quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Escrito na pedra


FRASE DO DIA

Urem Costa: "Um dia, ora ki djintis n'tindi kuma tarbadju i mindjor di ki problema..."

Guiné-Bissau: Deputada quer mais mulheres nas próximas eleições

FONTE: Deutsche Welle

Em entrevista à DW África, a deputada Susie Barbosa, presidente da Rede de Mulheres Parlamentares, diz que a crise em Bissau não seria "tão grave" se houvesse mais mulheres no Parlamento e no Executivo.

A população feminina da Guiné-Bissau ultrapassa o número de cidadãos do sexo masculino. Mas, apesar de serem maioria no país, as mulheres guineenses perderam representatividade política nas duas últimas décadas. É o que diz a deputada Susie Barbosa, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAICV), presidente da Rede de Mulheres Parlamentares.

Em entrevista à DW África, a deputada fala sobre o trabalho de sensibilização que está a realizar até esta quinta-feira (31.08), em parceria com o Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), em várias regiões do país, com objetivo de convocar as mulheres para a vida política.


Suzi Barbosa, Deputada do PAIGC e presidente da Rede de Mulheres Parlamentares

Segundo Susie Barbosa, após a democratização da Guiné-Bissau, há pouco mais de 20 anos, o número de mulheres no Legislativo e no Executivo era elevado. Mas ao longo dos anos isto mudou.

"Apenas 10% dos cargos no Parlamento e no Governo são ocupados por mulheres, e na administração pública só 25%. No nosso Governo, apenas cinco mulheres participam como membros, e nenhuma em cargo ministerial", alerta. Acompanhe a entrevista, na qual a deputada defende que nas próximas eleições mais mulheres sejam candidatas nas listas dos partidos.


DW África: Como vai acontecer a sensibilização das mulheres para a participação na vida política da Guiné-Bissau?

Susie Barbosa (SB): Estamos a trabalhar no escritório da UNIOGBIS, em Bafatá. É uma sensibilização que pretende chamar a atenção das mulheres para uma maior participação política, e, de certa forma, dar-lhes a conhecer a legislação já existente no país, e as lacunas que ainda existem, que nós parlamentares temos a responsabilidade de implementar.

DW África: Que lacunas são essas?

SB: Estamos neste momento a trabalhar na criação da lei de cotas, que são medidas transitórias adotadas em situações em que nós que há uma desigualdade, e são medidas que se adotam num determinado período de tempo para se atingir a igualdade de género. Estamos estado à parte disto a fazer as sensibilizações a nível das regiões, com o apoio das UNIOGBIS, e a tentar convencer as mulheres para que haja uma maior participação política das mesmas na Guiné-Bissau. Um facto importante a referir é que na Guiné-Bissau tem uma população maioritariamente feminina, nós somos mais de 52% de mulheres, mas apenas 10% tem participação na política e apenas 25% ocupa cargos na administração pública. Daí a necessidade de se chamar atenção para uma maior política das mulheres como candidatas e como administradoras da função pública, e não como apoiantes dos homens.

DW África: Apenas 10% dos cargos no Governo e no Parlamento são ocupados por mulheres. Como isto afeta as tomadas de decisões e a criação de políticas públicas voltadas para as mulheres guineenses?

SB: Infelizmente afeta bastante. Esse número reduzido na participação da vida política faz com que não haja políticas públicas adequadas para as mulheres. E infelizmente esta é uma situação que tem vindo a agravar-se. Mas tínhamos antes na abertura democrática uma maior participação das mulheres, chegando no Parlamento dado momento a registar 30 mulheres deputadas, e neste momento, passados 23 ou 24 anos da nossa abertura democrática, temos apenas 14 mulheres num universo de 102 deputados. Mas tristemente é uma situação que não se verifica só no Parlamento. Nós temos neste momento no nosso país um Governo onde há apenas cinco membros mulheres, e nenhuma é ministra.

DW África: O que tem impedido até agora que mais mulheres participem da política na Guiné-Bissau?

SB: Extamente esta falta de políticas públicas. E nós entendemos também como fundamental está a inclusão no currículo escolar das crianças, desde cedo, a igualdade de género e igualdade de oportunidades. Então, penso que cabe a nós, parlamentares, alertar e ao mesmo tempo fazer pressão junto do Governo para que não seja apenas usada a questão da igualdade de género nos comícios, nas jornadas, mas sim a nível dos currículos escolares e também na participação efetiva nas listas que vão ser apresentadas pelos partidos.

DW África: E levando em conta a crise política que se instalou em Bissau, de que forma a maior participação feminina no Parlamento e no Governo poderia contribuir para um consenso no país?

SB: Acreditamos que esta crise não seria tão grave se houvesse maior participação das mulheres. Entendemos que as mulheres são mais sensíveis, são mais responsáveis na gestão da coisa comum. Por este motivo, a Guiné-Bissau não estaria nesta situação se houvesse mais mulheres com poder de decisão, e por isso que estamos a motivar a maior participação das mulheres para que num futuro próximo, sobretudo no próximo embate eleitoral, os partidos sejam obrigados a terem esta representatividade feminina e as mulheres tenham efetivamente o poder de decisão, e não estejam em segundo lugar a apoiar os homens ou a aplaudir os homens. E lembramos que estamos a nos aproximar das próximas eleições, quando elas serão cruciais para as decisões que serão tomadas.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Gostava de vos ver aqui

Sim. É que, sabe, eu sou daqui. Mesmo. Nem do Bureau Político nem do Comité Central. Nem da Esquerda, nem da Direita. Nem de qualquer dos centros. Apenas daqui, deste pedaço de terra. E não vos ligo nenhuma. Nem a um nem a outro. Nem à vossa retórica - um embuste, demagogia barata. Eu sou feliz assim.

E por ser daqui posso dizer: Um grupo restrito - ainda para mais de analfabetos e de incompetentes - domina a dignidade, a alma, o futuro do País.

E o povo. Passivo.

E, no entanto, continuo a ser daqui. Deste imenso verde desaproveitado. Deste lugar estranho onde a destruição do Estado é quase uma 'razão de ser'. Deste lado, daqui, a viver neste paraíso da palavra inútil e da imagem que não serve para nada.

Estou tão cansado de pensar no País, em mim próprio. Estou farto de mim! Heróis. Daqui e de todo este verde passaram a bestas por tocarem no nosso dinheiro, por derramarem o nosso sangue.

E continuo daqui. E estou aqui. E acho mesmo que no meio de tanta coisa imóvel, só eu me mexo. E nos intervalos deixo sempre escapar, para um, para outro, um soslaiozinho satisfeito, contente.

Eu? Continuo daqui. Já agora, para aqui são dois murros:
Um, no estômago; outro, no conformismo.
AAS

Alguém me ajuda?

Porque é que sempre que parece existir a ameaça de a rotina se instalar no País, produz-se um acontecimento tão insólito, tão singular, que só podemos maravilhar-nos com o acaso?

Está claro como água que temos um País defeituoso, e um povo que parece sofrer da doença de Parkinson. Bom, mas Cristo morreu, Marx e Freud também, e eu mesmo não me sinto lá muito bem.

Tudo o que por aqui se tem dado ilustra às mil maravilhas as disfunções do Estado guineense, e mostra, também, a falta de seriedade das instituições internacionais que connosco 'cooperam'...
AAS

Jomav, Jomav...

«Nés ritimo di arte baratu,
Tchebudjen pa li, pôbar pa lá
Terra pirdi ton, terra pirdi alma
Di nós nada ka resta.
»

Adriano "Atchutchi", Mama Djombo

Para o JOMAV

"Quando a verdade é substituída pelo silêncio, o silêncio é uma mentira". Yevgeny Yevtushenko, poeta e dissidente soviético

Lixo sobre lixo. Tudo ao léu. Rua de São Tomé, Bissau, século XXI


A Câmara Municipal de Bissau, que deixe de perseguir bares e restaurantes. Casos há que mesmo que PAGANDO(?!) a CMB manda fechar o espaço. Aconteceu ontem mesmo... Isso é ABUSO de incompetentes a mando da organização criminosa - sim, o PRS!!! AAS

KING'S CLUB: Reserve já o seu bilhete pelo telefone 955313343

EURO...ROUBO: A Euroatlantic Airways está a deixar os passageiros com os nervos em franja. Agora, a moda é "NÃO HÁ LUGARES, SÓ NA EXECUTIVA". E a simples alteração do bilhete pode custar os olhos da cara - entre 800 e 1000 euros!!! AAS

90 CARROS: JOMAV, JOMAV...


FONTE: PR
Os carros já chegaram e estarão num ARMAZÉM na zona do Enterramento...JOMAV retira os carros, mas não PAGA

terça-feira, 29 de agosto de 2017

EAGB=VERGONHA: Em casa de ferreiro, espeto de pau!

A própria EAGB foi a responsável pela quebra no fornecimento de energia, esta noite, no bairro Chão de Papel Varela, em Bissau. Segundo uma versão recolhida pelo DC, deu na tola à empresa retirar, esta noite, da central eléctrica um enorme grupo gerador cujo destino é a cidade de Gabu.

O problema foi quando chegou à rua Eduardo Mondlane. A altura do camião com o contentor foi fatal e o resultado só podia ser este: vários cabos de electricidade derrubados, entre os quais os do próprio posto de transformação.


'Ministro' do Ambiente veio em socorro da EAGB

Os moradores da zona é que não foram de modas - pararam o camião e obrigaram ao motorista que chamasse os responsáveis. Apareceu SERIFO EMBALÓ, 'ministro' do Ambiente (talvez a substituir o seu colega vitalício da Energia) que por sua vez chamou uma equipa da EAGB para repor tudo como dantes. E ainda bem! AAS

EAGB=VERGONHA: O bairro de Chão de papel/varela está novamente às escuras. AAS

Poste para amostra: av. Amilcar Cabral, Bissau, 26 agosto 2017, século XXI


Ma Cabral foronta na mon di bandidos

REDES SOCIAS A FERVILHAR

EAGB=VERGONHA: Mais de 1 semana sem água e sem explicações!

Ó Kim, manda lá um cheirinho

Garças à denúncia do DC, os ilegais mexeram o rabiosque — mas vai sair dali uma boa merda, vai

CASO DE POLÍCIA: Explique-se, 'ministro' das Obras Públicas MARCIANO BARBEIRO


Esta 'estrada' fica em Cuntum Madina, o bairro onde mora o 'ministro' das Obras Públicas: a TERRAPLANAGEM (eu alertei...) foi há pouco mais de um mês, e eis o RESULTADO de parte dos 600 milhões de fcfa (quase 1 milhão de euros) pagos a 'empresas' portuguesas de reputação mais do que duvidosa, porque, em Portugal nunca fariam caldos destes. Isto tem de ser esclarecido, e o 'ministro' Marciano deve uma explicação.

Um elemento da população contou ao DC que o 'ministro' passa lá todos os dias, várias vezes "no seu potente, imponente e reluzente Toyota V8 e nem olha para os lados. A propósito, temos uma MANIFESTAÇÃO no próximo SÁBADO", garantiram.

Pois é, comunidade internacional. É isto que o Povo do meu país enfrenta diariamente na sua busca pelas razões dos constantes atropelos à Constituição da Guiné-Bissau pelo lavrador José Mário Vaz - que está NOVAMENTE em Calequisse...AAS

OPINIÃO: O DISCURSO DA ISENÇÃO NUM CONTEXTO DE TRANSGRESSÃO DAS REGRAS DEMOCRÁTICAS

Nunca a frase “quem cala consente” fez tanto sentido para a análise da situação política da Guiné-Bissau. Ultimamente, o país tem sido invadido pelo discurso da “imparcialidade” e “equidistância”, proferido por inúmeros atores das mais variadas esferas sociais. Para essas pessoas, assumir um discurso de posicionamento perante os factos é sinônimo de parcialidade, falta de sabedoria ou oportunismo.

Ora, o discurso da escusa seria compreensível e verdadeiramente acertado caso não estivéssemos a falar da defesa da Democracia, e não nos encontrássemos diante de um verdadeiro desrespeito à vontade popular expressada nas urnas, por parte do Presidente da República José Mário Vaz (JOMAV).

A Guiné-Bissau está perante um abuso de autoridade desta figura democraticamente eleita, que, ao seu bel-prazer, deixou de respeitar as mesmas regras que o ajudaram a estar hoje no posto que ocupa. Faltando com a palavra dada durante a campanha eleitoral, esse abuso de poder, que resvala a Ditadura, colocou o país inteiro numa verdadeira inércia há mais de três semanas.

Agora vos pergunto:

Como é possível que ainda existam pessoas que, confrontadas com tão evidente desrespeito e burla dos princípios democráticos, conseguem manter este discurso de imparcialidade? Como se justifica que os que se dizem defensores da Democracia baseiem o seu discurso na justificativa “todos têm culpa”, não sendo capazes de analisar os factos (não as suposições) e ações que estão pondo em causa o Estado de Direito, e com base nas normas democráticas atribuir a devida responsabilidade a quem está pondo em risco a manutenção desse Estado de Direito?

É muito simplório acusar todo mundo, porque no final não se responsabiliza ninguém. É muito cômoda a posição “em cima do muro para não ferir suscetibilidades”, ser um “democrata imparcial” e não acusar ninguém, pois isto esquiva-nos de fazer análises mais profundas que nos levem ao ponto crucial dos FACTOS RELEVANTES.

Quando uma pessoa se diz democrata, e que em momentos de luta pela defesa da Democracia assume um discurso de suposta imparcialidade e equidistância, deixando de adotar uma posição coerente – sustentada pelos preceitos democráticos –, então podemos concluir que esta dita “imparcialidade” na verdade resvala a anuência com princípios antidemocráticos.

Vestidos com a capa do apartidarismo, não conseguem tomar partido pela Democracia. São na verdade falsos democratas, que por receio de serem taxados de forma pejorativa pelos que se assumem golpistas, acabam por abrir mão do discurso de intervenção que exige o cumprimento das regras do jogo a quem de facto as desrespeita, e passam a assumir o discurso brando da isenção mesclado com a culpabilização de todos os atores, minimizando as responsabilidades do verdadeiro culpado.

Existe uma ténue linha que separa os imparciais dos golpistas, mas que na verdade só engana os observadores menos atentos.

Gaspar Muidinga/Zona Libertada

CMB - CABRA... MUNICIPAL DE BISSAU


Cabras na cidade. Bissau, século XXI

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA: De partido sem carros a organização criminosa com 100 carros

Ouvi com um arrepio na espinha o chefe do cartel, Florentino Mendes Pereira, a propósito de um torneio de futebol, agradecer ao Alberto Nambeia tudo o que este "fez pelo PRS e pelo país".

Quanto ao que o Nambeia fez pelo PRS, eu sei mas cala—te boca. Já no que toca ao país sabemos muito bem: aliou—se à canalha para dar um golpe de estado a um governo legítimo e da qual fazia parte como convidado derrotado, espezinhado nas últimas eleições legislativas. Lá está: o PRS é uma organização criminosa.

PRS não é nada, nunca fez nada nem nunca fará. O PRS durou enquanto o Kumba Yala viveu. Hoje, não passa de uma sombra daquilo que já foi. Um partido com todos os órgãos caducos — PRS só vai a congresso ou realiza uma convenção quando dá um golpe de estado.

Reparem, o PRS ganhou uma eleição neste pais, em 2001, mas o PRS manda na Guiné-Bissau até hoje!!! Quando perde uma eleição e não é convidado para o governo, dá golpe; quando é humilhado nas urnas, e ainda assim é convidado, dá golpe na mesma. O PRS não interessa para nada, mas, atenção: o PRS continua armado até aos dentes...eu sei!

Um partido com mais ladrões por metro quadrado, mais até do que esta cidade tem de putas! Conheço bem o PRS, as manhas, os grandes ladrões, os grandes incompetentes e os obtusos que por lá pululam. Um dia faço—vos uma lista.

Conheço gente do PRS que há 1 ano viviam em casas emprestadas (um ainda vive, ainda que a proprietária, indo contra a pretensão do próprio irmão, o queira despejar PORQUE NUNCA, EM MAIS DE 10 ANOS, PAGOU QUALQUER RENDA). Ele, feito 'ministro', se o amigo em causa não desse dinheiro para o mercado, não comia.

E hoje? Hoje - e tenho as provas - até já acabou um casamento e enviou a amante (dele e de outros homens...) para viajar por essa Europa fora de férias com O DINHEIRO DO POVO DA GUINÉ-BISSAU! Nô pintcha. AAS

ATENÇÃO ALEMANHA: DSP em Hamburgo

O presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, está em Itália e depois vai a Hamburgo, na Alemanha onde terá encontro com a comunidade guineense ali radicada.

TOME NOTA:

Sábado, 2 de Setembro
Às 14:00
ONDE?: no café La Rosa (antigo "Sporting")

ESCOLA DI TIO BERNAL: PR convoca partidos para a próxima sexta-feira, para novas auscultações...AAS

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

URGENTE: Para o Modibo Touré


Excitação contida...

CMB - Câmara Municipal di Bandidasku

CMB criou fundo fantasma... para financiar a organização criminosa PRS. Tudo trapaça. Atente-se. Nem se sabe quem assinou este documento que devia merecer maior atenção por parte do ministério Público:


Dezenas de restaurantes foram simplesmente fechados por questionarem a edilidade e pelo não pagamento

Breves & Quentes

A cobrança do Fundo Rodoviário (Buracário ficava melhor) é um autêntico assalto à mão armada a quem quer que tenha um veículo neste país.
Agora, os donos dos camiões retaliaram e ameaçam parar Bissau: "não temos estradas e gastamos muito na reparação dos camiões".

— AFUNDAÇÃO: A fundação Ninho da Criança, da ex—primeira—dama Mariama Sanha, corre sério risco de fechar portas. As amas deram à sola. "Tínhamos três cozinheiras e agora só resta uma", disse Mariama Sanha que garante não ter qualquer apoio do 'governo'. "Agora só restam as pessoas de boa vontade para ajudar as nossas crianças", lamentou. AAS

sábado, 26 de agosto de 2017

CORTE GERAL: Cidade de Bissau está novamente na escuridão. Luz bai. AAS

PAIGC: DSP em Lisboa, hoje

TURISMO NO PAÍS DO LIXO. BISSAU, SÉCULO XXI


FOTOS: AAS, Bissau, 26 de agosto de 2017

TURISMO DA CÓLERA


Deus não dorme. Lixeira junto à Sé Catedral. Bissau, século XXI


Manada a caminho da ONU. Com os cumprimentos do PRS (Partido Rabo de Saia)

Mensagem para o Povo da Guiné-Bissau:

Cálice
Chico Buarque

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta

De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue


Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado

Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa


Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta

Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça

Pátria ou morte, VENCEREMOS a canalha!: A nossa MISSÃO agora é afrontar o presidente da República e a comunidade internacional. LEVAR o José Mário Vaz e a sua guarda pretoriana a cometerem uma LOUCURA, uma TRAGÉDIA - e talvez sejam OFICIALMENTE RESPONSABILIZADOS. JOMAV não é homem mais do que ninguém. Aliás, um homem, um chefe de Estado que se preze e pretende a admiração do seu Povo, tem que ser o primeiro a dar o EXEMPLO. Não é esconder-se na gola do casaco da tropa e infernizar a vida deste povo miserável e cobarde. Não! AAS


PARA O POVO GUINEENSE: "A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência." Mahatma Gandhi

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

OPINIÃO AAS: Saiam e selem o País

CIDADÃOS GUINEENSES, DEMOCRATAS: Estejamos preparados para, agora, enfrentarmos com muito barulho a própria comunidade internacional baseada em Bissau. Esta crise tornou-se transversal ao próprio presidente da República - que a criou, e com a qual perdeu o controlo e a própria credibilidade como chefe de Estado aos olhos dos cidadãos democratas da Guiné-Bissau.

O que quer que aconteça na Guiné-Bissau será, também, da responsabilidade da própria comunidade internacional. O presidente da República toma todos por parvos, e a comunidade internacional tolera-o e, de certa maneira, dá-lhe novamente o beneplácito da dúvida - como se houvesse.

Comunidade internacional: este país vai pegar fogo. Noventa carros (90?!) para a PRESIDÊNCIA da REPÚBLICA, 100 (?!) carros para o PRS, com o povo a passar fome, com os preços dos produtos de primeira necessidade a conhecerem preços nunca antes vistos, com especulação em todas as áreas da vida diária deste povo.

Os problemas são muitos, as desigualdades são abismais, os abusos estão aos olhos de todos. À comunidade internacional: saiam da Guiné-Bissau, levem a ECOMIB. Selem o país e nós tratamos do resto. Ganham rios de dinheiro a 'trabalhar' na Guiné-Bissau e ninguém vê porra nenhuma de resultados.

Ou temos uma Constituição que deve ser respeitada, ou teremos um país sem sossego nos próximos tempo. Não conseguem fazer o presidente da República CUMPRIR COM O QUE ESTÁ ESCRITO NA CONSTITUIÇÃO? O acordo de Conacri é ASSUNTO ENCERRADO? Afinal a CEDEAO é mesmo mentirosa, pois o que disse o MARCEL de SOUZA, presidente da Comissão da CEDEAO, ficou gravado na memória de todos nós: "Em Conacry, o nome escolhido foi o do senhor Augusto Olivais MAS QUEM FOI NOMEADO foi o Umaro Cissoko."
. AAS

Guiné-Bissau e Cabo Verde


Cabo Verde é uma pedra angular para a solução da crise política guineense, na medida em que vai assumir a próxima Presidência da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO e da CPLP. Cipriano Cassamá manteve um encontro restrito com o Presidente da Republica de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca

EXCLUSIVO DC - CS ONU: Quem disse o quê?

Modibo Touré, representante do SG/ONU na Guiné-Bissau:

- Envolvimento internacional melhor coordenado e continuado é vital para resolver a crise política que persiste na Guiné-Bissau, declarou o Conselho de Segurança. Representante Permanente Modibo Touré diz que sanções são excessivas, contraproducentes.

- Somente cumprindo as condições mínimas do Acordo de Conakry, a Guiné-Bissau poderia progredir para resolver a longa crise política, disse o Representante Especial do Secretário-Geral hoje ao Conselho de Segurança, apelando a um envolvimento internacional melhor coordenado e continuado.

- Modibo Ibrahim Touré, que também dirige o Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), disse que as tensões atingiram um novo pico há três meses, o que levou o Grupo de Parceiros Internacionais [União Africana, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO ), Comunidade de Países de Língua Portuguesa, União Europeia e Nações Unidas] para expressar publicamente a preocupação com o aumento da retórica inflamatória e a ameaça de manifestações violentas.

- Nas últimas semanas, disse ele, o diálogo entre as partes destinado a resolver o impasse político no âmbito do Acordo de Conakry foi retomado. Olhando em frente para as eleições legislativas e presidenciais previstas para 2018 e 2019, respectivamente, ele disse que as medidas necessárias devem ser tomadas para criar um ambiente propício à realização de pesquisas livres, pacíficas e credíveis.

- A incerteza sobre como resolver a crise política pode prejudicar a situação geral estável na Guiné-Bissau, disse Elbio Roseli (Uruguai), presidente do Comité do Conselho de Segurança estabelecido em conformidade com a resolução 2048 (2012), alertando sobre a ambiguidade em torno da divisão de poder entre o presidente e o primeiro-ministro criaram incerteza.

- Além disso, os esforços internacionais e regionais para encontrar uma solução parecem não ter tido impacto, disse ele, já que nenhuma disposição no Acordo de Conacri foi implementada, em grande parte por falta de vontade política. Embora não haja sinais claros de que um progresso substancial seja alcançado em breve, a situação de segurança permaneceu estável. No entanto, a paciência do exército e a população podem-se esgotar a qualquer momento.

- Sublinhando que as reuniões que realizou durante as recentes visitas à Guiné-Bissau e a Portugal destacaram a complexidade da situação, Mauro Vieira (Brasil), presidente da configuração da Comissão de Paz da Guiné-Bissau, disse que o Acordo de Conacri continua a ser um ponto de referência fundamental para a maioria dos atores políticos - bem como objecto de interpretações divergentes.

- Ele disse que um grupo acreditava que não havia acordo sobre quem deveria ter sido nomeado primeiro-ministro, enquanto um segundo grupo acreditava que um nome havia sido de facto acordado. Alguns consideraram que o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde já não controlava a Assembleia Popular Nacional, enquanto outros diziam que as eleições de 2014 deram a esse grupo uma maioria que não poderia ser alterada através da criação de um bloco de 15 deputados dissidentes.

- "Não vi sinais de essas posições diferentes se estarem a aproximar", disse ele, observando, no entanto, que os líderes das forças armadas lhe haviam assegurado o seu estrito respeito pela ordem constitucional.

COMUNIDADE INTERNACIONAL "ENGANADA"

- O representante da Guiné-Bissau, sublinhando que seu país viveu em paz civil nos últimos cinco anos, disse que os funcionários públicos foram pagos regularmente e o nível de agitação política foi insignificante. "Não acreditamos na utilidade das sanções", que parecem excessivas e contraproducente, dado o contexto político, disse ela, acrescentando: "Temos fé que a Guiné-Bissau vencerá estas crises institucionais".

- O delegado do Togo lembrou que o presidente de seu país, como presidente da CEDEAO, havia lançado um apelo urgente para a restrição e a responsabilidade para garantir que uma solução negociada para a crise pudesse ser encontrada. A Guiné-Bissau estava em um ponto de viragem. Cabe a todas as partes interessadas acelerar a resolução da disputa e concentrar-se no desenvolvimento económico para atender às necessidades da população.

Representantes do Uruguai (na sua capacidade nacional) e da Bolívia também falaram.
A reunião começou às 3:04 p.m. E terminou às 4h04 p.m.
Comunicações


MODIBO IBRAHIM TOURÉ, Representante Especial do Secretário-Geral na Guiné-Bissau e Chefe do Escritório Integrado de Construção da Paz das Nações Unidas na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), disse que o Acordo de Conacri e o roteiro da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) são os principais quadros para resolver a crise e ajudar o país a lidar com as causas da instabilidade política e barreiras institucionais. A situação política na Guiné-Bissau evoluiu desde fevereiro.

Há três meses atrás, as tensões atingiram um novo pico, levando o Grupo de Parceiros Internacionais com base na Guiné-Bissau a expressar publicamente sua preocupação com o aumento da retórica inflamatória e a ameaça de manifestações de rua violentas. Nas últimas semanas, o tom da cobertura dos média no país acalmou e o diálogo destinado a resolver o impasse político no âmbito do Acordo de Conacri havia retomado entre as partes. Em julho, pela primeira vez desde o início da crise em 2015, houve discussões bilaterais entre o presidente, o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia Nacional do Povo e os líderes dos principais partidos políticos.

No próximo mês, disse, a extensão do mandato de três meses para a Missão da CEDEAO na Guiné-Bissau (ECOMIB) para permitir que os atores políticos da Guiné-Bissau implementem integralmente o Acordo de Conacri expira. Resolver a crise exigiria um empenho e apoio contínuos, disse ele, acrescentando que ele acreditava que as condições essenciais para a implementação do Acordo existiam. À medida que o período eleitoral sensível se aproxima, com as eleições legislativas e presidenciais previstas para 2018 e 2019, respectivamente, as medidas necessárias devem ser tomadas para criar um ambiente propício à realização de eleições livres, pacíficas e credíveis. Os desenvolvimentos positivos incluíram os processos em torno da reconciliação nacional. Embora a reforma do sector de segurança tenha sido lenta, foi aprovado recentemente um ambicioso programa conjunto de três anos sobre Justiça, Polícia e Correcções. O crescimento económico, entretanto, prevê que ele atinja 5,2 por cento e o país tenha feito avanços notáveis ​​na melhoria dos quadros macro-económicos e na gestão das despesas públicas.

Sublinhando que o envolvimento coordenado e de longo prazo da comunidade internacional seria crucial para a implementação do Acordo de Conacri, ele disse que apenas cumprindo as condições mínimas do acordo, a Guiné-Bissau poderia progredir em várias áreas críticas. Ele recomendou que a CEDEAO realize uma missão de avaliação para avaliar a implementação do Acordo e que o Conselho de Paz e Segurança da União Africana, junto com o Conselho de Segurança, visite a Guiné-Bissau. Ele também sugeriu que o Conselho organizasse uma reunião sobre a Guiné-Bissau à margem da próxima Assembleia Geral.

- MAURO VIEIRA (Brasil), presidente da configuração da Guiné-Bissau da Comissão de Consolidação da Paz, informou o Conselho sobre suas recentes visitas a esse país e a Lisboa, Portugal, para obter relatos em primeira mão dos esforços para acabar com o impasse político. Ele descreveu consultas com uma série de partes interessadas na Guiné-Bissau, incluindo o Presidente, o Primeiro-Ministro, o Presidente do Supremo Tribunal, os membros de todos os partidos políticos representados na Assembleia Nacional, representantes da sociedade civil e outros, acrescentando que em Lisboa ele tinha Reuniu-se com o Secretário Executivo da Comunidade de Língua Portuguesa para discutir o papel desse grupo no apoio à Guiné-Bissau para encontrar uma solução para o impasse.

Sublinhando que todas essas reuniões destacaram a complexidade da situação, ele disse que o Acordo de Conacri de 2016 permaneceu um ponto de referência fundamental para a maioria dos atores políticos - bem como o tema de interpretações divergentes. Um grupo acreditava que não havia acordo sobre quem deveria ter sido nomeado primeiro-ministro, enquanto um segundo grupo acreditava que um nome havia sido de facto acordado durante as negociações. Alguns sentiram que o Partido Africano pela Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) já não controlava a Assembleia Popular Nacional, enquanto outros sublinharam que as eleições de 2014 deram a esse grupo uma maioria que não poderia ser alterada através da criação de um bloco de 15 deputados dissidentes.

"Não encontrei sinais de que essa posições diferentes se estavam a aproximar", disse ele. Mauro Vieira disse que também reuniu com o Grupo de Facilitadores de Mulheres - composto por 10 mulheres de diferentes organizações locais - que estava realizando reuniões bilaterais com o presidente e atores-chave visando superar o impasse político. O presidente José Mário Vaz expressou seu apoio a esse processo, afirmando que aguardaria o relatório do grupo antes de tomar qualquer decisão sobre os próximos passos.

Durante as consultas com a Comissão Eleitoral Nacional, seus membros indicaram que concluíram um cronograma para a realização de eleições legislativas em maio de 2018, disse ele, que agora deve ser aprovado pelo presidente. Algumas partes interessadas solicitaram às Nações Unidas que seguissem e apoiem o processo eleitoral.

Os líderes das forças armadas, entretanto, garantiram-lhe o seu estrito respeito pela ordem constitucional, ele disse, e fez vários pedidos, inclusive para ajudar na formação e modernização das forças armadas e no fortalecimento da capacidade da polícia. Alguns interlocutores pediram a imposição de sanções aos civis, nomeadamente aos políticos, por não implementar o Acordo de Conacri, enquanto outros expressaram forte oposição a essa ideia, vendo-a como interferência na política interna. Ele exortou todos os atores políticos a se envolverem no diálogo nacional com vista à implementação do roteiro de seis pontos de Bissau e do Acordo de Conacri, e sublinhou a importância de realizar eleições com os preparativos necessários, especialmente a actualização das listas de registo de eleitores.

ELBIO ROSSELLI (Uruguai), presidente do Comité do Conselho de Segurança instituído nos termos da resolução 2048 (2012), disse que o objectivo da recente visita do Comité à Guiné-Bissau foi recolher informações sobre a implementação das sanções impostas por essa resolução e avaliar Desenvolvimentos políticos. Tanto os atores políticos como a sociedade civil manifestaram interesse em dialogar com o Comité, afirmou, observando que a importância da cooperação com as várias partes nacionais e internacionais havia sido destacada. Ele pediu apoio internacional contínuo, sublinhando que devem ser tomadas medidas para criar uma situação política estável para que a Guiné-Bissau receba os fundos prometidos em Bruxelas em março de 2015.

Ele disse que a incerteza sobre como resolver a crise política poderia prejudicar a situação geral estável na Guiné-Bissau, com ambiguidade em torno da divisão de poder entre o presidente e o primeiro-ministro a criar incerteza. Os esforços internacionais e regionais para encontrar uma solução não tiveram impacto, já que nenhuma disposição do Acordo de Conacri foi implementada, em grande parte por falta de vontade política. Embora não houvesse sinais claros de que um progresso substancial em breve seria alcançado, a situação de segurança permaneceu estável, disse ele, advertindo, no entanto, que a paciência do exército e a população poderiam acabar a qualquer momento.

Era importante que todos os atores políticos expressassem a vontade de se envolver no diálogo e encontrar uma solução, disse ele, observando que geralmente eles transferem a culpa uns para os outros pelo impasse. Quase todos os interlocutores que conheceu reconheceram que o exército manteve um comportamento respeitável e se absteve de interferir na situação política. Eles sublinharam que as sanções eram um impedimento eficaz contra possíveis elementos perturbadores, tanto no exército como entre os civis, mas muitos disseram que essas medidas não estavam a ser aplicada àqueles que mais merecem, inclusive os políticos. Em muitas reuniões, os interlocutores sublinharam o papel positivo desempenhado pela Missão da CEDEAO, que tem sido eficaz na prevenção de uma ameaça à ordem constitucional. A visita reflectiu que a cooperação entre o Comité e o Governo melhorara e deveria ser fortalecida.

Declarações

O Sr. ROSSELLI (Uruguai), falando na sua capacidade de representante nacional, disse que, embora a situação na Guiné-Bissau tenha melhorado nos últimos cinco anos, o país ainda estava com incerteza devido ao impasse político. O impasse não se baseou em diferenças étnicas ou políticas, mas sim em diferenças pessoais entre seus líderes. Descrevendo o roteiro de seis pontos e o Acordo de Conacri como críticos para resolver a crise e apelando à sua implementação, disse que nenhum resultado seria alcançado até que os líderes do país tomassem essas medidas. Observando que as sanções impostas a alguns dos líderes militares da Guiné-Bissau foram "uma ferramenta sábia e apropriada", e que esses indivíduos até agora aderiram a eles, afirmou que o Conselho deveria continuar a analisar a questão, incluindo a definição de certos Critérios de listagem e a possível remoção de alguns nomes da lista de sanções.

SACHA SERGIO LLORENTTY SOLÍZ (Bolívia) manifestou sua preocupação com a instabilidade social e política da Guiné-Bissau, chamando a atenção para os importantes esforços da CEDEAO e do UNIOGBIS para reunir as partes. Exigindo uma forte rejeição de qualquer acção que possa desestabilizar o processo de negociação, convocou as partes a se basearem em acordos existentes para alcançar o consenso. Congratulando-se com a recente visita à Guiné-Bissau pelo Presidente do Comité do Conselho de Segurança estabelecido nos termos da Resolução 2048 (2012), que obteve informações importantes sobre o sucesso das sanções, advertiu que "as sanções não deveriam ser um fim em si mesmas" e que o Conselho deve realizar revisões periódicas e fazer alterações, se necessário. Ele rejeitou a imposição de todas as sanções unilaterais, que eram ilegais e contrariavam o princípio da igualdade soberana.

MARIA ANTONIETA P. D'ALVA (Guiné-Bissau) disse que o envolvimento da Comissão de Consolidação da Paz havia assegurado aos cidadãos o apoio internacional à busca comum pela paz. "Nós temos a responsabilidade final de resolver as crises no nosso país", disse ela, observando as preocupações do relatório sobre a situação política e o persistente impasse. Destacando que uma solução sustentável exigia um forte compromisso interno das instituições do Estado e dos partidos políticos, ela acrescentou que "Bissau-Guineenses tem que trabalhar mais nesse sentido".

As instituições do Estado estão a trabalhar para encontrar soluções, disse ela, apontando para a iniciativa do Grupo de Mulheres Facilitadoras de Diálogo. Há uma necessidade de um amplo diálogo dentro dos partidos, o que poderia forjar um caminho para dissolver as tensões, gerando consensos e compromissos, o que, por sua vez, quebraria o impasse. A Guiné-Bissau viveu em paz civil nos últimos cinco anos. Os funcionários públicos têm sido pagos regularmente e o nível de agitação política foi insignificante. "Nós não acreditamos na utilidade das sanções", que parecem excessivas e contraproducentes, dado o contexto político, disse ela.

"Temos fé em que a Guiné-Bissau vencerá essas crises institucionais", concluiu. "Com o seu apoio contínuo, solidariedade e paciência, consolidaremos a nossa democracia, trabalhando as diferenças e alcançando uma paz duradoura e liderando a nossa nação no caminho do desenvolvimento e na implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável".

KOKOU KPAYEDO (Togo) expressou profunda preocupação com o impasse na Guiné-Bissau, caracterizado por uma crise política que persiste há mais de dois anos. A Cimeira de Monrovia reafirmou que o Acordo de Conacri como a única base credível através da qual a crise pode ser resolvida. No entanto, dois meses após a extensão do mandato da ECOMIB, nenhum progresso significativo foi observado nos pontos fundamentais que alimentaram a crise, incluindo a nomeação de um primeiro-ministro, a formação de um governo inclusivo e a reintegração de vários deputados. O Presidente do Togo foi eleito Presidente da CEDEAO, após o qual ele lançou um apelo urgente para a restrição e a responsabilidade de garantir que uma solução negociada e duradoura para a crise pudesse ser encontrada. Baseando-se no Acordo de Conacri, o presidente da Togo acredita que a Guiné-Bissau está num ponto de viragem e agora cabe a todas as partes interessadas acelerar a resolução da disputa e concentrar-se no desenvolvimento e recuperação económica para atender às necessidades da população.

ALBERTO NAMBEIA, OLHA SÓ A ANARQUIA QUE REINA EM BISSAU (Câmara nas mãos do PRS), CIDADE CAPITAL, NESTE SÉCULO XXI

ANARQUIA/URGENTE


O perigo que é viver em Bissau. Cruzamento do Ecobank com a Avenida Amilcar Cabral. Século XXI. Mesmo com a estrada nova, feita propositadamente para o tráfego dos pesados para o porto de Bissau. Já imaginaram se os dois contentores tivessem desprendido??? FOTO: AAS

EXCITAÇÃO DE ESTADO: num dia é golpe de Estado, no dia seguinte é golpe de teatro. Tenham mas é vergonha, e mais respeito: pelo Estado, pelo Povo, pelo País, pela Comunidade Internacional (que é quem vos enche o bandulho) - Ninguém vos autorizou para fazerem disparates em nome do Povo da Guiné-Bissau! RESPEITEM A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU, OU VÃO TODOS PARA O INFERNO! AAS

DIPLOMACIA: EUA vão reabrir a sua embaixada no bairro da Penha, em Bissau. A demolição da 'velha senhora' está no fim e vai dar lugar a um novo complexo. AAS

ANGOLA: O general discreto que quer ser "o homem do milagre económico"

FONTE: Diário de Notícias


FOTO: EPA/MANUEL DE ALMEIDA

O que será a sua presidência permanece uma incógnita mas, atendendo ao que é conhecido da personalidade de João Lourenço, espera-se uma forma de governação distinta do ainda ministro da Defesa Nacional, membro do MPLA desde 1974. Uma ideia do que se pode esperar do futuro presidente pode extrair-se da entrevista que deu a 23 de maio ao The Washington Post, quando esteve na capital dos EUA para encontros no Pentágono. "Faremos todos os esforços para termos uma administração transparente. Vamos combater a corrupção e queremos que os investidores privados sejam no futuro a base da nossa economia", disse então.

Uma ideia que repetiu em conferência de imprensa na véspera das eleições, quando disse querer ficar na história como "o homem do milagre económico".

Para o ex-deputado do MPLA João Melo, citado há dias pela Reuters, "Lourenço é um homem de convicções (...). Representa a mudança e esta é absolutamente vital para garantir a sobrevivência do MPLA". Uma frase que sintetiza a dimensão dos desafios que tem pela frente aquele que, quase seguramente, será o futuro presidente de Angola.

O perfil que João Lourenço tem na página do Ministério da Defesa, escrito na primeira pessoa, além de uma homenagem aos pais, revela uma pessoa discreta, comedida, fluente em russo e espanhol, desportista - cita o futebol, o karaté e a equitação - com diferentes interesses intelectuais: o xadrez e a literatura.

Filho único, nasceu a 5 de março de 1954 no Lobito; estudou no Instituto Industrial de Luanda e, mais tarde, na ex-União Soviética, onde obteve formação militar e fez um mestrado em História. Foi secretário do MPLA em várias províncias e secretário-geral do partido, exerceu diferentes cargos nacionais no partido e nas forças armadas, deputado, presidente da bancada parlamentar e vice-presidente da Assembleia Nacional, antes de ser nomeado ministro em 2014.

É general de três estrelas na reserva, como se lê no perfil oficial. Um texto em que lembra ter participado "nas operações militares no centro do país, Kwanza Sul, Huambo e Bié com posto de comando no Huambo". Este foi o período e a região em que o líder da UNITA, Jonas Savimbi, foi morto. No mesmo texto, recorda ter integrado "o primeiro grupo de combatentes que entraram em território nacional" em agosto de 1974.

Como foi salientado por diferentes observadores após ser conhecida em dezembro de 2016 a sua escolha para suceder a Eduardo dos Santos, Lourenço é um dirigente do MPLA que nunca viu o nome associado a escândalos e tem reputação de competente; além de um longo historial ao serviço do partido e das forças armadas, onde é considerado como "figura prestigiada", referiu recentemente então à Voz da América o sociólogo João Paulo Ganga.

Opinião subscrita por uma das publicações críticas do MPLA, o Club-k que, em maio de 2015, o classificava como um dirigente "dos mais respeitados do regime angolano" a propósito de uma controvérsia sobre fornecimentos às forças armadas, em que o ministro quis pôr fim a uma situação de favorecimento de estrangeiros face a nacionais, uma solução defendida por outra importante figura do regime.

Nascido em 1954 no Lobito, João Lourenço estudou no Instituto Industrial de Lisboa e, mais tarde, na União Soviética. É casado e pai de seis filhos.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

ATENÇÃO LISBOA: DSP CONVOCA TODOS

MANIFESTAÇÃO: ABRIL em AGOSTO: O Povo, Unido, Jamais Será Vencido!

NOTÍCIA DC/ESCÂNDALO: A presidência da República, que deve mais de 15 milhões de Fcfa no aluguer de viaturas, anda a visitar armazéns em Bissau: quer espaço para guardar 90 carros, que devem chegar a Bissau estes dias. Mas anda tudo doido neste País? Quem é o benfeitor que adora tanto este Povo? Cumprir o acordo de Conacry, que é bom, é outra história, ainda para mais com 750 homens a serem preparados para integrarem a guarda pretoriana do presidente...PQP!!! AAS

VERGONHA E CORRUPÇÃO - PRS E OS 100 CARROS (para além do roubo de vacas...): Depois de denunciado pelo DC, o PRS mandou fechar o armazém na granja de Pessubé onde tem escondidos 50 dos 100 carros, fruto da 'compensação' dos sul-coreanos que pescam o nosso peixe ao largo da ilha de Caravela. "Os carros estão lá, os vidros estavam a ser escurecidos mas até esse trabalho foi suspenso porque mandaram essa equipa embora sem qualquer explicação", contou ao DC fonte do PRS - partido que perdeu as eleições, foi convidado para o Governo do PAIGC (que ganhou com MAIORIA ABSOLUTA) e acabou por dar um golpe de Estado palaciano e hoje é dono e senhor da Guiné-Bissau, dos seus recursos naturais e do seu vasto mar. AAS

PARA O FMI: Isto demonstra o crescimento da economia da Guiné-Bissau...


POLÍCIA DE ORDEM PÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU: Isto, nem no Dubai... OSCAR MALHADO, volta para a tua terra, pá! Tu há muito que te vendeste ao trágico duo Fadia/JOMAV

ANGOLA: MPLA na frente mas sem maioria qualificada

Segundo os dados provisórios da Comissão Nacional Eleitoral de Angola, o MPLA é o VENCEDOR das Eleições Gerais em Angola. O MPLA venceu com maioria em todas as Províncias com excepção de Cabinda.

TOTAL NACIONAL:
MPLA- 64, 5 %
UNITA- 24,4%
CASA- CE - 9,5%

FONTE: Waldir Araújo, jornalista da RDP ÁFRICA

VOAR BAIXINHO: Dois dos 11 militares sancionados pela ONU depois do golpe de Estado de abril de 2012, viajaram para o estrangeiro...mas foram interceptados e recambiados para a Guiné-Bissau. O ex-CEMA Sanha Clusse morreu, mas a ONU vai manter as sanções. AAS

Conselho de Segurança da ONU, sobre nós

Nem sabem armar uma cilada...

Armas supostamente encontradas num carro que nem é do Armando Correia Dias...