguesa usarão o Colar desta prestigiada Academia e o acto decorrerá na Sociedade de Geografia de Lisboa, Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa.

CONVENÇÃO PAIGC - Moção de Reconhecimento aos Veteranos da Luta Armada de Libertação Nacional

PARTIDO AFRICANO DA INDEPENDÊNCIA DA GUINÉ E CABO VERDE

1ª Convenção Nacional do PAIGC
22, 23, 24 de Junho de 2017

Moção de Reconhecimento aos Veteranos da Luta Armada de Libertação Nacional

A I Convenção Nacional do PAIGC, reunida em Bissau, de 22 a 24 de Junho de 2017, presta um justo reconhecimento a todos os Combatentes da Luta Armada de Libertação Nacional pelo papel determinante que tiveram na defesa dos valores universais da liberdade, da igualdade e da justiça e solidariza-se em particular com o Comandante Manuel dos Santos “Manecas” por mais este desafio que foi submetido e pela competência demonstrada em conduzir com sucesso a primeira Convenção Nacional do PAIGC.

Feito em Bissau, aos vinte e quatro de Junho de 2017
A Convenção Nacional

CONVENÇÃO PAIGC - Moção de felicitação ao presidente do partido

PARTIDO AFRICANO DA INDEPENDÊNCIA DA GUINÉ E CABO VERDE

1ª Convenção Nacional do PAIGC
22, 23, 24 de Junho de 2017

Moção de Felicitação ao Presidente do PAIGC

Considerando o elevado espírito de militância, a dedicação, o sacrifício, o patriotismo e a contribuição que tem dado para o prestígio e a defesa dos interesses do nosso grande Partido e dos desígnios nacionais, a I Convenção Nacional do PAIGC, sob o lema “Pensar Para Melhor Agir”:

Felicita o Camarada Domingos Simões Pereira, Presidente do PAIGC, pela forma sábia, responsável e determinada como tem dirigido o PAIGC e conduzido o seu progressivo retorno à linha programática de Amilcar Cabral e aos valores da democracia.

Manifesta o orgulho e o reconhecimento dos militantes e dirigentes do PAIGC pela eleição do seu Presidente, Camarada Domingos Simões Pereira, como membro da Academia Internacional de Cultura Portuguesa e deseja-lhe os maiores sucessos no exercício deste prestigiante cargo.

Feito em Bissau, aos vinte e quatro de Junho de 2017
A Convenção Nacional

A ÚLTIMA ESPERANÇA PARA OS GUINEENSES...


...Ou será outro enfiar do barrete ao Povo sofredor da Guiné-Bissau? AAS

domingo, 25 de junho de 2017

AFLIÇÃO: O presidente José Mário Vaz despacha hoje o seu incapaz 'ministro' da Comunicação Social para o Togo, país cujo presidente foi convidado a mediar a crise despontada pelo próprio JOMAV.. Diz que é o seu 'emissário especial' - tal como o 'primeiro-ministro'...No Togo, e isso é uma garantia, estão fodidos!!! AAS


Quarteto dos aflitos

P.S.: A TGB - Televisão da Guiné-Bissau, ou Teatro da Guiné-Bissau, que vai dar ao mesmo, NÃO TEM GENTE CAPAZ de produzir programas? Ai tem? Então, por que cargas de água é que emitem programas que a rede RECORD passou nos idos de 2007? - estamos a falar de 10 anos, caramba!!! O 'emissário especial' - e incompetente - tem a palavra e o espaço que quiser. AAS

RIP: Guineense morre em praia fluvial, em Braga


FOTO e TEXTO: Jornal de Notícias

Um homem de 24 anos foi encontrado sem vida, ao início da noite deste sábado, no rio Cávado, junto à praia fluvial de Adaúfe, em Braga. O jovem tinha nacionalidade guineense e estava em Portugal a estudar na Universidade Católica, em Braga. Edilson "Duo", como era conhecido, não sabia nadar e morreu afogado no rio Cávado.

Para o local deslocaram-se os mergulhadores dos Bombeiros de Braga, a GNR de Braga e uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação do (VMER), do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

O corpo foi encontrado pelas 20.30 horas, cerca de uma hora e meia depois do alerta do desaparecimento. A equipa do INEM ainda tentou reanimar Edilson, mas acabaria por declarar o óbito às 20.57 horas.

O jovem estudante tinha ido àquela praia fluvial com um grupo de amigos, que necessitaram de apoio psicológico prestado no local por profissionais do INEM.

Segundo os amigos, Edilson "não sabia nadar" e acabou por afogar-se numa zona conhecida como Poço Negro, local onde é frequente a morte de banhistas. JN

sábado, 24 de junho de 2017

CONVENÇÃO DO PAIGC - DISCURSO DE ENCERRAMENTO DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA


PGR caça às cegas

Uma notícia avançada pelo E-Global deixou meia Bissau incrédula e os boatos foram mais que muitos. A detenção do director-geral do Banco da União (BDU):



Existe, é certo, uma comissão criada para investigar rumores que têm que ver com os pensionistas. Mas como o Ministério Público não se entende com o ministério das Finanças, a coisa sobrou para os bancos comerciais.

Resumindo, a procuradoria-geral da República deu instruções para que o BDU fizesse “umas operações”, de acordo com uma fonte do DC. O banco responde e pede ao MP “informações complementares e um despacho de juiz”, pois não podem mexer na conta de particulares e inclusive na conta das Finanças sem ordens do tribunal.

A PGR ficou com azia e entenderam que era “crime de desacato” e lançaram a caça às bruxas (directores-gerais do BDU, Orabank e Ecobank). Os outros DG não estavam, por isso levaram apenas o DG do BDU. E numa hora estava tudo resolvido. AAS

Iª Convenção do PAIGC - Sessão solene de encerramento


FOTOS: DR/DC

RIP: Morreu esta madrugada em Bissau, o Sr. Elisée Turpin, um dos fundadores do PAIGC. Tinha 88 anos. À família enlutada, ao PAIGC e aos combatentes da liberdade da Pátria de Amílcar Cabral, o editor do DC envia o seu mais profundo pesar por esta irreparável perda. AAS

sexta-feira, 23 de junho de 2017

CASO CONDUTO DE PINA: Advogada apresenta queixa-crime contra vice da PJ

A advogada guineense Ruth Monteiro vai apresentar na segunda-feira, 26, uma queixa-crime contra o director-geral adjunto da Polícia Judiciária (PJ), Juscelino De-Gaulle Pereira, por ter ordenado que agentes não identificados a retirassem à força do seu gabinete quando acompanhava um deputado levado às instalações da instituição.

Monteiro também espera que o director-geral da PJ abra um processo disciplinar ao seu adjunto, caso contrário a advogada garante que também apresentará queixa contra o próprio homem forte da PJ.

O incidente, segundo conta Ruth Monteiro à VOA, aconteceu por volta das 19 horas do domingo, 18, quando foi chamada pelo deputado do PAIGC Conduto de Pina para o acompanhar às instalações da Polícia Judiciária, em Bandim.

Pina tinha sido levado por quatro agentes uniformizados que o detiveram quando saía de um barco na ilha de Bubaque, acusado de ter dado ordens para parar a construção de uma instalação da PJ na via pública.

Sem mandado

Ruth Monteiro, que diz ter esperado mais de uma hora pela chegada de Pereira, afirma “ter sido maltratada pelo director-geral adjunto que falava aos gritos” quando exigiu que lhe mostrasse “o mandado de prisão do deputado, que não foi detido em flagrante delito”.

Depois de ter saído e regressado sem o mandado de prisão, o director-geral adjunto, segundo Ruth Monteiro, começou a interrogar o deputado, sobre a decisão de mandar para a obra.

A advogado explica que ao indicar ao deputado como devia responder, Juscelino De-Gaulle Pereira disse que ela não podia responder pelo seu constituinte e chamou alguns homens para a retirarem da sala.

Eu disse-lhe que não estava a responder, mas a explicar ao deputado que estava a fazer uma afirmação que tecnicamente não é correcta e o director-geral adjunto disse-me que tinha de sair”, conta Monteiro, adiantando ter então afirmado que “teria de explicar ao seu constituinte que não respondesse sem a presença da advogada”.

Ele chamou agentes para me retirarem da sala”, e depois de o deputado ter tentado evitar a sua expulsão, Monteiro diz que “me arrastaram, sem a minha bolsa e o primeiro agente afirmou que se eu dissesse alguma coisa que me batia”.

Ainda na mesma noite de domingo, o deputado Conduto de Pina foi libertado e director-geral da PJ Bacari Biairevelou mais tarde não ter havido qualquer prisão.

Queixas

Ruth Monteiro fez uma participação disciplinar ao director-geral da PJ contra o seu adjunto Juscelino De-Gaulle Pereira, contra quem a advogada diz ir apresentar uma queixa na segunda-feira.

Eu quero ver se haverá coragem do delegado do Ministério Público, porque é uma instituição hierarquizada, para avançar com este processo e quero ter a certeza que irá andar”, explicou Monteiro que participou disciplinarmente contra o director-geral adjunto "e espero que seja aberto um processo disciplinar”.

Caso contrário, conclui Ruth Monteiro, “apresentarei uma queixa também contra o director-geral da PJ”. A VOA tentou, por diversas vias, falar com o director-geral adjunto da PJ Juscelino De-Gaulle Pereira, mas sem sucesso. VOA

DUS KURPU UM KORSON - UNIDADE GUINÉ-BISSAU & CABO VERDE?

Tanto na luta armada para a libertação dos nossos dois países...



...Como no apoio à selecção da Guiné-Bissau durante o CAN 2017...Ora tomem! AAS

DSP - Posse na Academia Internacional da Cultura Portuguesa


está tudo a postos para a sessão de tomada de posse de Académico Correspondente de Domingos Simões Pereira, que se realizará no dia 26 de Junho de 2017, pelas 18h00, no Auditório Adriano Moreira.

Domingos Simões Pereira na sua qualidade de novo Académico usará da palavra para apresentar um tema que versará: “A liberdade como elemento de cultura - refletindo a Guiné-Bissau”.

Todos os membros da Academia Internacional da Cultura Portuguesa usarão o Colar desta prestigiada Academia e o acto decorrerá na Sociedade de Geografia de Lisboa, Rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa.

PAIGC-ESCLARECIMENTO: Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, esclareceu que o Baciro Djá foi à Iª Convenção do partido "na qualidade de convidado e não como terceiro vice-presidente" dos libertadores. AAS

DEMOCRACIA

PEREGRINAÇÃO A MECA: Bocthe Candé é o 'comissário principal' e o Braima Camara o sub-comissário. É o ajuntamento dos fulas (e dos muçulmanos) que o emissário especial do PR tanto apelou...AAS

FACTO: Vocês (eles sabem!!!) dariam o cu a um batalhão de mancebos para terem o Aly convosco! Mas ficarão pelas intenções e com os semi-analfabetos...nô pintcha! AAS

CRIME: Morto em operação stop

Ler AQUI

Edir Frederico Da Costa (o Edson), vivia em Inglaterra. Ao amigo Ginário Forbs (pai da vítima) e família deixo aqui os meus votos de profundo pesar. AAS

FUTEBOL: Um luso-guineense no Chipre


Empresário guineense Catio Baldé envolvido em mais uma transferência

O internacional luso-guineense, Aldair Djalo Balde, ex-jogador do FC Penafiel e Olhanense, da segunda liga portuguesa, transferiu-se para os cipriotas do AEL Limasol, da primeira liga. Viajou ontem para o Chipre para assinatura do contrato válido por 2 anos.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

OPINIÃO AAS

Nota-se que há cada vez mais gente a suspirar de saudade do tempo em que havia autoridade na Guiné-Bissau. Eram tempos duros, diga-se, e sinistros. Mas havia autoridade, via-se.

Eu, hoje, continuo a preferir o lixo avulso que qualquer democracia representa ao silêncio imposto pelas ditaduras. E as minhas qualidades - ter o hábito de dizer o que penso e de fazer o que digo, talvez não sejam as mais requeridas.

Lembro-me perfeitamente de, em certas ocasiões de crise política (perdi-lhes a conta) em que eu teimava em dar a cara e em bater-me pelos meus ideais e pelas minhas convicções, algumas pessoas diziam-me num tom quase paternal "vai, faz-te de vítima, queixa-te, pode ser que consigas 'vender' qualquer coisa".

Lá está. Não entendiam as minhas razões. As minhas razões, minhas caras, meus caros, sempre estiveram na linha da frente das minhas lutas. O tempo da verdade chega sempre, pelo que a honra tem que ser paciente. Nunca serei uma vítima. E é isso que, afinal de contas, o País não me perdoa. AAS

CONVENÇÃO PAIGC: Polícia dispersa desordeiros pagos para causarem distúrbios


FOTOS: DR/DC
Cá estão eles (reconhecem-se Bamba Banjai e Vladimir Deuna) à chuva e a caminho do palácio, presumo que para secar e mudar de roupa...

A convenção do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde teve início em Bissau sob forte medidas de segurança, depois da polícia ter dispersado um grupo que perturbava o encontro.

A primeira convenção nacional do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) teve início esta quinta-feira em Bissau sob forte medidas de segurança, depois de a polícia ter dispersado um grupo que tentou perturbar o encontro.

Um grupo de jovens tentou perturbar e foi repelido pela Polícia de Ordem Pública(POP)”, disse fonte da organização da convenção nacional do PAIGC, maior formação política da Guiné-Bissau.

Segundo a mesma fonte, o PAIGC já tinha informado as forças de segurança guineenses e a Ecomib, força de interposição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) destacada em Bissau, sobre a realização da convenção. “Está tudo calmo e a convenção está a decorrer com normalidade”, acrescentou a fonte.

Junto à sede do PAIGC, situada na Praça dos Heróis Nacionais ao lado da Presidência guineense, permanece um forte dispositivo de segurança, que está a condicionar a circulação de veículos naquela rotunda, no centro da capital guineense.

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) iniciou esta quinta-feira a sua primeira convenção nacional sob o lema “Pensar, para melhor agir”.

Entre esta quinta-feira e sábado, 600 delegados do partido vão debater temas que incluem os princípios e fundamentos ideológicos do PAIGC, os estatutos do partido, o papel dos jovens e das mulheres, a corrupção no país e o melhor regime político para a Guiné-Bissau.

A primeira convenção nacional do PAIGC ocorre num momento em que o país vive um impasse político há cerca de dois anos, com a paralisação do parlamento, na sequência da dissidência de mais de uma dezena de deputados deste partido.

O Governo do PAIGC saído das eleições de 2014 caiu na sequência da demissão de Domingos Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro e desde então o país já teve cinco chefes de Governo, numa crise que está a ser mediada pela CEDEAO. Lusa

Nem sabem armar uma cilada...

Armas supostamente encontradas num carro que nem é do Armando Correia Dias...