sábado, 20 de junho de 2020

Nem sabem armar uma cilada...


Armas supostamente encontradas num carro que nem é do Armando Correia Dias...

DSP: "Ninguém sabe se o Ndinho está vivo ou morto"

JAAC CONDENA

NOTA À IMPRENSA

O Secretariado Nacional do Conselho Central da Juventude Africana Amílcar Cabral (SNCC - JAAC), vem ao público unir sua voz ao repúdio do sequestro do Empresário e militante do PAIGC, Camarada Armando Correia Dias (NDINHO), ocorrido hoje na cidade de Bissau.

Esse fato configura mais uma vez uma das faces mais desumanas e intoleráveis da violência contra os defensores da pátria e da democracia na Guiné-Bissau.
Manifestamos a nossa plena solidariedade ao empresário e a sua família.

Chamar atenção a Comunidade Internacional e responsabilizar o Governo pelo sucedido.

Exigir a libertação imediata do Armando Correia Dias (NDINHO).

Ainda através desta nota, o SNCC - JAAC testemunha a Sociedade Civil por mais um ato ignóbil e barbárie contra o Estado de Direito Democrático, que ponha em causa a liberdade e antegridade dos cidadãos.

Feito em Bissau, aos 20 dias do mês de Junho de 2020.
Atentamente,
_____________________________
Secretariado Nacional do Conselho Central

PAIGC quer liberdade, e já!

Liga Guineense dos Direitos Humanos exige libertação de membro do comité central do PAIGC

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) exigiu hoje a "libertação imediata" do membro do comité central do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) Armando Correia Dias, considerando a sua detenção "ilegal".

Armando Correia Dias, também empresário guineense e conhecido por N'Dinho, foi detido hoje em Bissau e encontra-se na segunda esquadra da capital guineense, segundo fonte daquele partido.

"A LGDH condena a forma ilegal e arbitrária como foi efetuada esta detenção e exige a sua libertação imediata", refere, em comunicado divulgada na rede social Facebook.

No comunicado, a organização de direitos humanos sublinha que a deteção de Armando Correia Dias foi feita "sem nenhum mandado" e "sem notificação prévia para o efeito".

"A organização exorta o Ministério do Interior, no sentido de abster-se de prática de atos ilegais e abusivos, adequando a conduta dos seus agentes no estrito cumprimento da lei", acrescenta na mensagem.

A Guiné-Bissau tem vivido desde o início do ano mais um período de crise política, depois de Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, se ter autoproclamado Presidente do país, apesar de decorrer no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.

Na sequência da sua tomada de posse, o Presidente guineense demitiu o Governo do PAIGC liderado por Aristides Gomes e nomeou para o cargo Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau, que formou um Governo com o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), o PRS (Partido de Renovação Social) e elementos do movimento de apoio ao antigo Presidente guineense, José Mário Vaz, e do antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

Em abril, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reconheceu Umaro Sissoco Embaló como vencedor das eleições presidenciais, apesar do recurso de contencioso eleitoral, e pediu a nomeação de um novo Governo, que respeitasse os resultados das legislativas de março de 2019, ganhas pelo PAIGC, até 22 de maio.

A União Europeia, União Africana, ONU, Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Portugal elogiaram a decisão da organização sub-regional africana por ter resolvido o impasse que persistia no país, mas exortaram a que fossem executadas as recomendações da CEDEAO, sobretudo a de nomear um novo Governo respeitando o resultado das últimas legislativas.

O prazo imposto pela CEDEAO não foi cumprido e o Presidente guineense estendeu depois o mesmo até 18 de junho, admitindo dissolver o parlamento caso não houvesse um entendimento, e dando as rédeas para ultrapassar a situação ao presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, que acabou por remeter o assunto para a plenária.

A comissão permanente do parlamento guineense anunciou terça-feira que a sessão ordinária de junho tem início no próximo dia 29.

Umaro Sissoco Embaló admitiu esperar pela sessão ordinária da Assembleia Nacional Popular antes de decidir se dissolve ou não o parlamento, perante o impasse para a formação de um Governo.

O parlamento guineense encontra-se dividido em dois blocos com ambos a reivindicarem a maioria parlamentar e a defenderem o seu direito de formar Governo.

O PAIGC venceu as legislativas de março de 2019 sem maioria e fez um acordo de incidência parlamentar com a Assembleia do Povo Unido -Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Partido da Nova Democracia e União para a Mudança, obtendo 54 dos 102 assentos no parlamento.

Logo no início da legislatura, o líder da APU-PDGB, Nuno Nabian, que ocupa agora o cargo de primeiro-ministro, incompatibilizou-se com o PAIGC e aliou-se ao Madem-G15, segunda força política do país, com 27 deputados, e Partido da Renovação Social, que elegeu 21 deputados.

Apesar da nova aliança, quatro dos cinco deputados da APU-PDGB mantiveram a sua lealdade ao acordo de incidência parlamentar assinado com o PAIGC.

Em maio, um dos deputados da APU-PDGB que mantém o apoio ao acordo com o PAIGC também foi raptado em circunstâncias ainda por esclarecer. Lusa

Membro do comité central do PAIGC detido hoje em Bissau

O membro do comité central do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) Armando Correia Dias foi hoje detido em Bissau, disse à Lusa fonte daquela formação política da Guiné-Bissau.

Armando Correia Dias, também empresário guineense e conhecido por N'Dinho, foi detido quando circulava numa viatura, como passageiro, onde seguiam mais duas pessoas, explicou a mesma fonte.

Segundo a fonte, Armando Correia Dias está detido na segunda esquadra em Bissau.

Numa mensagem divulgada na rede social Facebook, o PAIGC questiona se a "comunidade internacional é cúmplice ou patrocinadora de sequestros e torturas".

"O empresário Armando Correia Dias pode ser assassinado se algo não for feito para impedir uma tragédia anunciada. Estejamos todos vigilantes", acrescenta a mensagem.

A Guiné-Bissau tem vivido desde o início do ano mais um período de crise política, depois de Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, se ter autoproclamado Presidente do país, apesar de decorrer no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.

Na sequência da sua tomada de posse, o Presidente guineense demitiu o Governo do PAIGC liderado por Aristides Gomes e nomeou para o cargo Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau, que formou um Governo com o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), o PRS (Partido de Renovação Social) e elementos do movimento de apoio ao antigo Presidente guineense, José Mário Vaz, e do antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior.

Em abril, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reconheceu Umaro Sissoco Embaló como vencedor das eleições presidenciais, apesar do recurso de contencioso eleitoral, e pediu a nomeação de um novo Governo, que respeitasse os resultados das legislativas de março de 2019, ganhas pelo PAIGC, até 22 de maio.

A União Europeia, União Africana, ONU, Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Portugal elogiaram a decisão da organização sub-regional africana por ter resolvido o impasse que persistia no país, mas exortaram a que fossem executadas as recomendações da CEDEAO, sobretudo a de nomear um novo Governo respeitando o resultado das últimas legislativas.

O prazo imposto pela CEDEAO não foi cumprido e o Presidente guineense estendeu depois o mesmo até 18 de junho, admitindo dissolver o parlamento caso não houvesse um entendimento, e dando as rédeas para ultrapassar a situação ao presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, que acabou por remeter o assunto para a plenária.

A comissão permanente do parlamento guineense anunciou terça-feira que a sessão ordinária de junho tem início no próximo dia 29.

Umaro Sissoco Embaló admitiu esperar pela sessão ordinária da Assembleia Nacional Popular antes de decidir se dissolve ou não o parlamento, perante o impasse para a formação de um Governo.

O parlamento guineense encontra-se dividido em dois blocos com ambos a reivindicarem a maioria parlamentar e a defenderem o seu direito de formar Governo.

O PAIGC venceu as legislativas de março de 2019 sem maioria e fez um acordo de incidência parlamentar com a Assembleia do Povo Unido -Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Partido da Nova Democracia e União para a Mudança, obtendo 54 dos 102 assentos no parlamento.

Logo no início da legislatura, o líder da APU-PDGB, Nuno Nabian, que ocupa agora o cargo de primeiro-ministro, incompatibilizou-se com o PAIGC e aliou-se ao Madem-G15, segunda força política do país, com 27 deputados, e Partido da Renovação Social, que elegeu 21 deputados.

Apesar da nova aliança, quatro dos cinco deputados da APU-PDGB mantiveram a sua lealdade ao acordo de incidência parlamentar assinado com o PAIGC. Lusa

PAIGC denuncia rapto de seu dirigente

ÚLTIMA HORA: O empresário e dirigente do PAIGC, Armando Correia Dias (o Ndinho), conselheiro do primeiro-ministro Aristides Gomes foi raptado por elementos do ministério do Interior - onde ainda se encontra. (em actualização). AAS

"Cultura de matchundadi" na Guiné-Bissau não é modelo da democracia

A historiadora Joacine Katar Moreira defende que a "cultura de matchundadi", que é a exacerbação da masculinidade, domina a sociedade, a política e as instituições da Guiné-Bissau e não é um modelo da democracia, defende na sua tese de sobre a guineense.

Na sua tese de doutoramento, publicada na semana passada e denominada "A cultura di matchundadi na Guiné-Bissau: género, violências e instabilidade política", a historiadora, nascida naquele país da África Ocidental, tenta explicar a forma como a masculinidade hegemónica impede o normal funcionamento do Estado.

Em entrevista à Lusa, Joacine Katar Moreira referiu que na Guiné-Bissau a "cultura da matchundadi" é uma maneira de se "olhar para o universo das relações sociais e políticas" onde "imperam absolutamente os valores relacionados com os homens, com o masculino e a masculinidade".

"Estes valores são os que estão relacionados com o entendimento dos homens como um elemento hierárquico comparativamente com a mulher, enquanto elemento que tem apetência natural para ocupar e liderar institucionalmente", incluindo na família, religião, política e economia, disse.

Para se afirmar, segundo a tese da historiadora, a "cultura da matchundadi" usa a "violência nas suas várias dimensões", a "centralização do poder como modo de liderança e de governação", o "mimetismo político", e a "impunidade, que consiste na subversão total do sistema de justiça e que garante a supremacia de certos grupos ou indivíduos face a outros".

A "cultura de matchundadi" está também relacionada com uma competição permanente, que é levada para o exercício do poder e para as instituições do Estado, onde os adversários políticos são olhados como inimigos, "como um alvo a abater", explicou a também deputada.

"O excessivo ambiente de competição permanente origina a que os indivíduos entrem numa lógica de absoluta violência, a violência necessária com base nas masculinidades hegemónicas, que originará que ele tome o poder", afirmou.

Mas, acrescentou a historiadora, após a tomada de poder, o homem "precisa de aumentar o nível de violência e de intimidação, porque haverá uma série de 'matchus' que estarão a arquitetar e a organizar-se para lhe retirar o poder".

Desde o início do multipartidarismo e até hoje, "não é ironia nenhuma o facto de nenhum executivo ter concluído quatro anos de mandato", disse.

"E o único Presidente da República em regime de multipartidarismo que recentemente concluiu o mandato foi ignorando toda a sociedade civil, afirmando-se, até indo contra as instituições democráticas e os resultados democráticos para impor a sua ótica e a sua agenda política", salientou, referindo-se a José Mário Vaz, que terminou mandato no início deste ano.

Joacine Katar Moreira explicou que a "cultura de matchundadi" é também caracterizada pela capacidade e responsabilidade de redistribuição de recursos.

Quanto mais influência e poder o indivíduo tem, mais capacidade tem de redistribuir recursos, mas para manter esse poder e influência necessita de os distribuir.

"Este é um dos elementos que é um entrave sucessivo ao desenvolvimento do país. Na qual os indivíduos em vez de servirem o Estado, servem-se do Estado", disse.

"O que normalmente digo, não há necessariamente, como muitos especialistas dizem, uma luta pelo poder na Guiné-Bissau, o que há é uma luta pelo acesso aos recursos. Se fosse uma luta política ela precisaria de ser uma luta ideológica e ela não é", acrescentou.

A historiadora e deputada portuguesa salienta que é a "cultura de matchundadi" que unifica os conflitos militares, narcoestado, questões étnicas e o que tudo está relacionado com o acesso aos recursos.

"Numa determinada época, o que está em causa são os recursos que estão a ser gerados pelo tráfico de droga, mas é o recurso, o acesso ao recurso, o controlo do recurso, de vez em quando são até as disputas étnicas e religiosas, mas enquanto instrumento de 'acesso a' e nunca enquanto elemento fundamental", afirmou.

Para a historiadora, enquanto não houver um modelo de referência que também funcione, a manutenção e o exercício do poder vai ser aquele.

"É um modelo que não é da democracia, do multipartidarismo, nem do partido único", afirmou. Lusa

COVID-19: Guiné-Bissau soma 17 mortos e tem 1.541 casos. AAS

sexta-feira, 19 de junho de 2020

EXPLORAÇÃO INFANTIL: Mais de 100 mil crianças "talibé" sujeitas a abusos e mendicidade forçada no Senegal... Lusa

Celebrar os campeões

Grupo de cidadãos quer explicações sobre testes com vacinas na Guiné-Bissau

Um grupo de cidadãos guineenses dirigiu hoje uma carta ao ministro da Saúde, António Deuna, para pedir uma "explicação cabal" sobre os ensaios clínicos de vacinas contra a poliomielite na prevenção da covid-19 a 3.400 cidadãos do país.

A carta aberta, a que a Lusa teve acesso, é patrocinada pelo ativista social e ambiental, o sociólogo Miguel de Barros, a professora universitária Zaida Pereira e o jovem ativista e estudante universitário em Portugal, Sumaila Jaló.

A carta é assinada, entre outros, pela ativista social Adama Baldé, a bióloga Bianca Flamengo, o músico Manecas Costa, os artistas Nu Barreto, Welket Bungé e Bebetida Sadjo. Lusa

INVESTIGAÇÃO: Esses jatos particulares que transportam presidentes africanos apesar da epidemia

FONTE: MONDAFRIQUE

O grupo de aviação privada Ebomaf, de propriedade do empresário de Burkinabè Mohamadou Bonkoungou, é usado por muitos presidentes africanos. Seja o presidente da África Central, Touadera, mas também Félix Tshisekedi, Patrice Talon, Mahamadou Issoufou ou Alassane Ouattara.

Em 10 de junho, um jato particular Dassault Falcon 900EX registrado F-HREG veio buscar o Presidente Touadéra para uma curta viagem a Ouagadougou. Enquanto a Presidência do Faso se comunicava sobre o caráter estritamente privado dessa visita, a Presidência da África Central mencionou uma “visita de trabalho. »Por que você viajou graças a uma companhia discreta de jatos particulares?

Um clube muito particular

Hospedado no hotel Laico Ouaga 2000, onde o presidente Roch Kaboré o recebeu, Faustin-Archange Touadéra foi acompanhado por seu chefe de gabinete, Obed Namsio. No momento em que as fronteiras deveriam ser fechadas por causa da covid-19, muitos observadores se perguntaram sobre os motivos dessa visita ...

O CEO do grupo EBOMAF possui, assim, uma frota de seis aeronaves (incluindo um Airbus A318, um Falcon 7X e este Falcon 900), fretado em particular para seus clientes, empresários e chefes de estado, permitindo que ele cure sua rede e discutir negócios durante as viagens. Este jato particular foi usado anteriormente pelos presidentes Félix Tshisekedi, Patrice Talon, Mahamadou Issoufou ou Alassane Ouattara etc.

Bonkoungou, que já havia sido recebido em Bangui pelo presidente Touadéra, na presença do Ministro das Finanças de Dondra em agosto de 2016, já estava em contato (na época em que Bozizé ocupou o Palácio do Renascimento) com Sylvain Ndoutingaï, o mentor de Obed Namsio, que é o atual diretor de gabinete de Touadéra e que está em Ouagadougou desde o início do ano...

O CEO do grupo EBOMAF possui uma frota de seis aeronaves (incluindo um Airbus A318, um Falcon 7X e este Falcon 900), fretado em particular para chefes de estado: Félix Tshisekedi, Patrice Talon, Mahamadou Issoufou ou Alassane Ouattara.

Blaise Campaoré, o ex "padrinho"

O EBOMAF foi originalmente indicado para o ex-presidente Blaise Compaoré e seus aliados em Burkina Faso e na sub-região. Quando o EBOMAF foi criado, Roch Kaboré era então Ministro dos Transportes e Comunicações e Blaise Compaoré ocupava o palácio de Kosyam por dois anos.

Mohamadou Bonkoungou é apresentado a Blaise Compaoré pela sogra de François Compaoré, Alizéta Ouédraogo e pelo general Diendéré (chefe dos serviços de inteligência e chefe de gabinete do Presidente).

Compaoré e Diendéré trabalharão para apresentar o EBOMAF aos chefes de estado da sub-região (principalmente Benin, Togo, Costa do Marfim, Mali), a fim de obter mercados principalmente nos setores de construção e obras públicas. e minas (desenvolvimento de locais de mineração e aluguel de equipamentos). Tudo isso, ao que parece, para as retro-comissões muito grandes concedidas às pessoas ao seu redor nas contas no exterior.

É assim que nossas fontes nos revelam que Blaise Compaoré, ex-presidente de Burkinabé, e Roch Kaboré, atual chefe de estado, mantêm hoje interesses comuns por meio da EBOMAF.

Pequenas empresas com amigos

O objetivo desta visita de Touadéra a Ouagadougou em 10 de junho não é de fato melhorar as relações bilaterais entre Burkina Faso e a República Centro-Africana, conforme declarado pela Presidência da RCA, mas sim a adjudicação de contratos à EBOMAF na construção e aluguel de jatos particulares

Mohamadou Bonkoungou, proprietário desta próspera empresa de jatos particulares, aprecia as propriedades luxuosas dos países de seus clientes e amigos. Chefes de Estado compraram recentemente uma casa em Bangui, recentemente concluída pelo Ministro das Finanças Dondra por 1 bilhão de FCFA.

Nené Ca, bu obi????

SABI SABOLADA: Sabem quem chegou ontem por volta das 2h00 da manhã ao nosso país? O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela... tudo em 'segredo'. AAS

ATENÇÃO: Esta 'visita' terá a ver com a detenção, em Cabo Verde, do empresário e 'testa de ferro' do presidente pária, Nicolas Maduro, o colombiano, Álex Saab? Foi preso por lavagem de dinheiro e pode ser extraditado para os EUA. Ou?...Ou?...

AFRONTA: Armazém da FISCAP...usado para armazenar castanha de caju


FOTOS: ©DC/AAS
O dona da castanha (PRS), apurou o DC, é um dos directores...

CRÓNICA

FONTE: EXPRESSO



O QUE ANDO A OUVIR

A primeira vez que fui à Guiné Bissau era jornalista do semanário “ O Independente” e Paulo Portas o meu diretor.

Foi em Novembro de 1990, dez anos após o golpe de estado que afastou Luís Cabral do poder. E assinou a certidão de óbito da ideia de um mesmo partido estar à frente de dois países. A minha missão era escrever um perfil do presidente Nino Vieira.

Ainda me lembro do bafo de calor que me engoliu mal se abriram as portas do avião. E da preciosa ajuda que tive do então delegado da Lusa, Eduardo Lobão. Não fiquei mais do que três dias e, na sexta-feira seguinte, assinei um artigo cujo título era “Sinhozinho Nino”, numa alusão a uma novela brasileira, que muito tinha dado que falar.

Como é óbvio, o retratado não gostou nada do que leu. Ao jeito de ditador, mandou prender um dos seus assessores, cujo único crime era ser suspeito de ter falado comigo. Durante anos, fui persona non grata na Guiné Bissau.
Depois deste episódio, voltei vezes sem conta a Bissau.

A cada regresso, a estranha sensação de estar a pisar um país que poderia ser o meu. Vi a história acontecer à frente dos meus olhos, ganhei alguns amigos para a vida. Um deles é o poeta e jornalista Tony Tcheka. Recordo, com saudade, as tardes passadas em sua casa, juntamente com a sua então mulher, a portuguesa mais guineense que conheci, uma anfitriã notável, infelizmente já falecida.

Um dos últimos artigos que assinei sobre esta antiga colónia portuguesa começava assim: “A Guiné-Bissau não é um Estado. É um estado de espírito”. Hoje, escreveria o mesmo. O que pensar de um país cujo futuro é eternamente adiado, refém de políticos gananciosos e de militares aventureiros. De um país preso nas teias do narcotráfico.

A cada regresso, a cada viagem, a mesma banda sonora. Na bagagem, levava sempre José Carlos Schwarz, um dos maiores compositores guineenses. Conhecio-o no Mindelo, em Cabo Verde, durante um concerto do seu grupo Cobiana Jazz. E nunca mais o perdi de vista. Hoje, escrevo a ouvi-lo.

Infelizmente, José Carlos Schwarz morreu cedo. Demasiado cedo. Tinha apenas 28 anos quando foi vítima de um acidente de aviação, em Havana, Cuba.

Ainda hoje, deve dar voltas no túmulo só de imaginar o que aconteceu ao país que tanto amava e pelo qual tanto lutou.
Tenha um resto de bom dia.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Transparência, ética e responsabilidade

COVID-19: Guiné-Bissau autoriza testes com vacina contra a poliomielite

FONTE: RFI

Na Guiné Bissau, as autoridades de saúde autorizaram um teste com a vacina contra a poliomielite para combater o coronavírus.

As autoridades de saúde autorizaram um teste com a vacina contra a poliomielite para combater o coronavírus.

O protocolo foi submetido pelo consórcio americano-dinamarquês e envolve investigadores guineenses do Projecto de Saúde Bandim, que tem conduzido pesquisas com investigadores dinamarqueses nos últimos 40 anos, em Bissau.

A antiga ministra da Saúde e actual Alta Comissária para o combate ao coronavírus na Guiné-Bissau, Magda Nely Robalo, descreve "um mal-entendido" em volta deste estudo e por isso tentou, por via redes sociais, acalmar as pessoas. "A comunicação é a melhor arma para se esclarecerem equívocos que possam existir", afirma a responsável.

Por outro lado, a Sociedade Civil pede transparência, ética e responsabilidade pública e exige às autoridades guineenses a publicação do protocolo, que permite a realização de testes em 3400 pessoas, com mais de 50 anos. "Os guineenses precisam de esclarecimentos porque não são cobaia", lembra Sumaila Jaló, cidadão guineense.

Nem sabem armar uma cilada...

Armas supostamente encontradas num carro que nem é do Armando Correia Dias...